segunda-feira, 31 de março de 2014

Ideias para registrar o crescimento da barriga Parte 1

Por isso, preparamos uma série de ideias para você registrar o crescimento da barriga semana a semana, ou mês a mês, ou o que for melhor para você. O importante é que as fotos tenham a cara da família! Solte a imaginação, use e abuse da criatividade e inspire-se nas nossas ideias. O resultado ficará incrível!





Três fases
Primeiro, a barriga. Depois, o bebê. E a terceira, com o filhote já crescido. É de impressionar como o tempo passa e você vai gostar de guardas estes momentos.








Brincadeiras
Brinque! Você vai sentir saudade do barrigão depois, acredite. Então use e abuse da imaginação e registre cada segundinho para lembrar depois.










Letrinhas
Cadê o barrigão que estava aqui?












Antes e depois
Primeiro a foto com a barriga, depois a foto com o bebê.











Risquinhos na barriga
Pintar as semanas que passam na barriga também rende fotos bem legais









Gravidez e nascimento
E a barriga virou... um bebê! Fofo demais!











Roupinha
Primeiro, a barriga e um vestidinho. Depois, o bebê usando o vestido. Lindo, né?











Dentro e fora
Sophia dentro da barriga, Sophia fora da barriga. Esse tipo de foto sempre funciona e rende lindas recordações.










Do zero
A mesma pose e a mesma roupa desde o início. E o barrigão ficando enorme.










Barriga X Bebê
O bebê dentro e fora da barriga.











Só a barriga
Sem grandes produções, mas sem perder a barriga crescendo.









Estampa
Camiseta com as semanas para ir riscando enquanto a barriga cresce.









[bebe.abril]



sexta-feira, 28 de março de 2014

Segredos para acalmar o choro do bebê

1. Por que os bebês choram?

O choro é a única forma de o pequeno comunicar o que deseja, especialmente nos primeiros meses de vida. É a forma de ele se expressar antes que seja capaz de dizer as primeiras palavras. No recém-nascido, é considerado um ato reflexo. “Com o tempo, ele se modifica. O bebê começa a reconhecer o ambiente em que vive e isso vai alterando seu comportamento”, explica a pediatra Devani Pires, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte. A partir do terceiro mês, a criança passa a entender que, ao precisar de algo, basta abrir o berreiro. Aí, nessa fase, o choro passa a ser voluntário.

2. Existe uma faixa etária em que o choro é mais frequente e intenso?

Nos primeiros dois meses. Nesse período, pesquisas apontam que os recém-nascidos choram em média três horas ao longo do dia, em momentos variados. “No entanto, é importante lembrar que isso também está relacionado a uma questão individual e de temperamento. Existem bebês que choram mais e outros menos”, esclarece a pediatra Devani Pires. A tendência é que esse comportamento diminua ao longo do crescimento da criança.

3. Em que situações eles choram?

Geralmente quando têm fome, sono, frio ou calor. Eles também põem a boca no mundo se sentem algum tipo de dor, sujam a fralda, estão com uma roupa desconfortável ou numa posição incômoda.

4. É possível identificar se o bebê está doente por meio do choro?

Sim. “Toda mãe conhece o choro do filho, entende suas necessidades e sabe quando o bebê se manifesta de uma maneira diferente”, explica a enfermeira Daisy Leite, que estuda o assunto há mais de 40 anos. Daisy desenvolveu várias pesquisas nessa linha: as variações do choro, suas causas e as possíveis doenças que provocam esse comportamento, quando ele é anormal. Segundo ela, é exatamente o choro não identificado que leva a mãe a procurar o pediatra.

5. O choro é sempre sinônimo de incômodo?

Sim, muitas vezes ele sinaliza algum incômodo. Mas também pode ser manha. Na dúvida, não custa dar um pulo no quarto para verificar se algo está acontecendo.

