quinta-feira, 17 de abril de 2014

Lenda do Sapatinho Vermelho!

A utilização desta cor é representada de várias maneiras e por diferentes simbolismos em cada cultura.

Os índios empregavam o vermelho para proteção contra negatividade. As noivas orientais vestiam-se de vermelho para garantir vida longa aos casamentos. De acordo com as culturas orientais o vermelho é a cor da liderança, da prosperidade, da felicidade e da iluminação.


Há várias versões sobre a origem da lenda do sapatinho vermelho. A mais difundida é que tenha se popularizado através de um costume cigano.

De acordo com a lenda que envolve os sapatinhos, cada bebê escolhe um casal para ser seus pais. Mas havia um que estava muito preocupado com sua nova experiência. Percebendo as dúvidas do pequeno, apareceu a Mestra que tem o poder de sentir todas as coisas. Ela colocou a mão em sua cabeça e falou: “Tenha confiança. Para que sua vida na Terra seja tranquila eu enviarei um amuleto sob a forma de presente, garantindo sua saúde e felicidade”.O destino reservou que aquele bebê nascesse numa família de ciganos europeus. E o primeiro presente que recebeu foi um par de sapatinhos vermelhos que ele usou e guardou para sempre. O bebê cresceu e tornou-se muito conhecido e respeitado por todos, assim como seu amuleto. A partir de então, a tradição de dar sapatinhos vermelhos para os recém-nascidos se espalhou pelos cinco continentes.”

Recomenda-se que todo recém nascido use um par de sapatinho vermelho, em especial na saída da maternidade. Isto para espantar o mau olhado e atrair sorte e saúde!

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quarta-feira, 16 de abril de 2014

O que fazer quando a febre aparece


Você percebe que seu filho está quente, coloca o termômetro e logo vem o resultado: ele está com febre. Com a confirmação também aparece um caminhão de preocupações: o que devo fazer? Melhor medicá-lo logo? Será que está doente?
“A febre é amiga. Ela faz parte da defesa do organismo e ajuda a combater os eventuais invasores”, explica a pediatra Silvia Gioielli, de São Paulo. Então, a primeira coisa a ser feita é respirar fundo, acalmar-se e observar o seu filho.
Por se tratar de um quadro em que o organismo da criança está reagindo contra um agente invasor, não há indicação para medicá-lo já no início da febre. Mas existem algumas atitudes simples que você pode fazer para que seu filho se sinta melhor:

- Mantenha-o em repouso, longe de agitação.
- Vista-o com roupas leves.
- Fique por perto para ajudá-lo, observar a evolução da febre e dar muito carinho.
- Mantenha-o hidratado. Dê preferência para água e água de coco.
- Ofereça alimentos como sopa de legumes, arroz e macarrão.
- Para os lanches, sirva bolachas simples de água e sal ou maisena, torradas com geleias de frutas e frutas cozidas ou assadas.
- Banho morno ajuda a baixar a febre e faz com que a criança melhore o mal-estar. Ao contrário das medicações antitérmicas, o banho abaixa a febre de forma gradual, sendo, assim, mais seguro.

Como medir a temperatura?
Use termômetros que são colocados nas axilas (mais confiáveis). Os de mercúrio demoram 3 minutos para verificar a temperatura, os digitais avisam quando a medição está finalizada.


Qual temperatura é considerada como febre?
Estado subfebril: de 37°C a 37,8°C
Febre: de 37,9°C a 38,8°C
Febre alta: acima de 38,9°C






Quando medicar?
Prefira entrar com medicação antitérmica quando a febre ultrapassar 38,8°C ou quando seu filho apresentar muitos sinais de desconforto. Enquanto a criança estiver ativa e bem disposta, apenas acompanhe a evolução da febre. Cuidado para não medicar em excesso ou repetidas vezes — isso pode gerar um quadro de hipotermia além de impedir que o organismo do seu filho reaja contra os agentes invasores.

Mas e a tal da convulsão febril?
Causada pela rápida elevação da temperatura, ela pode acontecer em uma em cada 25 crianças com idade entre 9 meses e 5 anos. “As crianças que estão fora da faixa etária mais comum, que não têm antecedente familiar de convulsão febril ou que nunca tiveram um episódio antes, dificilmente apresentarão um primeiro episódio”, tranquiliza a pediatra. Por isso, se seu filho nunca teve uma convulsão febril, não se preocupe com ela.Se a convulsão febril acontecer, mantenha a calma e procure o pronto atendimento médico. Mas saiba que, na maior parte das vezes, ela é benigna e não traz riscos de vida, nem gera sequelas.

