quarta-feira, 9 de abril de 2014

Preparando o banho

O recém-nascido não pode ficar muito tempo exposto à friagem, sem roupinhas, nem antes e nem depois do banho. Também não pode ficar esperando na
banheira enquanto você corre para pegar a toalha que esqueceu dentro do armário. Por isso, os pais devem organizar o espaço e deixar tudo o que vão usar bem à mão.

Coloque todos os produtos para o banho ao seu alcance. No trocador, deixe a roupinha que o bebê irá vestir, fralda, gaze, algodão. O ideal é que o bebê possa tomar banho e se trocar no mesmo ambiente, para evitar mudanças de temperatura. Cheque se todos os itens estão separados e se a temperatura da água está boa antes de tirar a roupinha do bebê.

Lembre-se que o ambiente deve estar com janelas e portas fechadas para evitar correntes de ar, mesmo nos dias mais quentes. O banho precisa ser diário, apesar de se sujarem pouco, e o melhor horário para banhar os recém-nascidos é nos períodos mais quentes do dia, entre às 11 e às 15 horas. Em geral, o melhor é dar o banho antes da mamada para evitar que ele regurgite. Algumas mães preferem dar logo antes do horário que o bebê costuma dormir.

A pessoa que vai dar o banho no bebê deve estar com as unhas bem curtas, pois a pele do bebê é muito fina e qualquer arranhão pode machucar a criança. Tire anéis, pulseiras e relógios e lave bem as mãos antes de começar.



Paula R. F. Dabus

terça-feira, 8 de abril de 2014

Se sujar faz bem?


A “sujeirinha” que pode ser útil à criança

Higiene é essencial, mas em excesso pode prejudicar a saúde dos pequenos. Pode parecer papo de louco, mas tem fundamento. Isso é que indica um estudo americano publicado pela revista online Nature Medicine.

Pesquisadores da School of Medicine da University of California, em San Diego, descobriram que uma bactéria que vive constantemente na nossa pele pode impedir que a inflamação após um ferimento seja muito grande.

Bebê engatinhando na grama - Foto: GettyImages

O problema é que essas bactérias são eliminadas por produtos de limpeza, como sabonetes, sabão e desinfetante. Neste caso, o excesso de limpeza poderia acabar com esses organismos na pele das crianças, podendo fazer que um simples ferimento inflame mais do que se essas bactérias tivessem atuado.

Mas é lógico que não é por essas e outras que o personagem Cascão, da Turma da Mônica, virará referência às crianças da noite para o dia. Longe disso. Banho é fundamental. Mas muito banho no mesmo dia pode ser desaconselhável, principalmente se a pessoa insistir no uso de esponja.

Segundo Richard Gallo, um dos coordenadores da pesquisa, diz que os estafilococos (as bactérias presentes na pele) podem causar infecções se entrarem no organismo das pessoas, mas se ficarem somente na pele são benéficas para os ferimentos mais leves.

Esse estudo embasa a “hipótese da higiene” que relata a importância do contato com germes na primeira infância para que as crianças fortaleçam seu corpo contra alergias.

Há cada vez mais evidências que o excesso de limpeza que se vê hoje nas sociedades modernas está levando a um grande número de pessoas alérgicas no mundo.

Ainda são poucos os estudos feitos nessa área, mas levam a indicar que contatos com os germes são necessários para a saúde do nosso organismo. Mais pesquisas devem ser feitas para concluir de vez essa questão.

Por isso, papais e mamães não devem ficar tão preocupados quando a criança engatinha no chão que não está tão bem limpinho ou quando, sem querer, a criança coloca a mão suja de areia na boca na hora que está brincando na praia.

Bruno Rodrigues

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Gravidez na adolescência


A gravidez mexe com todo o corpo da mulher. Mudam a vida, os hábitos, os sonhos e os objetivos. Imagine tantas transformações em um corpo que ainda não está bem formado, como o da adolescente. Some a isso o fato de que a adolescência é um período de crescimentos, mudanças e transformações.