6. O que devo fazer para acalmar o bebê?

Em primeiro lugar, certifique-se de que ele não está com fome, sono ou com a fralda suja. Cheque também se o motivo da bronca não é calor ou frio. Quando o pequeno tem a reclamação atendida, costuma parar com o chororô. Mas, às vezes, o bebê está apenas pedindo um pouco de afago da mãe. Tente se aproximar do pequeno e falar em tom afetuoso frases como “Calma, filho, a mamãe está aqui”. Outra saída é o uso do método “mamãe canguru”. Essa técnica é considerada por médicos e enfermeiros a melhor maneira de estreitar o contato entre mãe e filho. Isso porque o pequeno é colocado próximo ao corpo materno, com a ajuda de uma faixa de tecido – daí o nome. Visto com bons olhos por especialistas e mamães de primeira viagem, o método canguru costuma apresentar bons resultados, especialmente com bebês prematuros. Uma forma de pôr essa estratégia em prática é apelar para o sling, um acessório feito de pano amarrado ao ombro. Ele traz segurança e conforto à criança.

7. É correto levar o bebê para passear de carro ou pegá-lo no colo sempre que chora?

O ideal é que a criança seja acalmada com métodos diferentes. Se os pais acostumam o pequeno com alguns hábitos, como passear de carro ou no elevador, pegá-lo no colo sempre que chora, com o tempo pode ser difícil contornar situações em que não seja possível se valer desses recursos

8. Tudo bem deixar a criança chorar no berço durante um período sem atendê-la?

É fundamental conferir se está tudo bem com o bebê quando ele chora. Feito isso, os pais podem deixá-lo choramingando desde que se mantenham por perto. Uma dica é conversar com ele, contar histórias, cantar canções de ninar e passar a mão pela sua barriga. “Não é necessário dar colo sempre que a criança chora. Muitas vezes, é aí que começa o mimo em excesso”, afirma a enfermeira Daisy Leite.


9. O que fazer se o bebê não para de chorar mesmo com as várias tentativas dos pais de acalmá-lo?

Converse sempre com o pediatra para obter orientações de como proceder nesses casos e procure a ajuda de especialistas se o seu filho apresentar um choro diferente ou algum sintoma como febre, tosse, erupções na pele, diarreia, vômito, abdômen inchado, falta de contato visual e estado de quietude anormal.   Existem síndromes e doenças que comprometem o choro do bebê. A psicomotricista Dione Macêdo, que trabalha na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae), do Rio Grande do Norte, costuma lidar com crianças que apresentam choros anormais desde os primeiros dias de vida. De acordo com ela, quem tem problemas neurológicos sérios, por exemplo, pode apresentar uma irritabilidade contínua e um choro estridente e muito nervoso. Em outros casos, como bebês com cardiopatias graves, o choro geralmente é fraco.



bebe.abril



quinta-feira, 27 de março de 2014

Pais: como se envolver e criar vínculos com o bebê


O tão esperado bebê finalmente chegou e agora você quer ser um daqueles pais bem envolvidos na criação dos filhos. O problema é que nestas primeiras semanas, quando o bebê praticamente só mama e dorme, às vezes fica difícil saber por onde começar.

Aguente firme! Com o tempo, você e seu filho vão desenvolver uma relação muito especial e única, tão vital quanto a da mãe com a criança.Enquanto isso, leia a seguir algumas dicas sobre o que fazer para evitar aquela terrível sensação de "vela" ou de não ter importância dentro da própria família:

Outro bom jeito de aprender as coisas é sair com amigos e parentes que já tenham filhos, para ver como lidam com eles. Acredite: esse negócio de bebê não é nenhuma física quântica, mas requer investimento pessoal e dedicação.

Pratique: Ao contrário do que muita gente gosta de dar a entender, não existe nenhuma intuição especial que diga para as mulheres o que fazer com um recém-nascido -- elas simplesmente aprendem na prática, do mesmo modo que os homens. Assim sendo, ponha a mão na massa, troque fraldas (de xixi e de cocô também!), dê banhos no bebê e faça o seu melhor para ajudar a confortá-lo quando ele estiver incomodado. Vai ser um pouco desajeitado no início, porém tenha certeza de que você pega o jeito.

