segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

10 passos para uma gravidez saudável



1. Organize e planeje seu pré-natal
Um bom pré-natal é essencial para a saúde do bebê, e escolher o obstetra ou ginecologista o quanto antes ajuda a construir um bom relacionamento até a hora do parto. Peça recomendações às suas amigas.

2. Alimente-se bem
Você não precisa comer mais porque está grávida, mas é importante ter uma alimentação equilibrada e saudável. Muitas mulheres param de comer certo tipo de alimento, mas é sempre possível arranjar um substituto que tenha valor nutricional parecido. O ideal é ter uma dieta que inclua verduras, legumes e frutas, carboidratos (de preferência integrais), proteína -- que pode vir do peixe, da carne, do frango, dos ovos, de castanhas ou sementes -- e também leite e laticínios em geral.

3. Tome cuidado com o que come
É melhor evitar certos alimentos na gravidez, porque eles podem representar risco para o bebê se estiverem contaminados. A listeriose, doença que provoca aborto espontâneo ou problemas graves no recém-nascido, pode ser transmitida por queijos como o brie, camembert, roquefort, gorgonzola e os queijos brancos tipo frescal ou "de Minas", estes últimos às vezes feitos com leite não-pasteurizado.

Devido ao risco de toxoplasmose, que embora seja pequeno existe, evite comer carne crua ou malpassada. Lave bem verduras, legumes e frutas para tirar todo resquício de terra ou sujeira.

Infecções alimentares por salmonela (salmonelose) são transmitidas por alimentos de origem animal, como carnes, peixes, ovos e leite, portanto segure a vontade de lamber a colher de massa de bolo crua.

4. Tome suplemento de ácido fólico
O único suplemento que é considerado vital na gravidez é o ácido fólico, que ajuda a prevenir problemas congênitos no bebê ligados ao fechamento do tubo neural, como a espinha bífida, ou mielomeningocele. Trata-se de uma condição grave que acontece quando o tubo que abriga o sistema nervoso central, na coluna, não se fecha totalmente, o que pode causar deficiências. Todas as mulheres que estejam pensando em engravidar devem tomar um suplemento diário de 400 mcg de ácido fólico, desde antes da concepção até o fim do primeiro trimestre da gravidez. No Brasil, as farinhas de trigo já são fortificadas com ácido fólico para atingir toda a população, mas isso não elimina a necessidade do suplemento. O folato também está naturalmente presente em alimentos como as verduras (espinafre, brócolis e repolho, por exemplo), o suco de laranja, a beterraba e o feijão.

Outros nutrientes importantes para sua saúde e para a do bebê são o ferro e o cálcio, que podem ser supridos normalmente pela alimentação. No entanto, muitos médicos receitam suplementos vitamínicos especiais para grávidas, que contêm reforços desses nutrientes.

A gordura natural dos peixes, como o ômega 3, também tem um efeito benéfico no peso do bebê e no desenvolvimento do cérebro e dos nervos no final da gravidez. Os peixes que mais contêm esse tipo de ácido graxo são o salmão, a sardinha, a truta, a cavalinha e o arenque.

5. Faça atividade física regularmente
Um bom programa de exercícios vai lhe dar a força e a resistência necessárias para carregar o peso extra da gravidez e para aguentar o estresse físico do parto. Também contribui para que você entre em forma mais rápido depois que o bebê nascer. Além disso, a atividade física ajuda a melhorar o humor, com a liberação da serotonina -- o que reduz o risco de você sucumbir a uma certa tristeza comum nessa fase.
Se você já está acostumada a se exercitar, o mais provável é que possa continuar com a mesma atividade, desde que esteja se sentindo confortável. Mas não faça esportes em que corra o risco de cair ou levar impactos. Os mais benéficos são atividades mais amenas, como caminhadas, natação, hidroginástica e ioga.

6. Comece a exercitar os músculos da região da vagina
Pode ser que você nunca tenha ouvido falar disso, mas esse tipo de exercício devia ser feito por todas as mulheres desde a adolescência. Além de combater o problema da incontinência urinária, ele contribui para aumentar o prazer sexual -- por isso é usado nas técnicas de pompoarismo.