Psicólogas esclarecem em perguntas e respostas, o que acontece nesse momento, como agir e o que esperar.
1. O que muda na vida de uma menina que engravida na adolescência?
“A gravidez na adolescência acarreta várias mudanças do ponto de vista individual, familiar e social. Ao engravidar, a adolescente terá a dupla tarefa de lidar com as transformações próprias da sua adolescência e as da maternidade, assumindo responsabilidades e papéis de adulta antes da hora. Isso representa uma sobrecarga física e emocional. É um período de difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada”, explica Márcia Rios Ferreira Perigo, psicóloga do Programa de Assistência Médica e Psicológica à Mulher Adolescente da Faculdade de Medicina do ABC.

2. Muda a vida escolar?
A psicóloga Márcia Rios Ferreira Perigo explica que muda, sim. “A adolescência é a fase em que a pessoa se encontra – ou deveria se encontrar – no processo de formação escolar e de preparação para o mundo de trabalho. A ocorrência de uma gravidez nessa fase significa o atraso ou até mesmo a interrupção desse processo. A maternidade precoce está relacionada ao abandono escolar, às restrições das opções de vida, das oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Quanto menos escolarizada e qualificada for a mão de obra, menores são as chances de sua inserção no competitivo mercado de trabalho.” Anna Chiesa, consultora da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e professora do Departamento de Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, completa: “A gravidez costuma afetar, sim, a vida escolar. Porém é bom lembrar que, em muitos casos, a gravidez acontece depois que a menina abandonou os estudos, ou seja, ela não é necessariamente a causa da evasão escolar”.

3. É comum que meninas que nasceram quando as mães eram muito novas repitam o comportamento?
“Sim, é bastante frequente que filhas de mães adolescentes sejam também mães adolescentes. A justificativa psicológica se apoia em uma tentativa de poder compreender a sua história pela repetição do evento”, explica Ana Merzel, psicóloga do hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. A psicóloga Márcia Rios Ferreira Perigo concorda e acrescenta: “A família é o primeiro grupo de referência do indivíduo, sendo responsável por manter e reforçar padrões de comportamentos. As adolescentes se subordinam às influências familiares no qual estão inseridas. As adolescentes repetem padrões de comportamento de suas mães ou de algum parente muito próximo”.

4. A gravidez na adolescência sempre foi considerada um problema?
“É preciso compreender que a adolescência é um fenômeno social contemporâneo. Em outros períodos históricos, as mulheres se casavam a partir do momento que menstruavam e já iniciavam a vida reprodutiva desde cedo sem que isso fosse alarmante. Porém a sociedade muda, seus conceitos e preconceitos também mudam, e comportamentos que eram aceitos passam a não se encaixar mais na realidade e podem se transformar em problemas. É interessante lembrar que, na época em que a gravidez na adolescência não era motivo de preocupação, ser “mãe solteira” era considerado um problema muito grave. Hoje, ocorre o inverso. Ou seja, tem uma dimensão social que precisa ser focada. Outra coisa que também deve ser levada em consideração é que há muita diferença se a gravidez ocorre antes dos 15 anos ou entre 16 e 19 anos. Ser uma gestante aos 12 anos não é igual a engravidar aos 18 anos”, explica Anna Chiesa, consultora da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e professora do Departamento de Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