Disponibilize seu tempo: Participar da vida do bebê não vai ser fácil se você nunca estiver por perto. Por isso, procure passar bastante tempo com ele quando volta do trabalho à noite e nos fins de semana. Coloque seu filho no carrinho e vá dar uma volta pelo bairro ou simplesmente ponha-o no colo e conte uma história (não, não é cedo demais) ou cante uma música (não, não precisa ser musiquinha infantil).



Assuma a responsabilidade: Muitas mulheres acham que não estarão sendo boas mães se não forem as únicas a alimentar, trocar, vestir e confortar o bebê 24 horas por dia. Mas é essencial para a sua formação de pai -- assim como para o bebê e para a própria sanidade mental da sua companheira -- que você assuma responsabilidades de vez em quando. Conquiste seu espaço, mesmo que sob protestos. Você não vai se arrepender.

Aguente firme: Às vezes nem é de propósito, mas as mães costumam minimizar as chances de sucesso dos pais ao interferir quando eles estão tendo certa dificuldade de fechar a fralda -- ou fazem cara feia pela forma como dão o banho. Se sua parceira criticá-lo, não seja grosseiro de jeito nenhum, mas deixe claro que é capaz de lidar com a situação, desde que ela lhe dê uma oportunidade de aprender.

Seja parceiro na hora das mamadas: Caso sua mulher esteja dando o peito, traga o bebê para ela na hora das mamadas, e se ofereça para arrotar. Uma vez que o aleitamento materno esteja bem estabelecido, procure dar uma mamadeira de vez em quando com leite tirado do seio. Você e o bebê terão assim momentos especiais juntos, e sua exausta mulher ficará grata por poder dormir um pouco mais.

Aposte no contato físico: Os pais interagem com os filhos de maneiras diferentes que as mães, e isso é perfeitamente normal. O modo de brincar mais físico dos homens é um excelente complemento ao jeito mais delicado das mães. Não tenha medo de brincar de "aviãozinho", "cavalinho" ou qualquer outra coisa que dê vontade (tomando, obviamente, os cuidados com o ainda frágil corpo do bebê). No entanto, esse tipo de brincadeira não é a única disponível aos papais: fazer carinhos também é ótimo!



babycenter


quarta-feira, 26 de março de 2014

Hora de trocar o berço pela cama


O lugar onde descansava o bebê está dando espaço para uma criança esperta e cada vez maior. O berço do seu filho já pode estar com os dias contados. Está na hora de comprar uma nova cama para o pequeno.

Neste período, mais uma etapa é vencida. A criança já aprendeu a andar, abandonou as fraldas e está a mais um passo de se tornar independente. Ela agora quer liberdade para entrar e sair da cama quando bem entender. Chega de grades.


Porém, não esqueça que ela ainda é pequenininha e precisa de segurança. Dê preferência para um móvel com quinas arredondadas e altura reduzida, que facilite subir e descer da cama sem ajuda. Peça uma que tenha meia proteção lateral para evitar quedas. Além disso, compre um colchão confortável e que não prejudique a coluna do pequeno.

Deixe seu filho participar da compra da nova caminha. Peça a opinião dele. Assim, o seu período de adaptação será mais tranquilo. A mudança deve ser feita aos poucos. A criança pode ter se apegado ao espaço em que gosta de dormir e ficar chateada com o fato.

Se enfrentar dificuldades, pondere que o espaço da cama é maior e afirme que ela está crescendo. Certamente, ela ficará toda orgulhosa da nova fase.

Marcelo Bragança

terça-feira, 25 de março de 2014

Por que as crianças pequenas gritam?

Acredite: seu filho não levanta a voz para te aborrecer. Na verdade, ele está cheio de energia e alegria de viver, e está fazendo experiências com o poder da voz. Mas por que isso acontece justamente quando vocês estão no banco ou no supermercado?