Quando procurar atendimento médico?
“Se, além da febre, seu filho apresentar sintomas como queda do estado geral, irritabilidade extrema (principalmente em bebês), muita sonolência, vômitos, dores de cabeça ou convulsões, procure o atendimento em um pronto socorro”, aconselha Silvia. Se a febre durar mais de 48 horas, procure a orientação do seu pediatra.
No caso de bebês recém-nascidos até 3 meses, vá ao médico logo no primeiro pico de febre. “A febre em bebês também pode ser causada por desidratação ou por aquecimento excessivo (muito agasalho nos primeiros meses)”, alerta a pediatra Thelma Oliveira, em O Livro Da Maternagem (Editora Schoba, 2012), onde assina como Dra. Relva.
Lembre-se sempre de que a orientação do seu pediatra é importante em casos de dúvidas e febre alta.


bebe.abril

segunda-feira, 14 de abril de 2014

Brincando no banho

As brincadeiras ajudam no desenvolvimento psicomotor da criança. Já que o banho tem que ser diário, é bom que a criança aguarde ansiosa por essa diversão. Então, nada melhor do que aproveitar esse momento para brincar com o bebê e fazer o banho virar uma grande atração.

Existem centenas de brinquedinhos próprios para o banho. Escolha os modelos de borracha, que a criança pode morder à vontade, e bem coloridos para atrair a atenção. Ensine o bebê a pegar o brinquedo, afundar, jogar. Brinque também com as bolhas de sabão e com a água. Eles adoram respingar, bater na água, fazer barulho. As crianças são curiosas e gostam de novidades.

Sempre que possível, chame o pai ou os irmãos mais velhos para participar. Enquanto a mãe dá o banho, o papai e os irmãozinhos podem estimular o aprendizado do pequenino com brincadeiras simples como esconde-esconde usando a toalha.

Para entreter e estimular a linguagem oral, cante músicas que falem de água, de barquinhos. Durante a canção, faça movimentos com o corpo do bebê para frente e para trás e brinque com a água.

Durante a brincadeira, segure firme o bebê. Às vezes, eles se empolgam e podem escorregar na banheira com um movimento brusco do corpo. Fique atento também para não deixar a água com sabão espirrar nos olhos da criança. Qualquer descuido pode acabar com a brincadeira.



Paula R. F. Dabus

quarta-feira, 9 de abril de 2014

Preparando o banho

O recém-nascido não pode ficar muito tempo exposto à friagem, sem roupinhas, nem antes e nem depois do banho. Também não pode ficar esperando na
banheira enquanto você corre para pegar a toalha que esqueceu dentro do armário. Por isso, os pais devem organizar o espaço e deixar tudo o que vão usar bem à mão.

Coloque todos os produtos para o banho ao seu alcance. No trocador, deixe a roupinha que o bebê irá vestir, fralda, gaze, algodão. O ideal é que o bebê possa tomar banho e se trocar no mesmo ambiente, para evitar mudanças de temperatura. Cheque se todos os itens estão separados e se a temperatura da água está boa antes de tirar a roupinha do bebê.

Lembre-se que o ambiente deve estar com janelas e portas fechadas para evitar correntes de ar, mesmo nos dias mais quentes. O banho precisa ser diário, apesar de se sujarem pouco, e o melhor horário para banhar os recém-nascidos é nos períodos mais quentes do dia, entre às 11 e às 15 horas. Em geral, o melhor é dar o banho antes da mamada para evitar que ele regurgite. Algumas mães preferem dar logo antes do horário que o bebê costuma dormir.

A pessoa que vai dar o banho no bebê deve estar com as unhas bem curtas, pois a pele do bebê é muito fina e qualquer arranhão pode machucar a criança. Tire anéis, pulseiras e relógios e lave bem as mãos antes de começar.



Paula R. F. Dabus

terça-feira, 8 de abril de 2014

Se sujar faz bem?