5. Uma menina tem condições de educar uma criança?
Ana Merzel, psicóloga, explica que, “se entendermos educação como tudo que envolve o cuidado de um filho, desde a atenção a todas as necessidades fisiológicas e emocionais, penso que nessa idade ela teria que fazer um esforço extra para dar conta de todas as demandas. Isso porque ela também está terminando parte do seu próprio ciclo de desenvolvimento e amadurecimento psíquico. O adolescente ser a pessoa 100% responsável por prover todo este cuidado é uma tarefa que exige muito de alguém que também está em uma fase de transição. A adolescente ainda não está com sua capacidade de tomar decisões. A vinda de uma criança de uma maneira inesperada gera uma alteração radical em sua vida, deixando de realizar ou adiantando o processo de amadurecimento, tendo que assumir compromissos para os quais ainda não está preparada. Nesse contexto, percebe-se que as crianças filhas de mães adolescentes recebem cuidados de todo o núcleo familiar em que a mãe se insere porque, muitas vezes, a adolescente não consegue desenvolver sozinha os cuidados e a adaptação à nova vida e ao novo ser. O cuidado de uma criança não é uma responsabilidade somente da mãe: uma menina de 16 anos sozinha não tem condições de educar uma criança, mas nenhuma mãe sozinha tem. Educar uma criança é uma tarefa complexa, que deve ser compartilhada por muitos, a começar pelo pai, pela família dos pais, pelos amigos e por toda a rede social”.

6. É comum que as mães culpem os filhos pelas coisas que não podem fazer, já que engravidaram muito cedo?
“Muitas vezes, os adolescentes acreditam que os pais deveriam ser corresponsáveis e coparticipantes no processo de criação dos netos. Como qualquer adolescente, acha que com ele nada irá acontecer ou tudo acontecerá de uma maneira diferente. É importante que se converse com o adolescente sobre que tipo de ajuda poderá oferecer e quais as responsabilidades de cada um e como e quando poderá oferecer auxílio no cuidado dos netos. 
Essa culpabilização dos filhos não é específica de adolescentes. Para criar um filho, a mãe precisa abrir espaço em sua vida, o que representa deixar de fazer uma série de atividades que eram desempenhadas antes. Isso acontece independentemente da idade da gestante. O que é necessário é que a mãe entenda o quanto pode ser prazeroso e enriquecedor cuidar do filho pequeno, acompanhar suas conquistas e fazer parte da sua vida, em vez de considerar o cuidado somente como dever”, ensina Ana Merzel, psicóloga do hospital Israelita Albert Einstein. Anna Chiesa, do Departamento de Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

7. O que os pais podem fazer para evitar uma gravidez precoce?
A psicóloga Ana Merzel garante que “a melhor alternativa ainda é a informação e a prevenção. É importante a adolescente ir ao médico, conversar em casa e conhecer as implicações de uma gravidez precoce”. No entanto, essa abertura para o diálogo tem de ser construída na família muito antes da adolescência, de acordo com Anna Chiesa. “Manter uma atitude de diálogo, proximidade, esclarecimento e amorosidade na família é um elemento muito importante para enfrentar qualquer crise. Essa disposição de diálogo e convivência deve se estender também aos amigos e colegas dos filhos, de modo a transmitir valores que ajudam a estabelecer os limites.”

[Fonte: bebe.abril.com.br]

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Xixi na cama, de novo!

O problema do xixi na cama sempre despertou preocupação aos pais, mais pelo desconforto do que propriamente pela gravidade. Imaginava-se que era um problema que passava sozinho. Porém, o pipi na hora errada pode ser um sinal de que a criança está com problemas de auto-estima e precisando de ajuda.

A enurese noturna é o “principal vilão” dos lençóis. Trata-se de um problema no qual a criança não consegue controlar a urina durante a noite enquanto dorme. “E isto pode ser um problema na medida em que inibe e impossibilita uma autonomia social por parte da criança”, afirma a psicóloga Patrícia Camargo.

A enurese é caracterizada quando a criança faz x

ixi na cama pelo menos duas vezes por semana, durante três meses seguidos, após ter completado cinco anos de idade. E pode ser primária, onde a criança ainda não consegue o controle urinário, ou, secundária, quando consegue o controle urinário após um período aproximado de seis meses, mas perde novamente, estando ligado a fatores emocionais ou orgânicos.

O fator hereditário é um dado importante, pois crianças com um dos pais enuréticos (que tiveram esse problema na infância) têm 40% de chance de serem enuréticas. Se ambos forem enuréticos, as chances aumentam. A torneirinha aberta de noite também está relacionada a outros fatores estressantes, tais como mudança de lar, separação dos pais, nascimento de irmão, etc.