A vantagem é que você pode fazê-lo a qualquer hora, em qualquer lugar, sem ninguém perceber. Os músculos do assoalho pélvico formam uma rede na base da sua pelve e sustentam a bexiga, a vagina e o reto. Durante a gravidez, eles sofrem a pressão do peso do útero, e também ficam mais relaxados por causa das mudanças hormonais. A prática diária dos exercícios ajuda a fortalecê-los.

Várias vezes por dia -- por exemplo, enquanto lava as mãos, escova os dentes ou prepara o café --, faça dez contrações lentas e dez rápidas dos músculos do assoalho pélvico. Um bom jeito de sentir como fazer essas contrações é imaginar que está fazendo xixi e interromper o fluxo imaginário de urina.

7. Não tome remédios sem falar com o médico
Não tome nenhum tipo de remédio sem antes perguntar para o médico se pode. Se você costuma usar algum medicamento, pergunte na primeira consulta do pré-natal se vai poder continuar tomando. Antes da consulta, tente lembrar os problemas que você costuma ter com frequência e os remédios que toma (como para alergia, cólicas, dor de cabeça, problemas de pele etc.). Faça uma lista e verifique com o médico o que vai poder tomar se precisar. Mas o ideal mesmo é evitar ao máximo tomar remédios.

8. Reduza seu consumo de cafeína
O café, o chá e os refrigerantes à base de cola e guaraná são estimulantes. Algumas pesquisas indicam que o excesso de cafeína pode contribuir para o risco de o bebê nascer abaixo do peso. A quantidade máxima aceitável é de quatro cafezinhos por dia (ou seis xícaras de chá), mas o melhor mesmo é reduzir o consumo.

9. Pare de fumar e de beber
Mulheres que fumam têm risco maior de aborto espontâneo, de parto prematuro e de ter um natimorto. Estudos mostram que grávidas que fumam um maço ou mais por dia têm mais probabilidade de ter um bebê com lábio leporino ou fenda palatina. O ideal é parar de fumar antes mesmo de engravidar, mas qualquer redução no número de cigarros que você fuma por dia já facilita um pouco a vida do seu bebê.

Não consuma bebidas alcoólicas regularmente. O álcool chega rapidamente ao bebê pela placenta, e a grande ingestão de álcool durante a gravidez está ligada a doenças da síndrome alcoólica fetal, que inclui desde dificuldades de aprendizagem até problemas congênitos graves. Beber muito, mas de uma vez só, numa saída à noite, por exemplo, também é prejudicial. O mais garantido é seguir a orientação do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde e não beber durante a gravidez. Alguns médicos brasileiros, no entanto, adotam uma postura mais flexível, permitindo que suas pacientes tomem, em ocasiões especiais, uma taça de vinho ou um copo de cerveja.

10. Descanse
O cansaço e o sono que você sente no primeiro e no terceiro trimestre da gravidez não são nada mais que seu corpo pedindo para você ir com calma. No melhor dos mundos, uma soneca todo dia depois do almoço seria perfeita. Se não dá, tente dar uma relaxadinha de meia hora, pôr os pés para cima, do jeito que conseguir. Técnicas de relaxamento como ioga, alongamentos e massagem ajudam a reduzir o estresse e colaboram para você dormir bem.


[
BabyCenter Brasil]

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014


Junto à descoberta de uma gravidez, uma série de dúvidas relacionadas à beleza costuma surgir. Pode pintar o cabelo? E fazer luzes? Como prevenir estrias? Os seios vão ficar flácidos? Essas são apenas algumas das mais comuns. “A gestação é um período único, com características próprias, por isso, nem sempre é possível seguir a mesma rotina e usar os mesmos produtos, que podem causar alergia”, explica Natalia Castro, ginecologista e obstetra do Hospital São Luiz.
Cabelo, corpo, rosto e unhas precisam de cuidados especiais. Descubra o que é permitido durante a gestação e o que deve ficar de fora da sua rotina segundo especialistas.
Thinkstock/Getty Images