"Há um efeito de eco superlegal quando você grita em espaços grandes", diz Roni Lederman, do Centro para Família da Universidade New Southeastern, na Flórida, EUA. "E as crianças sabem que conseguirão mais atenção dos pais se gritarem em público".

Algumas crianças pequenas gritam quando querem a atenção dos pais; outras berram quando querem algo que lhes está sendo recusado, como balas e doces.

O que fazer

Gritar com seu filho para que ele abaixe a voz não ajuda -- só passa a mensagem de que quem ganha é quem grita mais alto. A melhor aposta é evitar situações que convidem a criança a levantar a voz, e distraí-la quando ela fizer isso. Algumas idéias que podem ajudar:

Saia com seu filho quando ele estiver nas melhores condições possíveis. Sempre que der, antes de carregá-lo para algum lugar, certifique-se de que seu filho está descansado, de barriga cheia e bexiga vazia quando saírem de casa. Pense em como você fica (sem energia e sem paciência) quando tem de ir ao supermercado com fome ou cansado.

Escolha lojas e restaurantes barulhentos. Quando estiver com seu filho, evite lugares quietos, formais ou que inspirem intimidade. Vá para onde as famílias vão. Será menos constrangedor se seu filho resolver gritar em um restaurante que já é barulhento.

Peça para seu filho usar uma voz normal. Se seu filho começar a gritar porque está feliz, procure não criticá-lo. Mas se isso estiver incomodando de verdade, peça para ele usar uma voz normal e parar de gritar. Abaixe sua voz para que ele tenha de ficar quieto para conseguir escutar você, e diga -- calmamente -- que a gritaria está dando dor de cabeça.

Invente brincadeiras. Experimente dizer para o seu filho: "Vamos gritar o mais alto que a gente conseguir", e junte-se a ele na gritaria. Em seguida, abaixe o volume e diga: "Agora vamos ver quem consegue falar mais baixinho". Continue brincando, sugerindo outros movimentos, como colocar as mãos nas orelhas ou pular.

Isso fará com que gritar pareça apenas mais uma brincadeira. Para agilizar (na rua, por exemplo), você pode dizer: "Nossa, você está parecendo um leão! Agora vamos ver se você consegue imitar um gatinho".

Preste atenção nos sentimentos da criança. Se seu filho está gritando porque quer a sua atenção, pense e reflita se ele realmente está desconfortável ou precisando de algo. Se você achar que o lugar onde vocês estão -- como um supermercado grande e lotado -- é demais para ele, saia assim que der e da próxima vez procure fazer compras em lojas menores, ou em horários em que os supermercados estejam menos cheios. Aos poucos, faça-o se acostumar com lugares grandes e lotados de novo.

Se você achar que a criança está apenas um pouco entediada ou mal-humorada, não a ignore. Diga que você sabe que ela quer ir para casa, mas peça para ela esperar só mais um pouquinho. Ela saberá que você sabe como ela se sente. E você também vai ajudá-la a aprender como explicar o que está sentindo com palavras.

Agora, se seu filho grita porque acha que assim vai conseguir o biscoito, não dê o braço a torcer. Se der o biscoito, você só vai ensinar que ele consegue o que quer gritando. Em vez disso, explique, com calma, que você sabe que ele quer o doce, mas que é preciso terminar outras coisas primeiro, e que ele pode comer quando chegarem em casa.

Não se preocupe em dizer que ele só poderá comer o biscoito mais tarde se se comportar bem agora -- quando ele finalmente ganhar a bolacha, provavelmente nem se lembrará do que fez para merecê-lo.

Mantenha seu filho ocupado. Você pode transformar seus compromissos em algo divertido para seu filho. Experimente:

- Brincar de um jogo: uma mãe de um bebê de 1 ano e 3 meses conta que conversa bastante com o filho. "Explico o que estou fazendo, o que está acontecendo à nossa volta, quem está por perto. Ele fica quieto quando está ocupado". Peça para seu filho ajudar a pegar os objetos das prateleiras do mercado, ou invente uma música sobre o que você está fazendo. Cante: "As bananas, as bananas, vou comprar, vou comprar, para o meu filhinho, para o meu filhinho, devorar, devorar...". Use a criatividade e invente na hora!

