quinta-feira, 24 de julho de 2014

Prisão de ventre e diarreia: como lidar em cada situação

Descubra quais são as principais causas dessas alterações intestinais e saiba como ajudar o seu filho.

bebe-com-fralda
Thinkstock/Getty Images

É verdade que entre mães até falar sobre o cocô do filho rende uma boa conversa, não é mesmo? Muitas vezes surgem dúvidas sobre o que é normal e como agir em casos de dor de barriga, dificuldades para evacuar e quais alimentos são os mais adequados para cada situação.

“Normalmente o ritmo do intestino de uma criança a partir de dois anos de idade assemelha-se ao do adulto, sendo normal de três evacuações por dia e até uma vez a cada dois dias — sem dor, dificuldade ou sangramentos”, explica o Dr. Mauro Batista de Morais, professor livre-docente de Gastroenterologia Pediátrica da Escola Paulista de Medicina e gastroenterologista pediátrico da Clínica de Especialidades do Hospital Albert Einstein. De acordo com o especialista, bebês possuem um padrão de funcionamento do intestino diferente, podendo variar de acordo com os alimentos que são apresentados aos pequenos.

CONSTIPAÇÃO (intestino preso)

O que é: eliminação de fezes endurecidas com esforço, dor ou dificuldade, independentemente do intervalo de tempo. As fezes costumam sair como pequenos carocinhos ou então muito volumosas. Lembre-se de que alguns bebês em amamentação exclusiva podem ficar de 3 a 5 dias sem evacuar — contanto que, ao fazerem cocô, não precisem de esforço.

Possíveis causas: a alimentação é a causa mais comum para a constipação intestinal. Uma dieta pobre em fibras e água tem como efeito fezes endurecidas e difíceis de serem eliminadas. Além disso, algumas pessoas possuem o intestino preso em razão de alguma característica genética. Situações como fissuras no ânus ou assaduras graves também podem levar à retenção das fezes, já que a criança fica com medo de sentir dor ao evacuar.
O que fazer: escolher uma dieta rica em fibras, como verduras e cereais integrais, e aumentar a ingestão de água é uma das melhores alternativas. Você também pode fazer massagens na barriga do seu filho no sentido horário e, ainda, aqueles exercícios com as perninhas dobradas, levando-as suavemente em direção ao abdômen. Mamão e ameixa costumam ajudar a soltar o intestino, mas bebês em amamentação exclusiva devem continuar apenas com o leite materno.

Alimentação: consumir de duas a três frutas ao dia, além das orientações acima.No caso de bebês que são alimentados com fórmulas lácteas, é necessário oferecer água sempre. Já os que mamam no peito não devem ingerir, pois o leite materno já contém água suficiente em sua composição para hidratar o pequeno.

DIARREIA (intestino solto)

O que é: mais de três evacuações amolecidas ou líquidas por mais de 24 horas, representando uma alteração no ritmo intestinal. Lembre-se de que bebês em amamentação exclusiva possuem um padrão diferente, podendo fazer cocô de quatro a oito vezes por dia — em geral, ao término das mamadas.

Possíveis causas: as infecções intestinais mais comuns são causadas por vírus, entre eles o rotavírus, que pode ser combatido mantendo a vacinação do pequeno em dia — os bebês devem tomar a primeira dose aos dois meses de vida. Bactérias como a Salmonella também provocam diarreias agudas que, se persistirem por mais de duas semanas, podem representar grande risco para a criança — assim como casos de parasitose, diagnosticados com um exame de fezes. O intestino solto ainda pode ser efeito colateral do uso de alguns antibióticos ou ingestão de alguns alimentos.

O que fazer: hidratar a criança! Sempre ofereça água para o seu filho. Os postos de saúde disponibilizam o soro para hidratação via oral, mas ele também pode ser feito em casa, misturando duas colheres grandes rasas de açúcar e uma colher pequena rasa de sal em 200 ml de água filtrada. Além disso, utilize pomadas para assaduras para proteger a pele do bumbum de machucados.