Fazer pipi antes de nanar! - Outros aspectos comportamentais são muito bem recebidos pela enurese. Pense duas mil vezes antes de oferecer bastante líquido à noite ao seu filho, pois é um prato cheio ao xixi, assim como a falta de hábito de ir ao banheiro antes de dormir pode ser refletida de madrugada, com a cama encharcada de pipi. Acompanhe-o até o banheiro antes de dormir, adotando esse ritual por muito tempo.

“Os pais precisam ter consciência de que a criança não faz xixi na cama porque quer e certamente está precisando de ajuda psicológica e médica. Eles têm um papel importante na recuperação da auto-estima dos filhos e devem saber que as cobranças e humilhações só irão agravar o problema”, relata Patrícia.

Tem como evitar? - Existem várias maneiras de suavizar e de curar a enurese, começando pelo modo como a criança é tratada, com respeito e sem assumir a culpa pela falta de controle urinário. No entanto, a criança deve estar ciente de que é a única responsável pelos progressos no tratamento, devendo se sentir compreendida e apoiada.

O apoio psicológico é fundamental para ajudar no tratamento, pois está ligado à auto-estima, a resolução de conflitos pessoais e familiares. Não é válido brigar com o filho por ter feito xixi fora de hora (até porque já é tarde). É muito melhor incentivá-lo a não repetir a mesma cena no dia seguinte. Isso auxilia na motivação da criança.

“Os fatores que influenciam a manter ou cessar o sintoma de enurese dependerá da estrutura emocional da criança, da maneira com a qual os pais tratam a questão e do tempo de duração. Pois a ansiedade, a angústia e o sentimento de culpa podem agravar o problema”, alerta a psicóloga.

Para evitar o quadro da enurese na criança, no que se refere a fatores psicológicos, é importante que a auto-estima seja trabalhada antes mesmo que ela comece a dar os primeiros passos. É na forma como a mãe se relaciona com a criança, quando ela ainda está em seu colo, que começa a se desenvolver a auto-estima.

Nunca perca o controle na hora de discutir a questão. Xixi na cama não é um bicho de sete cabeças. A criança precisa ser protegida, cuidada, ensinada e compreendida. Jamais ser repreendida por tal problema.

Bruno Rodrigues

quinta-feira, 3 de abril de 2014

Cuidado com produtos diet e light na gravidez

Assim que a gravidez é confirmada, logo dá início a uma batelada de preocupações por parte da futura mamãe. Por mais que a mulher saiba que inevitavelmente vai ganhar peso nessa fase, ela sempre tenta manter à risca o item “não engordar muito”. São nesses momentos de controle na balança que as mulheres cometem um erro perigoso: usar sem conhecimento produtos diet e light achando que vai manter a forma. A utilização incorreta dos lights e diets, além de não ajudar a emagrecer, pode trazer riscos à saúde da mulher.

Para começo de conversa, a grande maioria das pessoas desconhece o significado de “diet” e “light”. Vamos explicar primeiro o sentido dessas duas expressões para depois dimensionar possíveis riscos na gravidez.

Engana-se quem pensa que um alimento ou bebida diet é aquele que “não tem açúcar”. Nem sempre é assim.

Nos produtos dietéticos é cortado um ou mais nutriente (não necessariamente o açúcar). Às vezes um alimento pode ser rotulado de dietético porque foi cortado o sódio, e não o açúcar.

No caso dos lights há diminuição de até 25% dos nutrientes normalmente presentes no alimento ou bebida normal. Seria como uma versão mais “suave” do original e novamente não obrigatoriamente será o açúcar que será diminuído na versão light, poderá ser o sódio, por exemplo.



Refrigerante - Vamos citar como exemplo o refrigerante. Muitos bebem refrigerante diet ou light acreditando que está se livrando do açúcar.