- Ofereça brinquedos e lanchinhos: mas faça isso antes que seu filho comece a berrar. Se você esperar até ele começar a gritar, ele vai ligar uma coisa à outra e achar que tem que levantar a voz para ganhar algo. Você pode experimentar deixar um brinquedo de que ele realmente gosta no carro, para que ele fique bastante entretido enquanto vocês estão na rua, tratando dos compromissos.

Ignore as pessoas ao redor. Muitas mães acham difícil lidar com a criança que fica gritando enquanto outras pessoas ficam lançando olhares tortos. Se você estiver numa igreja ou em um restaurante silencioso, o melhor é levar a criança para fora por um tempo, até ela parar. Mas, num supermercado grande, não é preciso se preocupar tanto com o que os outros vão dizer ou pensar.

babycenter

segunda-feira, 24 de março de 2014

Meu filho de 1 ano e meio ainda não fala. O que faço?

A maioria das crianças aprende pelo menos uma palavra antes de completar 12 meses, e é raro que não fale nada com 1 ano e meio. Mas, mesmo sendo atípica, a situação do seu filho não é necessariamente preocupante.

Os meninos costumam desenvolver a linguagem mais tarde do que as meninas, e algumas crianças mais cautelosas e reservadas tendem a esperar até que comecem a entender uma boa parte do que ouvem para depois falar.

Ainda assim, é importante ficar de olho para ter certeza de que ele não apresenta nenhum atraso no desenvolvimento. Procure no seu filho os seguintes sinais de que ele está pronto para falar:

Ele aponta? Se seu filho aponta para o que quer, ou para as ilustrações em um livrinho, isso está relacionado com o início da fala.

Ele entendo o que você diz? A compreensão da linguagem falada é uma habilidade que a criança desenvolve antes da habilidade de falar. Se seu filho parece entender boa parte do que os outros dizem, ele está bem perto de começar a falar.



Ele usa gestos e expressões faciais para se comunicar? Muitas crianças comunicam suas necessidades de forma não-verbal e até desenvolvem uma série de sinais para isso. Até os 2 anos, é mais importante que seu filho esteja tentando se comunicar do que ele tenha um amplo vocabulário.

Ele faz sons que parecem grunhidos ou roncos? A pergunta parece estranha, mas há pesquisas que indicam que esses pequenos grunhidos que as crianças fazem quando apontam para ilustrações ou brincam são um tipo de "comentário". As crianças que ainda não balbuciam, falam e nem fazem qualquer tipo de grunhidos nesta fase têm mais probabilidade de terem problemas de linguagem mais adiante.

Caso seu filho não demonstre nenhum destes sinais que indicam que ele está se preparando para falar, converse com o pediatra ou procure um fonoaudiólogo, para marcar uma avaliação completa. Em geral, quanto mais cedo for detectado um problema de linguagem, mais fácil será tratá-lo. Muitos problemas de fala podem ser tratados com sucesso durante a pré-escola sem que seu filho tenha dificuldades a longo prazo


Judith Hudson
Psicóloga

sexta-feira, 21 de março de 2014

Problemas e soluções no desfraldamento

Você achou que estava na hora, começou a tentar tirar a fralda do seu filho e as coisas estão saindo bem mais difíceis do que imaginava? Calma. Não é um processo simples, e muitas famílias encontram dificuldades. Leia abaixo as reclamações mais comuns dos pais que passam por isso e sugestões para resolver o problema.

Meu filho se recusa a usar a privada

Pode parecer estranho para um adulto, mas faz sentido para uma criança pequena morrer de medo do vaso sanitário: é uma coisa grande, gelada, faz barulhos e "engole" as coisas. É compreensível que muitas crianças não queiram nem chegar perto daquele troço.