Alimentação: evite doces e prefira uma alimentação leve e com pouca gordura. Seu filho pode rejeitar os alimentos durante um período, mas o mais importante é que ele se mantenha hidratado. Em alguns casos, a diarreia pode levar a uma passageira intolerância à lactose, então, se perceber que após tomar leite de vaca seu filho não está ficando bem, prefira suspendê-lo nesse período. A amamentação materna deve ser mantida e é uma ótima fonte de hidratação e nutrientes. 

Intolerância à lactose causa diarreia?
A intolerância à lactose costuma aparecer a partir dos 4 anos de idade, quando nosso corpo começa a diminuir a produção da lactase, enzima responsável pela quebra desse açúcar do leite. Além da diarreia, aparecem outros sintomas, como dor abdominal e aumento de gases — aproximadamente em até duas horas após a ingestão do leite de vaca. Exames laboratoriais conseguem detectar a existência dessa intolerância.

Dor de barriga emocional
Assim como os adultos, as crianças também podem apresentar uma mudança do padrão intestinal de acordo com situações diferentes que estão vivendo. Seu filho pode ficar com o intestino preso por ir dormir na casa de algum amiguinho, por exemplo, ou intestino solto por ficar ansioso para aquela apresentação da escola, por um curto intervalo de tempo, sem que isso represente um problema.

Lembre-se: procure um médico sempre que os sintomas persistirem.

Alessandra Rebecchi Feitosa

quarta-feira, 23 de julho de 2014

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Treino para estimular a coordenação motora dos bebês

Exercícios inventados por pesquisadoras brasileiras aprimoram a destreza manual dos pequenos. Confira!

Uma equipe da Universidade Federal de São Carlos criou um treino simples para melhorar a capacidade de pequenos entre 3 e 5 meses em reconhecer e manusear objetos. O método vale principalmente para aqueles com necessidades especiais — caso dos prematuros ou dos com síndrome de Down. "Trabalhar as habilidades manuais é importante para o desenvolvimento motor, cognitivo e social da criança", explica a fisioterapeuta Eloísa Tudella, coordenadora do projeto. "E ainda pode ser um ponto de partida para desafios posteriores, como usar talheres, desenhar e escrever", completa. O bom é que, com orientação prévia, os próprios pais conseguem realizar esses exercícios. 

COMO FAZER:
Repita as manobras a seguir várias vezes ao dia. Em cada sessão, evite gastar mais do que cinco minutos para não entediar seu filho.

A posição certa
Sente-se com as costas apoiadas, flexione os joelhos e apoie o bebê — ele deve ficar em um ângulo de 45 graus com relação ao chão.

Passo 1
Coloque um objeto maleável no campo visual do bebê e conduza a mão dele até o artefato.

Passo 2
Deixe o brinquedo na altura do peito do pequeno. Incite seu filho a pegá-lo sozinho.

Passo 3
Passe o objeto em um dos bracinhos e espere para ver se a criança o alcança com qualquer umas das mãos.

Ana Panizza/Revista SAÚDE

terça-feira, 22 de julho de 2014

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Útero septado pode ser corrigido para aumentar as chances de gravidez

Você sente que chegou o momento de realizar o sonho da maternidade?
A médica Karla Zacharias, do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva, um dos mais
conceituados do país, esclarece questões cruciais para auxiliá-la nessa jornada.

O útero septado é uma malformação uterina que causa abortos e problemas no desenvolvimento do embrião. Não é um problema comum, pois afeta apenas 1,8% das mulheres, mas pode trazer consequências — entre elas a infertilidade! Caracteriza-se por uma “parede” que divide a cavidade intrauterina e limita o espaço para o crescimento do bebê. A perda do embrião ocorre em cerca de 60% dos casos e o parto prematuro chega a 33% nas gestantes com o perfil.

Essa morfologia irregular do útero se manifesta logo no começo da vida, quando a mulher ainda é um embrião no útero de sua mãe. Os ductos de Müller, canais que na divisão embrionária dão origem ao aparelho reprodutor feminino, não se dividem de forma adequada e o resultado é justamente essa alteração que provoca, principalmente, dificuldades para engravidar.

Casos mal sucedidos nas tentativas de concepção podem, então, sinalizar que há algo errado com o útero feminino – o que pode ser identificado por meio de exames como ultrassonografia transvaginal, ressonância nuclear magnética e laparoscopia.