A “sujeirinha” que pode ser útil à criança

Higiene é essencial, mas em excesso pode prejudicar a saúde dos pequenos. Pode parecer papo de louco, mas tem fundamento. Isso é que indica um estudo americano publicado pela revista online Nature Medicine.

Pesquisadores da School of Medicine da University of California, em San Diego, descobriram que uma bactéria que vive constantemente na nossa pele pode impedir que a inflamação após um ferimento seja muito grande.

Bebê engatinhando na grama - Foto: GettyImages

O problema é que essas bactérias são eliminadas por produtos de limpeza, como sabonetes, sabão e desinfetante. Neste caso, o excesso de limpeza poderia acabar com esses organismos na pele das crianças, podendo fazer que um simples ferimento inflame mais do que se essas bactérias tivessem atuado.

Mas é lógico que não é por essas e outras que o personagem Cascão, da Turma da Mônica, virará referência às crianças da noite para o dia. Longe disso. Banho é fundamental. Mas muito banho no mesmo dia pode ser desaconselhável, principalmente se a pessoa insistir no uso de esponja.

Segundo Richard Gallo, um dos coordenadores da pesquisa, diz que os estafilococos (as bactérias presentes na pele) podem causar infecções se entrarem no organismo das pessoas, mas se ficarem somente na pele são benéficas para os ferimentos mais leves.

Esse estudo embasa a “hipótese da higiene” que relata a importância do contato com germes na primeira infância para que as crianças fortaleçam seu corpo contra alergias.

Há cada vez mais evidências que o excesso de limpeza que se vê hoje nas sociedades modernas está levando a um grande número de pessoas alérgicas no mundo.

Ainda são poucos os estudos feitos nessa área, mas levam a indicar que contatos com os germes são necessários para a saúde do nosso organismo. Mais pesquisas devem ser feitas para concluir de vez essa questão.

Por isso, papais e mamães não devem ficar tão preocupados quando a criança engatinha no chão que não está tão bem limpinho ou quando, sem querer, a criança coloca a mão suja de areia na boca na hora que está brincando na praia.

Bruno Rodrigues

segunda-feira, 7 de abril de 2014

Gravidez na adolescência


A gravidez mexe com todo o corpo da mulher. Mudam a vida, os hábitos, os sonhos e os objetivos. Imagine tantas transformações em um corpo que ainda não está bem formado, como o da adolescente. Some a isso o fato de que a adolescência é um período de crescimentos, mudanças e transformações.


Psicólogas esclarecem em perguntas e respostas, o que acontece nesse momento, como agir e o que esperar.
1. O que muda na vida de uma menina que engravida na adolescência?
“A gravidez na adolescência acarreta várias mudanças do ponto de vista individual, familiar e social. Ao engravidar, a adolescente terá a dupla tarefa de lidar com as transformações próprias da sua adolescência e as da maternidade, assumindo responsabilidades e papéis de adulta antes da hora. Isso representa uma sobrecarga física e emocional. É um período de difícil processo de adaptação a uma situação imprevista e inesperada”, explica Márcia Rios Ferreira Perigo, psicóloga do Programa de Assistência Médica e Psicológica à Mulher Adolescente da Faculdade de Medicina do ABC.

2. Muda a vida escolar?
A psicóloga Márcia Rios Ferreira Perigo explica que muda, sim. “A adolescência é a fase em que a pessoa se encontra – ou deveria se encontrar – no processo de formação escolar e de preparação para o mundo de trabalho. A ocorrência de uma gravidez nessa fase significa o atraso ou até mesmo a interrupção desse processo. A maternidade precoce está relacionada ao abandono escolar, às restrições das opções de vida, das oportunidades de inserção no mercado de trabalho. Quanto menos escolarizada e qualificada for a mão de obra, menores são as chances de sua inserção no competitivo mercado de trabalho.” Anna Chiesa, consultora da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e professora do Departamento de Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo, completa: “A gravidez costuma afetar, sim, a vida escolar. Porém é bom lembrar que, em muitos casos, a gravidez acontece depois que a menina abandonou os estudos, ou seja, ela não é necessariamente a causa da evasão escolar”.