O melhor a fazer nesses casos é arranjar um penico para a criança, e mostrar que ele é só dela. Você pode até deixar seu filho colar adesivos na parte de fora, para enfeitar. Existem também penicos que imitam o vaso sanitário.

Deixe que ele se acostume ao objeto antes de colocá-lo em ação. Seu filho pode sentar nele de roupa mesmo, colocar um ursinho de pelúcia para fazer xixi, e ir brincando assim até tomar coragem de querer experimentar.

Para fazê-lo perder o medo do vaso sanitário de verdade, você pode jogar o cocô da fralda nele e ajudá-lo a dar a descarga, explicando que o barulho é daquele jeito mesmo, e que o cocô vai para o esgoto. Mostre que só coisas pequenas vão embora com a descarga -- não há risco para coisas maiores, como crianças...

Pode ser que a resistência do seu filho em se aproximar da privada seja uma forma de ele dizer que ainda prefere ficar de fralda por mais tempo. Forçar a barra nesse momento pode atrapalhar ainda mais. O melhor é dar um tempo e ficar de olho nos sinais de que ele está pronto para o desfraldamento, nos próximos meses.

Caso a criança já tenha todos os sinais de que está pronta, mas mesmo assim se recusa a tentar, é possível que haja alguma coisa atrapalhando. Qualquer grande mudança -- uma escola nova, a chegada de um bebê na família, uma separação -- pode deixar a criança meio desorganizada.

Espere até as coisas terem se assentado e que a rotina tenha voltado ao normal para tentar de novo.



Quando eu sugiro que ele vá ao banheiro, ele reclama ou chora

É provável que o motivo seja o mesmo que o leva a dizer "não" toda vez que você diz que é hora de tomar banho ou de ir para a cama: ele descobriu que "não" é uma palavra mágica, que lhe dá poder.

O jeito de escapar desse problema é evitar o confronto, e inverter a situação, manobrando para que a criança ache que está no comando. Você pode tentar o seguinte:
Procure não ficar lembrando seu filho de que está na hora de ir ao banheiro. Em vez de falar a cada 15 minutos "Será que você não quer fazer um xixizinho?", coloque o penico bem visível no banheiro e deixe seu filho circular pelado pela casa. Se ele não manifestar interesse em fazer xixi ou cocô no lugar certo, talvez ainda não esteja na hora de desfraldá-lo.
Não obrigue seu filho a se sentar no penico ou na privada. Quanto mais você obrigar, mais rebelde ele pode ficar.
Mantenha a calma na hora das escapadas. É duro não se irritar com tamanha sujeira, mas, se você exagerar na reação, seu filho pode ficar com medo de ter esse tipo de "acidente", e vai começar a ficar nervoso com a possibilidade. Não castigue a criança por ter feito xixi ou cocô na calça. Em primeiro lugar, é bem provável que ela não tenha culpa -- está apenas aprendendo. Em segundo, ela pode ficar com raiva e aí sim começar a fazer de propósito.
Elogie o bom comportamento. Faça festa quando seu filho fizer xixi ou cocô no penico, conte para todo mundo, brinque, dê um prêmio. E o elogio não precisa ser só na hora de ir ao banheiro. Quando estiver vestindo a calcinha ou a cueca, mostre como tem orgulho de ter uma criança tão grande e sabida em casa! Mas seja natural, não exagere, para não tornar cada ida ao banheiro um grande evento. Isso pode deixar a criança nervosa com a "responsabilidade".

Meu filho está fazendo menos cocô do que fazia

É comum crianças pequenas segurarem o cocô durante o processo do desfraldamento. São vários os motivos: ela pode ter deixado as fezes escaparem uma vez, e ter levado bronca; ou pode ter visto outra criança levando bronca por isso na escola. Ou então estava mais preocupada em brincar e segurou o cocô o quanto pôde, e na hora de fazer as fezes estavam mais compactas e ela sentiu dor.

Quando acontece isso, os elogios e incentivos são uma das melhores estratégias para acabar com o medo.