CabeloQuando a questão é a coloração dos fios, o melhor a fazer é deixar o hábito de pintá-los de lado. De acordo com Mariana Lautenschlager, ginecologista e obstetra da Clínica Mãe, várias das substâncias contidas em tinturas podem não ser seguras para o bebê, principalmente no primeiro e segundo trimestres da gravidez. “Evite tinturas até a 20ª semana de gestação e, após esse período, escolha produtos sem amônia nem chumbo para voltar o seu cabelo ao tom natural, evitando retoques”.
No caso das luzes, a regra é mais maleável, como ensina Natalia. “Depois do primeiro trimestre, a gestante pode retocar, desde que passe o produto com uma distância de, ao menos, dois centímetros da raiz”, fala. A médica recomenda ainda que a gestante peça uma cartinha de seu médico explicando como as luzes devem ser feitas para levar ao cabeleireiro.

Os cuidados do dia a dia não mudam tanto, só é preciso atenção redobrada à formulação dos produtos: utilize xampus suaves, de boa procedência e hipoalergênicos e evite secadores e chapinhas, que facilitam a quebra dos fios. Flávia Ravelli, dermatologista da maternidade Pro Matre Paulista, afirma que, durante a gestação, observa-se um aumento nos níveis de progesterona, hormônio que deixa os fios sedosos, brilhantes, volumosos e muito bonitos. “Por isso, em geral, é necessário fazer pouco em relação aos fios. Hidratação em casa ou em salões está liberada. Evite apenas aqueles xampus e condicionadores para tratamento de seborreia e que contenham o conservante parabeno”, defende.Procedimentos que alteram a estrutura e a conformação dos fios, como escova progressiva e permanentes, não são permitidos. “Esses tratamentos contêm produtos proibidos durante a gestação, como formol, que, mesmo em quantidades mínimas e autorizadas para o uso em não gravidas, poderão causar danos ao bebê”, afirma Mariana.
RostoSe os produtos anti-idade já fazem parte da sua rotina, esqueça. Durante a gestação, menos é mais quando o assunto é cuidados com o rosto. “Muitos desses produtos são potencialmente causadores de má-formação, como os que levam ácido retinóico. O ideal é que a mulher faça a higiene com sabonete específico para a sua pele, de preferência um indicado pelo seu médico, e use vitamina C, que não tem contraindicações e ajuda aprevenir melasma gestacional e rugas”, diz Natalia. Flávia ressalta que nem todos os ácidos estão proibidos. “Após o terceiro mês, ácido ascórbico, ácido láctico, ácido glicólico, ácido kójico e ácido azeláico podem ser usados, desde que em concentrações adequadas.”
O protetor solar é mandatório, segundo as especialistas. “Intensificar a proteção contra os raios do sol é fundamental. A mudança hormonal propicia o aparecimento de manchas, principalmente no rosto, e o sol piora muito o quadro. Se for necessário, use, além de cremes, roupas com proteção solar”, afirma Mariana.
Limpezas de pele e peeling também devem, preferencialmente, ser deixados de lado no período. “Se realmente for necessário alguma intervenção, deve ser feita de modo direcionado para grávidas, com produtos adequados para ela”, indica Samantha Kelmann, dermatologista do Hospital 9 de Julho. A médica ainda afirma que, caso a pele se torne acneica, o correto é procurar um dermatologista para indicar as medicações e cuidados individuais mais adequados à paciente.
Getty Images