3. É comum que meninas que nasceram quando as mães eram muito novas repitam o comportamento?
“Sim, é bastante frequente que filhas de mães adolescentes sejam também mães adolescentes. A justificativa psicológica se apoia em uma tentativa de poder compreender a sua história pela repetição do evento”, explica Ana Merzel, psicóloga do hospital Israelita Albert Einstein, de São Paulo. A psicóloga Márcia Rios Ferreira Perigo concorda e acrescenta: “A família é o primeiro grupo de referência do indivíduo, sendo responsável por manter e reforçar padrões de comportamentos. As adolescentes se subordinam às influências familiares no qual estão inseridas. As adolescentes repetem padrões de comportamento de suas mães ou de algum parente muito próximo”.

4. A gravidez na adolescência sempre foi considerada um problema?
“É preciso compreender que a adolescência é um fenômeno social contemporâneo. Em outros períodos históricos, as mulheres se casavam a partir do momento que menstruavam e já iniciavam a vida reprodutiva desde cedo sem que isso fosse alarmante. Porém a sociedade muda, seus conceitos e preconceitos também mudam, e comportamentos que eram aceitos passam a não se encaixar mais na realidade e podem se transformar em problemas. É interessante lembrar que, na época em que a gravidez na adolescência não era motivo de preocupação, ser “mãe solteira” era considerado um problema muito grave. Hoje, ocorre o inverso. Ou seja, tem uma dimensão social que precisa ser focada. Outra coisa que também deve ser levada em consideração é que há muita diferença se a gravidez ocorre antes dos 15 anos ou entre 16 e 19 anos. Ser uma gestante aos 12 anos não é igual a engravidar aos 18 anos”, explica Anna Chiesa, consultora da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal e professora do Departamento de Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

5. Uma menina tem condições de educar uma criança?
Ana Merzel, psicóloga, explica que, “se entendermos educação como tudo que envolve o cuidado de um filho, desde a atenção a todas as necessidades fisiológicas e emocionais, penso que nessa idade ela teria que fazer um esforço extra para dar conta de todas as demandas. Isso porque ela também está terminando parte do seu próprio ciclo de desenvolvimento e amadurecimento psíquico. O adolescente ser a pessoa 100% responsável por prover todo este cuidado é uma tarefa que exige muito de alguém que também está em uma fase de transição. A adolescente ainda não está com sua capacidade de tomar decisões. A vinda de uma criança de uma maneira inesperada gera uma alteração radical em sua vida, deixando de realizar ou adiantando o processo de amadurecimento, tendo que assumir compromissos para os quais ainda não está preparada. Nesse contexto, percebe-se que as crianças filhas de mães adolescentes recebem cuidados de todo o núcleo familiar em que a mãe se insere porque, muitas vezes, a adolescente não consegue desenvolver sozinha os cuidados e a adaptação à nova vida e ao novo ser. O cuidado de uma criança não é uma responsabilidade somente da mãe: uma menina de 16 anos sozinha não tem condições de educar uma criança, mas nenhuma mãe sozinha tem. Educar uma criança é uma tarefa complexa, que deve ser compartilhada por muitos, a começar pelo pai, pela família dos pais, pelos amigos e por toda a rede social”.

6. É comum que as mães culpem os filhos pelas coisas que não podem fazer, já que engravidaram muito cedo?
“Muitas vezes, os adolescentes acreditam que os pais deveriam ser corresponsáveis e coparticipantes no processo de criação dos netos. Como qualquer adolescente, acha que com ele nada irá acontecer ou tudo acontecerá de uma maneira diferente. É importante que se converse com o adolescente sobre que tipo de ajuda poderá oferecer e quais as responsabilidades de cada um e como e quando poderá oferecer auxílio no cuidado dos netos. 
Essa culpabilização dos filhos não é específica de adolescentes. Para criar um filho, a mãe precisa abrir espaço em sua vida, o que representa deixar de fazer uma série de atividades que eram desempenhadas antes. Isso acontece independentemente da idade da gestante. O que é necessário é que a mãe entenda o quanto pode ser prazeroso e enriquecedor cuidar do filho pequeno, acompanhar suas conquistas e fazer parte da sua vida, em vez de considerar o cuidado somente como dever”, ensina Ana Merzel, psicóloga do hospital Israelita Albert Einstein. Anna Chiesa, do Departamento de Saúde Coletiva da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo.