Procure identificar o momento em que seu filho costumava fazer cocô: logo de manhã, depois do almoço, 20 minutos depois do leite... Coloque-o então perto do penico ou da privada nesses momentos, e avise quem toma conta dele (a babá ou a escola) para seguir o plano também.

Se não estiver adiantando, você pode sugerir ao seu filho que peça para colocar a fralda quando tiver vontade de fazer cocô. Muitas crianças aproveitam a fralda da noite para defecar. Não há pressa em acabar com esse hábito. É melhor a criança ficar mais tempo de fralda do que sofrer com a prisão de ventre.

Enriqueça a alimentação do seu filho com alimentos que contenham bastante fibra, ou que soltem o intestino, como o mamão papaia. Capriche também nos líquidos, e evite exagerar nos derivados de leite, que podem agravar a prisão de ventre. Se a hora de fazer cocô estiver virando um drama, converse com o pediatra, porque ele pode receitar alguns laxantes naturais.

Enquanto isso, mostre para o seu filho que fazer cocô e xixi é um ato natural, que todo mundo faz. Você pode explorar o gosto dele por coisas escatológicas e usar livrinhos que mostrem os atos de defecar e urinar como coisas engraçadas. Veja algumas sugestões:
"A incrível fábrica de cocô, xixi e pum", de Fátima Mesquita (Panda Books)
"Cocô no trono", de Benoit Charlat (Cia. das Letrinhas)
"Da pequena toupeira que queria saber quem tinha feito cocô na cabeça dela", de Wolf Erlbruch (Cia. das Letrinhas)

Meu filho se recusa a usar o banheiro da escola

Em primeiro lugar vá conversar na escola para saber como eles levam as crianças ao banheiro. Pode haver algum desajuste nesse ponto: talvez a professora leve várias crianças ao mesmo tempo, e seu filho prefira ficar sozinho. Ou o contrário: vai ver que ele tem medo de ficar sozinho no banheiro.

Outra possibilidade é o próprio vaso sanitário. Se ele ainda prefere o penico, talvez seja o caso de perguntar na escola se ele não pode usar um penico por algum tempo, até se acostumar à privada.

Meu filho estava ficando seco, mas agora voltou a fazer xixi na calça

Mudanças aparentemente mínimas, como começar a fazer aula de natação, por exemplo, já são suficientes para bagunçar a cabeça de uma criança dessa idade, e aí ela prefere regredir ao que já conhece. Com mudanças maiores, como a chegada de um irmão, ou a separação dos pais, o problema é ainda mais comum.

Se não houver nenhum motivo aparente, certifique-se de que não há uma causa física, como uma infecção urinária ou algum tipo de parasita (verminose) ou infecção intestinal que estejam deixando o cocô mais mole e difícil de segurar.

Esforce-se para não deixá-lo com vergonha pelo que aconteceu. É uma reação instintiva, mas pode deixá-lo ainda mais relutante em usar o banheiro do jeito certo. Uma boa estratégia é arranjar outras formas de fazer seu filho se sentir uma "criança grande" de novo, sempre com muitos incentivos.

Aproveite uma hora sossegada para bater um papo com seu filho, dizendo a ele que acredita que ele já está grandinho e consegue usar a privada. Depois da conversa, dê um tempo e não toque mais no assunto. Quando ele demonstrar interesse em tentar de novo, incentive-o bastante, usando pequenos prêmios (adesivos, uma história a mais na hora de dormir, 15 minutos a mais de TV, um passeio até o parque -- evite dar guloseimas como recompensa).

Alguns especialistas são contra métodos de premiação no desfraldamento, mas na prática eles podem ajudar, se você já apelou a tudo e não deu certo.

Veja se não é o caso, porém, de simplesmente voltar para a fralda por algum tempo. Faça isso sem medo, principalmente se a criança parecer mais tranquila e confortável. Ela vai acabar se interessando de novo em usar calcinha ou cueca e aí o processo deve ser mais rápido.