CorpoA maior preocupação das mulheres durante a gestação tende a ser o surgimento de estrias, e a melhor maneira de preveni-las é manter a pele sempre hidratada. “É como se a pele fosse um monte de células de mãos dadas, todas bem juntinhas. Há um certo espaço para que seus braços estiquem e, quando esse estiramento é maior do que se pode suportar, surgem as estrias. A maior arma contra elas é uma hidratação potente desde os primeiros meses”, explica a ginecologista e obstetra Natalia.
Flavia lista os ingredientes que são permitidos nas formulações de hidratantes: glicerina, ceramidas, aquaporinas, pantenol, manteiga de karité, óleos (amêndoas doces, framboesa, semente de uva, rosa mosqueta), silicone, polipeptídeos botânicos e lactato de amônia. “Esses ingredientes auxiliam não só na hidratação da pele como também o aumento da elasticidade. Deve-se evitar hidratantes contendo ureia, chumbo e cânfora, pois a ureia aumenta a absorção de outras substâncias, e o chumbo e a cânfora podem causar alterações fetais”. É importante ressaltar que escolher produtos com um cheiro mais suave ajuda a evitar enjoos.
Os tratamentos estéticos com lasers, luz intensa pulsada, peelings químicos, toxina botulínica e preenchedores são contraindicados na gestação. Já drenagem linfática pode ser incluída à rotina. “Ela auxilia a circulação, evitando edemas incômodos e melhorando o conforto da gestante. Movimentos delicados poderão trazer benefícios da drenagem sem piorar varizes. Cuide apenas para manter a barriga de lado, quando a gravidez já estiver avançada, para minimizar risco de mal-estar e hipotensão”, afirma a ginecologista e obstetra Mariana.
O cuidado com as mamas segue a linha do com o resto do corpo. “Já as aréolas mamárias deverão ser preparadas para a amamentação ao final da gestação. Isso pode ser conseguido através de exposição solar por dez minutos ao dia, antes das 10h ou após às 16h, deixando-as mais resistentes e menos susceptíveis às rachaduras. Portanto, não aplique hidratantes nos mamilos”, diz Flavia.
UnhasEscolher esmaltes hipoalergênicos é a principal recomendação das especialistas. No entanto, Natalia alerta para o fato de que ter o seu próprio kit para fazer as unhas ajuda a evitar infecções perigosas. “Isso vale para todas as mulheres: é melhor ter o seu alicate sempre higienizado em mãos.”

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Como evitar e tratar as estrias que podem surgir na gestação

Uma das maiores preocupações estéticas femininas é o surgimento de estrias. Na gestação, o medo aumenta e não é para menos: estudos mostram que mais de 70% das mulheres apresentarão o problema. Esse tipo de cicatriz na derme é muito comum, mas pode ter grande impacto estético e psicológico. “Existem várias teorias para justificar seu aparecimento. A mais aceita é a de que as alterações hormonais de determinadas situações, associadas ao estiramento mecânico da pele, causem fragilidade e ruptura de fibras elásticas e de colágeno”, explica a dermatologista Thais Bello, de São Paulo. Justamente o que acontece na adolescência e na gravidez, quando o aparecimento das temidas linhas é mais frequente. E há ainda a predisposição genética. “Estudos mostram quadros mais severos em indivíduos negros e com maior índice de massa corpórea. As fumantes também parecem estar mais predispostas”, diz Thais.

Prevenção
Na gestação, as estrias podem aparecer nas coxas, mamas e abdome, principalmente a partir da 24ª semana. Mulheres que engravidam bem jovens correm mais risco do que as mais velhas, pois a pele delas é menos complacente ao estiramento. As com maior ganho de peso também são mais suscetíveis. “As mulheres obesas devem planejar a gestação para depois da perda de peso”, orienta Thais.Os hidratantes podem e devem ser utilizados tanto durante a gravidez quanto fora dela. “Parte da elasticidade da pele é dada pela quantidade de água da epiderme. A utilização do produto auxilia na prevenção da formação das estrias”, afirma Ana Mosca, presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia do Rio de Janeiro. Dê preferência a cremes e óleos vegetais com fragrância leve. Em geral, produtos específicos para gestantes são mais seguros, pois não contêm substâncias contraindicadas, além de possuir boa textura para uma massagem leve. “O uso de ácidos retinoicos e hidratantes à base de ureia a 10% é contraindicado durante a gravidez”, alerta Ana.

Tratamentos
A estria é uma cicatriz e permanente, mas é possível melhorar bastante seu aspecto, dependendo da profundidade, da extensão e do tipo. As mais recentes, que costumam ser avermelhadas, estão na melhor fase para o tratamento. Para atenuar a marca, procure um médico especialista. Ele vai levar em conta a cor da pele da paciente, se ela está gestante ou amamentando, se tem o hábito de se expor ao sol e a que grau de invasividade está disposta a se submeter. “O mais comum hoje em dia é o uso de retinoides, ácido glicólico, formulações magistrais com vitamina C, alfa-hidroxiácidos, peelings químicos e intradermoterapia” recomenda Ana.