7. O que os pais podem fazer para evitar uma gravidez precoce?
A psicóloga Ana Merzel garante que “a melhor alternativa ainda é a informação e a prevenção. É importante a adolescente ir ao médico, conversar em casa e conhecer as implicações de uma gravidez precoce”. No entanto, essa abertura para o diálogo tem de ser construída na família muito antes da adolescência, de acordo com Anna Chiesa. “Manter uma atitude de diálogo, proximidade, esclarecimento e amorosidade na família é um elemento muito importante para enfrentar qualquer crise. Essa disposição de diálogo e convivência deve se estender também aos amigos e colegas dos filhos, de modo a transmitir valores que ajudam a estabelecer os limites.”

[Fonte: bebe.abril.com.br]

sexta-feira, 4 de abril de 2014

Xixi na cama, de novo!

O problema do xixi na cama sempre despertou preocupação aos pais, mais pelo desconforto do que propriamente pela gravidade. Imaginava-se que era um problema que passava sozinho. Porém, o pipi na hora errada pode ser um sinal de que a criança está com problemas de auto-estima e precisando de ajuda.

A enurese noturna é o “principal vilão” dos lençóis. Trata-se de um problema no qual a criança não consegue controlar a urina durante a noite enquanto dorme. “E isto pode ser um problema na medida em que inibe e impossibilita uma autonomia social por parte da criança”, afirma a psicóloga Patrícia Camargo.

A enurese é caracterizada quando a criança faz x

ixi na cama pelo menos duas vezes por semana, durante três meses seguidos, após ter completado cinco anos de idade. E pode ser primária, onde a criança ainda não consegue o controle urinário, ou, secundária, quando consegue o controle urinário após um período aproximado de seis meses, mas perde novamente, estando ligado a fatores emocionais ou orgânicos.

O fator hereditário é um dado importante, pois crianças com um dos pais enuréticos (que tiveram esse problema na infância) têm 40% de chance de serem enuréticas. Se ambos forem enuréticos, as chances aumentam. A torneirinha aberta de noite também está relacionada a outros fatores estressantes, tais como mudança de lar, separação dos pais, nascimento de irmão, etc.

Fazer pipi antes de nanar! - Outros aspectos comportamentais são muito bem recebidos pela enurese. Pense duas mil vezes antes de oferecer bastante líquido à noite ao seu filho, pois é um prato cheio ao xixi, assim como a falta de hábito de ir ao banheiro antes de dormir pode ser refletida de madrugada, com a cama encharcada de pipi. Acompanhe-o até o banheiro antes de dormir, adotando esse ritual por muito tempo.

“Os pais precisam ter consciência de que a criança não faz xixi na cama porque quer e certamente está precisando de ajuda psicológica e médica. Eles têm um papel importante na recuperação da auto-estima dos filhos e devem saber que as cobranças e humilhações só irão agravar o problema”, relata Patrícia.

Tem como evitar? - Existem várias maneiras de suavizar e de curar a enurese, começando pelo modo como a criança é tratada, com respeito e sem assumir a culpa pela falta de controle urinário. No entanto, a criança deve estar ciente de que é a única responsável pelos progressos no tratamento, devendo se sentir compreendida e apoiada.

O apoio psicológico é fundamental para ajudar no tratamento, pois está ligado à auto-estima, a resolução de conflitos pessoais e familiares. Não é válido brigar com o filho por ter feito xixi fora de hora (até porque já é tarde). É muito melhor incentivá-lo a não repetir a mesma cena no dia seguinte. Isso auxilia na motivação da criança.

“Os fatores que influenciam a manter ou cessar o sintoma de enurese dependerá da estrutura emocional da criança, da maneira com a qual os pais tratam a questão e do tempo de duração. Pois a ansiedade, a angústia e o sentimento de culpa podem agravar o problema”, alerta a psicóloga.

Para evitar o quadro da enurese na criança, no que se refere a fatores psicológicos, é importante que a auto-estima seja trabalhada antes mesmo que ela comece a dar os primeiros passos. É na forma como a mãe se relaciona com a criança, quando ela ainda está em seu colo, que começa a se desenvolver a auto-estima.

Nunca perca o controle na hora de discutir a questão. Xixi na cama não é um bicho de sete cabeças. A criança precisa ser protegida, cuidada, ensinada e compreendida. Jamais ser repreendida por tal problema.

Bruno Rodrigues