De fato o açúcar é cortado do refrigerante (diet). Mas para compensar a ausência da glicose (açúcar), a concentração de sódio aumenta bastante. E isso não é nada bom durante a gravidez. O excesso de sódio pode aumentar a retenção de líquido no corpo da mulher e, principalmente, elevar a pressão arterial, além de riscos de lesões nos rins e fígado. Alguns refrigerantes diet já estão diminuindo o a quantidade sódio, mas é preciso ficar atento.

“As gestantes não devem beber nenhum refrigerante, seja diet, light ou normal. Mas se for beber, é preferível o refrigerante normal do que o diet, pois o normal tem menos sódio. O refrigerante diet seria indicado apenas às mulheres com diabetes gestacional”, frisa o ginecologista e obstetra Domingos Mantelli, autor do livro “Gestação, Mitos e Verdades Sob o Olhar do Obstetra”.

O ideal é que a grávida leia atentamente os rótulos dos produtos diet e light, se informando qual ou quais elementos foram extraídos ou reduzidos da fórmula do produto.

Chocolate diet - Objeto de desejo das mulheres, principalmente no período menstrual, o chocolate é outro exemplo clássico de possível engano ao definir o que é diet.

Muitas grávidas pensam a seguinte estratégia: “vou me entupir de chocolate, mas comerei o diet para não engordar”. Os chocolates diet, de fato, têm menos açúcar. Mas para compensar a falta do gosto doce do açúcar, o chocolate dietético tendo muito mais gordura do que o normal.

Se não bastasse, o chocolate diet é tão calórico quanto o normal. Ou seja: pode provocar, sim, aumento de peso.

Evite adoçantes - Um conselho às futuras mamães: evite adoçantes, sobretudo nos três primeiros meses de gestação. O consumo exagerado de substâncias encontradas nos adoçantes pode provocar diarreia e aumento na taxa glicêmica.

A Sociedade Brasileira de Pediatria, porém, informa que o aspartame (substância encontrada no adoçante) não traz riscos durante a amamentação, mas faz ressalvas à sacarina (outra substância encontrada no adoçante).

“A gestante pode tomar café, mas é recomendado com açúcar ou sem açúcar. Nada de adoçante. E não se deve beber café à noite, porque pode prejudicar o sono dela e dar refluxo”, ressalta Domingos Mantelli.

Estudos ainda são poucos conclusivos sobre o real efeito negativo que o adoçante pode causar durante a gravidez.

É importante que a mamãe consulte profissionais da área de saúde para ter conhecimento dos alimentos que devem ou não usar na gravidez. O que vale para uma pode não valer para outra. E lembre-se: atividades físicas são fundamentais para uma gravidez saudável.

Bruno Rodrigues

quarta-feira, 2 de abril de 2014

Grávida pode ter relações sexuais sem restrições?

A princípio não há contraindicação, e vocês podem manter relações sexuais sem temor durante a gravidez toda. Mesmo com a penetração, o pênis não tem como machucar o bebê. 

Agora, se você teve algum tipo de sangramento no início da gravidez, é possível que seu médico a aconselhe a não transar com penetração até a 14a semana. Outras complicações médicas, como placenta prévia ou insufiência do colo uterino também podem levar o obstetra a recomendar abstinência. 

* Nos primeiros meses, é normal que o cansaço, a náusea, a dor nos seios, o estresse e a preocupação de um modo geral impeçam você de sentir o mesmo desejo de antes. Para muitas mulheres, isso tudo muda com o passar da gestação. 

* No caso dos homens, é comum que tenham medo de machucar a parceira ou o bebê durante o ato sexual. A melhor maneira de resolver esse problema é ele conversar abertamente com seu médico e tirar as dúvidas. Alguns homens enfrentam também certa dificuldade para se ajustar ao novo corpo da mulher. 

* Com o crescimento da barriga, talvez você comece a se incomodar com o peso do seu companheiro, se for adepta da posição tradicional papai-e-mamãe. Procure experimentar posições sexuais que sejam mais prazerosas. No final da gravidez, vocês vão precisar de criatividade para que o sexo não fique muito desconfortável. 