O útero septado faz parte ainda das malformações müllerianas que englobam outros problemas, como o útero unicorno, bicorno e didelfo — igualmente responsáveis por dificuldades em seguir com a gravidez. A diferença entre o útero septado e as demais alterações müllerianas é que ele pode ser corrigido através de uma intervenção cirúrgica chamada metroplastia ou septoplastia. A cirurgia é realizada através de histeroscopia, um procedimento cômodo, fácil e rápido, sem a necessidade de uma operação pelo abdome. Essa correção diminui as taxas de aborto em até 5,9% dos casos e aumenta as chances de concepção em até 80% deles.

É importante ressaltar que a mulher diagnosticada com essas alterações também deve passar por mais exames que permitam avaliar outros fatores que possam levarà infertilidade. Se o útero septado for descoberto por um médico especialista em reprodução assistida, os exames serão multilaterais e envolverão não só outros testes para a avaliação da fertilidade feminina, mas também exames sobre as funções reprodutivas do homem. A partir do diagnóstico do casal, o médico indicará quais passos deverão ser tomados.

Karla Zacharias

segunda-feira, 21 de julho de 2014

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A barriga da mulher depois do bebê


Sabemos o quanto esse assunto é polêmico, "a volta à forma física", a Kasa da Gestante sabe o quanto é difícil voltar a ter o mesmo corpo. A rotina é corrida, não temos tempo, e nem muito dinheiro para investir nisso após o bebê nascer. Mas calma, no final tudo vai ficar bem!

No post de hoje, você confere perguntas e respostas sobre esse assunto que interessa à todas!

Por que minha barriga ainda parece de grávida?


É provável que você esteja surpresa com a aparência da sua barriga, depois do nascimento do bebê. Ele não está mais lá, mas mesmo assim, em volta do umbigo, a barriga está estufada, e você parece estar grávida de 6 meses! As pessoas até perguntam na rua para quando é o bebê, e você tem de dizer, super constrangida, que já nasceu...

Além disso, muitas mulheres ficam com uma linha escura atravessando a barriga na vertical, a chamada linea nigra, e com um monte de estrias espalhadas pela pele. Quem fez cesariana fica ainda com a cicatriz da operação, normalmente na "linha do biquíni".
Respire fundo. Demora um pouco para o corpo -- principalmente a barriga -- se recuperar totalmente da gravidez. Imagine que sua barriga era um balão, que foi enchendo conforme o bebê crescia. Quando ele nasceu, o balão não estourou de uma vez -- o "ar" vai saindo de mansinho.


Assim que o bebê nasce, hormônios começam a atuar sobre o útero para que ele volte ao tamanho que era antes. Isso demora mais ou menos um mês para acontecer. Além disso, todas as células do corpo que tinham inchado devido à gestação começam a liberar líquido, que vai saindo em forma de urina, suor e secreções vaginais. 

A gordura extra que você acumulou na gravidez, para nutrir o bebê, vai começar a ser gasta (em especial se você estiver amamentando ou fazendo exercícios físicos, após a liberação do médico). De qualquer jeito, você vai precisar de no mínimo algumas semanas para ver algum resultado.
As estrias e a linha escura na barriga infelizmente duram mais. Pelo menos as estrias vão clareando, e entre 6 meses e 1 ano depois do parto assumem aquela cor mais clara que o tom da pele, ficando menos visíveis. A linea nigra vai clareando aos poucos ao longo de 1 ano, mas pode não desaparecer por completo. 


Quanto vai demorar para minha barriga voltar ao tamanho normal?

Todas nós já vimos com nossos próprios olhos aquelas mulheres maravilhosas que aparecem magérrimas, de calça jeans e miniblusa, um mês depois do parto. Sim, isso pode acontecer, mas é raro. Para a maioria das mulheres, leva meses para se livrar da incômoda barriguinha de grávida -- e às vezes ela simplesmente não vai embora.

Em primeiro lugar, tenha paciência. Se levou 9 meses para a barriga esticar, é justo que leve outros 9 meses ou um pouco mais para ela voltar ao tamanho normal.
A rapidez da transição para mais perto do "normal" depende de como era seu corpo antes de engravidar, de quantos quilos você engordou na gravidez, do nível de atividade física e de algo que você não tem como mudar: seus genes.
Mulheres que engordaram menos de 14 kg na gravidez, que fizeram exercícios físicos durante a gestação, que amamentam e que estão no primeiro filho tendem a emagrecer mais rápido.
Se você não estiver amamentando, vai precisar prestar atenção na alimentação, pois agora que não está mais grávida não precisa de tantas calorias.