Produtos
 produtos-gravidas-estrias-01
1. Bálsamo corporal, La Roche-Posay, R$ 89,90
2. Creme de Uréia e Óleo de Semente de Uva, Granado, R$ 41
3. Emulsão para prevenção de estrias, Natura, R$ 52,80
4. Loção compatível com a lactação, Mustela, R$ 149,90

 produtos-gravidas-estrias-02
1. Loção hidratante Hidramamy, Mantecorp, R$ 45
2. Creme pré e pós-parto, O Boticário, R$ 52,99
3. Óleo de bétula, Weleda, R$ 95,10
4. Óleo de amêndoas, abacate e uva, Paixão, R$ 25,90


Maria Flor Calil

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

A anestesia para o parto


Desde a confirmação da gravidez, diversas são as dúvidas das futuras mamães, especialmente as de primeira viagem. Algumas delas, no entanto, podem ser facilmente resolvidas com uma boa conversa com um especialista. É o caso da anestesia para o parto. Várias são as técnicas e indicações, e ninguém melhor do que o médico anestesiologista para explicar às gestantes como funciona todo o processo de analgesia, e quais as indicações para cada caso.

As anestesia regionais, entre as quais se destacam os bloqueios neuroaxiais (peridural, raquianestesia e combinada raqui-peridural) são as mais utilizadas, explica o dr. Carlos Othon Bastos, membro da Comissão Científica da Sociedade de Anestesiologia do Estado de São Paulo (SAESP) e ex-presidente do Comitê de Anestesia em Obstetrícia da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA). Aplicadas adequadamente, são capazes de abolir completamente a dor de qualquer fase evolutiva do trabalho de parto, inclusive no parto normal.
“O parto normal, com a utilização de técnicas adequadas de analgesia espinhal, apresenta inúmeras vantagens para o binômio materno-fetal”, afirma dr. Carlos.
Além disso, explica ele, a anestesia diminui a sobrecarga cardiorrespiratória materna, que pode se tornar bastante intensa na progressão do trabalho de parto.
“Ao aplicar a anestesia, reduzimos a liberação de catecolaminas e outros hormônios e substâncias ligadas ao estresse e à dor, o que repercute de forma positiva sobre o concepto contribuindo para a manutenção de adequado fluxo sanguíneo útero-placentário”.
Os avanços da anestesia
Um recente marco na anestesiologia foram os diversos estudos favoráveis e consequente proliferação do uso de opióides espinhais na década de 90, permitindo a redução significativa da concentração e da dose de anestésicos.
“Estes fármacos possibilitam a abolição da dor, porém mantêm o tônus motor e o equilíbrio necessários para um bom andamento do parto”, explica o anestesiologista.
Mitos e verdades
Um equívoco bastante comum é achar que a anestesia pode prejudicar a dilatação do colo do útero durante o trabalho de parto.
“Se realizada de forma adequada, com fármacos em quantidades e concentrações ideais, a anestesia regional interfere de forma mínima e, às vezes, até mesmo benéfica na evolução da dilatação do colo uterino. Assim, causamos diminuição insignificante da força motora, mantendo a capacidade da parturiente de atuar de forma ativa para o nascimento do concepto através dos esforços expulsivos”, pondera dr. Carlos.
Prevenção de riscos
Apesar dos benefícios da peridural, há algumas contra-indicações. Mulheres que apresentem distúrbios adquiridos ou congênitos de coagulação, ou portadoras de algumas cardiopatias e doenças neurológicas, não devem se submeter a esse procedimento anestésico. Nestes casos, é necessário disponibilizar métodos alternativos de analgesia, como técnicas sistêmicas, para que não se privem do alívio da dor.
Complicações ocasionadas pela anestesia, embora raras, podem acontecer. Por isso, a anestesia deve ser realizada por médico anestesiologista, que é o profissional adequadamente treinado para o procedimento. Além disso, ter os equipamentos necessários para a analgesia e monitoramento da parturiente e do feto é imprescindível para identificar e tratar precocemente eventual intercorrência.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cuidados com as mamas antes e durante a amamentação

As mamães, principalmente as de primeira viagem, ficam muito ansiosas em relação à amamentação. São tantas dúvidas que surgem. Elas acham que vai machucar o bico do seio, que não vão conseguir amamentar e que o peito pode empedrar. São histórias que normalmente chegam aos seus ouvidos muitas vezes sem clareza.