* Sexo oral está liberado desde que nenhum dos dois seja HIV-positivo e não haja risco de infecção por alguma doença sexualmente transmissível. 

* Quanto ao sexo anal, ele pode ser feito, mas com cuidados especiais. A tendência a hemorroidas pode significar possíveis sangramentos no ânus. Também é necessário prestar muita atenção à higiene, nunca passando direto do sexo anal para o sexo vaginal, para que bactérias presentes no ânus não infectem a região da vagina. 

O obstetra poderá pedir que vocês evitem o sexo no último trimestre caso você tenha histórico de trabalho de parto prematuro. Isso porque o sexo libera oxitocina na corrente sanguínea, o hormônio que ajuda o colo do útero a se preparar para o trabalho de parto, e também pode provocar contrações. 
Algumas pessoas deixam de manter relações sexuais durante toda a gravidez. Embora tal atitude seja perfeitamente normal, se acontecer com você e seu parceiro, conversem bastante para que a questão não se torne um fantasma entre vocês.

terça-feira, 1 de abril de 2014

Como organizar o quarto da criança



A mamãe não sabe o que fazer com tantos objetos espalhados pelo quarto da criança. Brinquedos por todos os cantos e roupinhas penduradas na poltrona ilustram o cenário. Ainda dá tempo para deixar o espaço funcional e aconchegante.

Antes de começar a arrumação, coloque-se no lugar do seu filho e imagine procurar o objeto preferido da criança. O tamanho dela não permite alcançar a parte alta do armário e o ato representa perigo. Tenha o móvel como uma pirâmide. Na base, guarde o que for mais importante para o filhote. No alto, objetos que não são utilizados com frequência.

No início da arrumação, não se assuste. A bagunça poderá ficar ainda maior. Uma boa pedida é retirar todas as roupas do armário. Peça para que a criança vista cada peça. Desta forma é mais fácil ver o que ainda serve. Você economizará espaço e fará uma ótima ação se quiser doar o que sobrou.

Mamãe ajundando o filho a arrumar o quarto - Foto: Tomasz Trojanowski/Shutterstock.com

Calças, casaquinhos e vestidos podem ser pendurados com cabides reforçados no armário. Camisetas, cuecas ou calcinhas e uniformes escolares, por exemplo, devem ser guardados nas gavetas. Se não tiver sapateira separe um cantinho do móvel para colocar os calçados. Nada de guardar coisas debaixo da cama.

Incentive o poder de escolha do seu filho e instale um suporte de pressão nos armários. Com esta opção, a mamãe deixará as roupas ao alcance dos pequenos e regulará a haste conforme a criança for crescendo. Assim, evitará ouvir os futuros pedidos: “Cadê a minha calça?”.

Hora de mexer nos brinquedos. É assustador, mas você irá achar até brindes repetidos que a criança costuma ganhar no fast food, entre outros artigos quebrados. Que tal sentar com o seu filho e perguntar com qual ele mais gosta de brincar, o que quer que seja guardado e qual o brinquedo que não usa mais? Compre caixas coloridas e insira os objetos lá. Ficará mais fácil para a criança achá-los.

Algumas mães misturam os seus pertences com os dos pequenos. Cada coisa em seu devido lugar. Guarde os seus objetos em locais apropriados. Se agir desta forma, dificultará a sua procura por algo que poderia estar ao seu alcance.

Dá até para respirar, não é? Mas, o trabalho ainda não acabou. A identificação visual é bastante trabalhada pelas crianças. Identifique as repartições e caixas com imagens para que a criança saiba se o que busca está lá. “Esta é para o brinquedo; aquela é a do lápis de cor, por exemplo”.

Vida nova para o quartinho do filhote. Porém, nunca se esqueça de dar o exemplo e mantenha a sua casa sempre organizada e tente criar um espaço dentro do quarto da criança para ela brincar, sem invadir todos os espaços da casa. Bom trabalho!

Marcelo Bragança