sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Dez mitos e verdades da gravidez

127-dez-mitos-e-verdades-da-gravidez
Getty Images

É quase automático: basta uma mulher anunciar que está grávida para começarem as sugestões a respeito de como saber o sexo do bebê, a importância de satisfazer aos desejos por comidas as mais exóticas, as explicações para o fato de sentir muita azia e por aí vai. Com isso, a gestante recebe diversos conselhos, dos mais bizarros aos mais sérios. Ouvimos especialistas para desvendar o que é mito e o que é verdade quando se trata dessas crenças populares.

01. Azia significa que o bebê é cabeludo.
Mito. A azia não tem nada a ver com o bebê ser cabeludo ou não. “Os hormônios da gravidez irritam o estômago, por isso a grávida sente uma queimação. E, no final da gestação, a azia é causada porque o estômago fica comprimido pelo bebê, que cresceu”, explica Mário Martinez, chefe da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, de São Paulo.

02. Depois de uma cesárea, não se pode mais fazer parto normal.
Mito. Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo, esclarece: “O ideal é que haja o intervalo de dois anos entre a cesariana e o parto normal, mas, passado esse período, não há problema. Quando a mulher passa por um parto cesariano, o útero é cortado e depois costurado. Esse intervalo de dois anos é importante porque, durante as contrações, o útero pode se romper e causar hemorragia interna”.

03. É arriscado fazer sexo durante a gravidez porque o pênis incomoda o bebê.
Mito. As mulheres podem fazer sexo tranquilamente se estiver tudo normal com a gravidez. No entanto, Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo, alerta: “A relação sexual com penetração vaginal pode aumentar a atividade uterina, ou seja, aumentar a frequência das contrações. Esse fato, em algumas mulheres, pode desencadear o trabalho de parto prematuro se houver alguma patologia preexistente”.

04. A mudança da Lua influencia o parto.
Verdade. “Durante a lua cheia e a lua nova, existe uma força maior para o centro da Terra, o que aumenta a pressão pélvica e, consequentemente, as contrações”, explica Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo.

05. O formato da barriga indica o sexo do bebê: barriga pontuda é menino e barriga larga é menina.
Mito. “O formato da barriga depende do tamanho do bebê, e não do sexo dele”, diz Mário Martinez, chefe da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, de São Paulo. “E as únicas maneiras de descobrir o sexo antes de a criança nascer são o exame de sexagem fetal, que pode ser feito com oito semanas, ou o ultrassom, com 18 semanas”, completa o ginecologista.

06. Grávidas sentem mais calor.
Verdade. “A grávida tem aumento da temperatura basal – que é a temperatura do corpo medida imediatamente após a pessoa acordar, antes de qualquer atividade física – de 0,5 a 1,0 ºC, o que a torna mais quente. O aumento da temperatura se deve à ação da progesterona, o hormônio que a placenta produz”, esclarece Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo.

07. A mulher deve comer bastante canja e canjica e beber cerveja escura para ter mais leite.
Mito. “Isso é um mito de muito tempo atrás, quando as mulheres, mesmo grávidas, precisavam forcejar mais nos trabalhos domésticos – quando não existia a máquina de lavar, por exemplo. As mulheres tomavam canja e tinham mais energia, daí surgiu a lenda. O importante é a gestante tomar bastante líquido (em torno de 2 a 3 litros diariamente). Pode ser chá, água, sucos e frutas”, conta Luiz Fernando Leite, obstetra do Hospital e Maternidade Santa Joana, de São Paulo. Vale lembrar que a bebida alcoólica não é aconselhável durante a gestação.

08. Se a mãe não comer o que deseja, a criança vai nascer com a cara do desejo.
Mito. “Isso é só mais uma crença popular e não faz sentido”, sentencia Mário Martinez, chefe da equipe de ginecologia e obstetrícia do Hospital São Luiz, de São Paulo. “Os desejos são causados por hormônios durante a gestação. Nada acontece ao bebê se a mãe não comer o que deseja”, complementa Martinez.

09. As grávidas precisam comer por dois.
Mito. “A grávida sofre um aumento de apetite por ação da progesterona, mas não precisa comer por dois”, afirma Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo. Até porque é preciso ficar atenta ao controle do peso durante a gestação, com uma alimentação balanceada e saudável.