Vamos falar sobre eventuais dores na mama. Durante a gestação, a aréola do peito já se modifica para receber a boca do bebê. Ela fica mais escura e a pele dessa região um pouco mais grossa e menos sensível. Para ajudar, a mamãe pode tomar sol na região durante 15 minutos por dia, evitando o sol das 10h da manhã até as 16h.
Pode também durante o banho passar uma bucha macia (nada de bucha áspera, tem que ser macia), sem esfregar, ou depois do banho passar a toalha de banho na região, massageando. Isso vai ajudando a região a ficar menos sensível.
Depois que o bebê nascer, não passe nenhum produto para limpar ou hidratar as mamas, principalmente na região das aréolas, que é onde o bebê deve abocanhar. “O leite materno é o melhor produto para hidratar”, informa a fonoaudióloga Jamile Elias.
Não precisa passar álcool para esterilizar o bico antes de o bebê mamar: o próprio leite já faz essa função. As mamas estão um pouco ressecadas ou começando a rachar, leite materno nelas. Passe o leite, espere secar e depois coloque o sutiã. Na hora do banho a mamãe pode lavar as mamas com sabonete e depois enxaguá-las com bastante água.
O sutiã deve sustentar as mamas, com alças mais largas, de preferência de algodão, que são mais confortáveis.
As mamas estão empedrando? Nada de colocar compressa de água quente. No começo pode aliviar, mas logo depois piora. O recomendado é fazer compressa de água fria para aliviar.
Nunca se esquecendo de que rachaduras e empedramento podem ser consequências de uma má pega do bebê no peito. A boca do bebê deve ficar bem aberta e abocanhado praticamente toda a aréola da mamãe. Se abocanhar só o bico pode machucar e o bebê terá dificuldade de retirar o leite.
Anatomia seio para amamentação e a posição correta da pega - Foto: Alila Medical Media/Shutterstock.com
Lembre-se que a amamentação pode ser um período maravilhoso na vida da mãe e do filho. Consulte profissionais da saúde, como médicos pediatras, ginecologistas, fonoaudiólogos e enfermeiros.
Bruno Rodrigues

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Os 10 poderes da amamentação

Amamentar é bom para o bebê e para a mamãe.

Os benefícios ao pequeno e a mamãe são incalculáveis. Em 10 pontos, vamos dar uma dimensão de como esse ato pode favorecer o desenvolvimento dos dois. A amamentação adequada reforça o vínculo entre mãe e filho. Saiba mais sobre o poder da amamentação:

1 - Amamentar Desenvolve o sistema imunológico do bebê.

- O leite materno contém células anti-infecciosas capazes de proteger o organismo do bebê contra infecções, como as intestinais e otites, evitando assim diarreias.

2 - Amamentar Ajuda no desenvolvimento da fala.

- Veja que interessante. A posição da boca nos mamilos provoca a estimulação de pontos articulados responsáveis pela produção dos fonemas (sons).

3 - Amamentar Estimula o crescimento e desenvolvimento adequado da musculatura oral, ajudando na respiração, deglutição e mastigação.

- Uma criança que tenha problemas na respiração pode ter prejudicado o seu sono, concentração e memória. A musculatura oral adequada remete a um bom desenvolvimento da fala.

4 - Amamentar Fortalece o vínculo mãe e bebê

- O contato com a mãe pelo aleitamento materno faz com que o bebê se sinta mais seguro e tranquilo, evitando choro e ansiedade. Além disso, a mamãe se sente menos estressada.

5 - Amamentar Diminui o risco de alergia

- Crianças alimentadas no peito da mãe têm menos risco de terem asma. Outro estudo revela que crianças que desde cedo tomam o leite de vaca aumentam a probabilidade de se tornarem alérgicas, já que as proteínas desse leite estão associadas à dermatite, rinite, sinusite e amigdalite.