O que posso fazer para minha barriga ficar mais bonita?

A amamentação ajuda bastante, principalmente nos primeiros meses. Mulheres que amamentam queimam mais calorias para produzir o leite, portanto costumam emagrecer mais rápido que as que não amamentam. 

Dar de mamar no peito também estimula a produção de hormônios que fazem o útero contrair e voltar ao tamanho normal. Mas muitas mães que amamentam reclamam dizendo que têm dificuldade de perder os últimos 2 a 5 quilos. Há quem afirme que o organismo guarda uma reserva de gordura para produzir o leite, mas não há provas definitivas disso.
Exercícios também são eficazes. Mas converse com o médico. Dependendo do seu tipo de parto, você pode ter de esperar algumas semanas. Dá para começar aos poucos, com caminhadas, por exemplo. Depois da consulta de 6 semanas após o parto, se o obstetra liberar, você pode começar a fazer exercícios mais vigorosos, como pilates, por exemplo, que ajuda a tonificar o abdome.
Boa postura é outro fator que influencia. "Muitas mulheres ficam com uma postura relaxada após o fim da gestação, o que é natural, uma vez que passaram nove meses sem encolher a barriga. Obrigar-se a encolher a barriga após o parto faz muita diferença na recuperação da musculatura abdominal", diz a obstetra Eleonora F. Stocchero Fonseca.

Cuidado para não fazer regime enquanto estiver amamentando. O aleitamento é seu maior aliado na perda de peso. E você vai precisar de bastante energia para lidar com um bebê pequenininho que ainda não dorme a noite toda.

Adianta usar cinta pós-parto ou modeladores?

As cintas pós-parto eram praticamente obrigatórias em caso de cesárea há alguns anos, mas agora elas passam a ser opção das mamães.

Elas melhoram o aspecto externo da silhueta e dão mais segurança à mulher logo depois da cesariana, porque ela pode ter aflição dos pontos e da sensação de que os órgãos estão meio soltos dentro da barriga (pois estão um pouco mesmo). 
Em caso de parto normal, recomendam que só se use a cinta depois do primeiro mês, quando o útero já estiver no lugar, para não correr o risco de ele pressionar a musculatura pélvica, o que poderia levar a problemas como o de "bexiga caída".

Portanto converse com o médico para saber qual é a orientação dele quanto ao uso de cinta ou faixa pós-parto. Se você já tiver dado à luz há mais de dois meses, pode experimentar cintas e modeladores. Certifique-se de que eles estão confortáveis, pois nunca devem ser apertados.

Cinta pós-parto Modelle Skin

Sabemos que a rotina das mães com recém-nascidos não é nada tranquila, mas tente se organizar nos primeiros meses para fazer caminhadas leves e alguns exercícios para tonificar a musculatura, em casa mesmo. Além de ajudar a emagrecer, essas atividades ajudam a afastar a depressão pós-parto.

Atividades físicas leves podem acontecer duas ou três semanas depois de um parto normal e de quatro a seis semanas após a cesárea, mas nunca se esqueça de conversar com o seu médico antes. A mesma dica serve caso você tenha alguma dúvida ou algo no seu corpo que esteja incomodando muito. Nunca tenha medo de tirar dúvidas com um especialista.

Não se compare com outras pessoas, pois cada caso é um caso, cada corpo é um corpo. Não adianta ficar olhando as fotos das famosas que emagreceram em um mês tudo o que engordaram durante a gestação e ficaram com barriga tanquinho, sabemos que a vida delas é muito diferente da nossa, elas tem babás, personal trainers, enfim, não se compare, você é única e no tempo certo seu corpo vai voltar ao normal e você vai se sentir mais linda do que nunca, e ainda mais feliz, pois vai ter ao lado uma linda jóia preciosa que o seu corpo gerou .

Escrito para o BabyCenter Brasil
Aprovado pelo Conselho Médico do BabyCenter Brasil