6 - O Leite Materno É o alimento mais completo para o bebê

- A mamãe não precisa se preocupar em complementar a alimentação. Nem ao menos se preocupar em oferecer água. O leite materno é completo. Não precisa de mais nada. Apenas a amamentação de forma errada faz com que o bebê não consiga todo o leite, tornando-se incompleta.

7 - Amamentar Evita doenças futuras

- Um bebê amamentado no peito pode evitar durante sua vida algumas doenças como obesidade, diabetes e hipertensão. 

8 - Bebê que Amamenta Dificilmente o bebê terá anemia

- as concentrações de ferro no leite materno é bem maior que em qualquer outro tipo de leite e seu filho não precisará de complemento de ferro para evitar anemia.

9 - Amamentação Evita cólicas

- o leite materno tem proteínas que são facilmente digeridas pelo organismo do bebê. Isso não acontece com o leite de vaca que tem proteínas de difícil digestão.

10 - Amamentar diminui risco de câncer de mama

- Pesquisadores da Espanha descobriram que as mulheres que amamentam seus filhos por mais de seis meses têm menos chances de desenvolver câncer de mama.
Bruno Rodrigues

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quatro grandes dúvidas sobre amamentação

1- O peito vai "cair"

Um dos primeiros fatores que levam uma mulher a não querer amamentar mesmo antes de querer ter um filho é a afirmativa que os peitos caem depois de amamentar - Não é a amamentação que faz os peitos caírem. Tem o fator genético, se sua mãe tem o peito caído a sua chance é maior de ter também. E o outro fator é que a pele da região dos seios quando cheios de leite estica e isso pode fazer com que os peitos cedam um pouco depois que o leite seca, amamentando ou não o seu filho.
Bebê sendo amamentado - Cardaf / ShutterStock

2- Amamentar dói

Outro inimigo é a dor - Muitas mamães têm medo de sentir dor porque já escutaram amigas relatando dor ao amamentar e outras passam por isso e desistem de amamentar. A dor só aparece quando a posição e a pega do bebê no seu peito estão incorretas e por isso machuca o bico do peito. As informações sobre aleitamento adquiridas antes do nascimento e na maternidade são importantíssimas para que isso não ocorra. Com uma boa pega e posição correta não há dor, mesmo que o bico já esteja machucado. Sempre tem a sogra, a mãe da nova mamãe ou a tia que sempre tem uma dica, uma superstição e até opinião distinta sobre como amamentar seu filho. Aí a mamãe fica no dilema de qual regra seguir ou segue todas e nada dá certo. Mamãe e bebê ficam nervosos e não há amamentação que funcione. Fique calma, agradeça as dicas, siga o que acha importante, mas sempre adote as orientações que aprendeu com os profissionais especializados.

3- O leite da mãe é fraco e por isso o bebê chora de fome

Nem sempre quando o bebê chora é fome e NÃO EXISTE LEITE FRACO - Muitas mulheres acham que isso existe. Cada mulher produz o leite adequado para o seu filho. O bom é que o leite materno é digerido quase que totalmente pelo organismo do bebê e depois de duas a quatro horas ele vai querer novamente. Diferentemente do leite em pó ou de caixinha que têm componentes mais pesados. A digestão fica lenta e o bebê consequentemente dormirá mais depois da ingestão do leite artificial. Podemos comparar quando comemos uma feijoada, dá uma preguiça depois.

4- A mamadeira é mais prática e alimenta mais

LEITE MATERNO É MUITO MELHOR do que o leite de vaca - A geração anterior, das nossas mães, apresentava resistência à amamentação, já que prendia a mulher em casa e estavam numa época de liberdade da mulher. Para quê amamentar se existe a mamadeira. Os benefícios do leite materno não eram tão divulgados e a liberdade era mais importante. Tanto a TV como o cinema incentivavam a mamadeira. Criou-se essa imagem de que a mamadeira com o leite artificial é melhor e que se propaga até hoje por falta de informações.
O sucesso da amamentação depende de força de vontade, determinação e informação. Não é fácil amamentar, mas com ajuda e bons profissionais amamentar exclusivamente até os seis meses da criança vira fichinha.
Bruno Rodrigues