10. Ficar sem comer aumenta o enjoo.
Verdade. “O jejum aumenta a náusea e nem é preciso estar grávida para que isso aconteça”, ressalta Mariangela Maluf, ginecologista e obstetra do Centro Especializado em Reprodução Humana, de São Paulo.


Manuela Macagnan

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

A mala da maternidade


O grande dia está chegando e é hora de arrumar as malas. “O ideal é deixar tudo pronto por volta do sétimo mês, em um cantinho do armário. Algumas semanas antes da data prevista para o parto, aí é só ajeitar tudo na mala”, sugere Márcia Regina da Silva, enfermeira responsável pelo curso de gestantes do Hospital São Luiz (SP). Isso porque, caso o bebê se adiante, vai ser um problema a menos para resolver. Ela lembra que todas as roupas do bebê devem ser lavadas com sabão neutro (sem amaciante, pois pode dar alergia no recém-nascido) e passadas antes do uso. As etiquetas, se forem muito grandes, também podem irritar o bebê, por isso, melhor cortá-las.

Mas qual a quantidade de roupa que é preciso levar à maternidade? “Em geral, troca-se o bebê uma vez ao dia, na hora do banho”, diz Márcia. “Como o tempo de internação costuma ser de três dias, sugerimos que a mãe traga duas mudas por dia, já que ‘acidentes’ com vômito e coco podem acontecer”, completa. Leve os conjuntos separados por trocas e coloque cada uma delas em um saco plástico ou envelope de tecido (encontrado em lojas para bebês). Se preferir, cole uma etiqueta para especificar o dia em que a criança vai usar aquela roupa (1º, 2º e 3º dia, por exemplo). Assim, a cada mudança, é só entregar o pacote à enfermeira.

Faça as malas de acordo com a estação: no verão, prefira as de algodão. Já no inverno, pode incluir as roupas mais quentinhas, como as de plush e lã. Os produtos de higiene costumam ser oferecidos pela maternidade (como fraldas, absorventes, xampu, etc.), mas é melhor checar antes. Por último, não se esqueça das lembrancinhas e do enfeite de porta! Veja a lista completa do que levar a seguir.


Para o bebê:

- 6 macacões (RN ou P);

- 6 bodies;

- 6 calças (culotes);

- 6 meias;

- 1 casaquinho (se for inverno, leve 2 ou 3);

- 2 a 3 mantas ou cobertores, dependendo da estação;

- 6 paninhos ou fraldinhas de boca;

- Fraldas de tecido (para apoiar no ombro ao pegar o bebê);

- 1 roupa para ele sair da maternidade.


Para a mãe:

- 4 pijamas ou camisolas com abertura na frente (para amamentar). Mas se não quiser receber as visitas assim, pode levar roupas confortáveis (como calças de moletom ou algodão e agasalhos esportivos). As blusas ou camisas devem ser folgadas, já que os seios vão aumentar depois do parto;

- 6 calcinhas grandes;

- 1 par de chinelos com sola antiderrapante;

- 1 roupão;

- 3 a 4 sutiãs de amamentação. Melhor escolher um tamanho maior do que o que você usou durante a gravidez;

- 3 a 4 meias;

- 1 roupa para o dia da saída da maternidade;

- Absorventes comuns (de preferência, os noturnos) e absorventes para os seios.

- Cinta pós-parto, caso o seu obstetra tenha recomendado;

- Nécessaire com desodorante, xampu, condicionador, sabonete, escova e pasta de dente, hidratante, escova de cabelo, elástico ou faixas de cabelo, brincos e maquiagem;

- Documentos, carteirinha do convênio e, se tiver, cartão da gestante.


Conteúdo desenvolvido pela área de Projetos Especiais, da Editora Globo, sob encomenda para a Natura Mamãe e Bebê. 19/11/2013

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Como evitar e disfarçar olheiras na gravidez e no pós-parto

olhos-creme
Getty Images

A natureza é sábia. Durante a gestação, seja pela necessidade de ir ao banheiro, seja por não acharmos uma posição confortável para dormir, nosso sono é picado e interrompido. Bom treino para quando o bebê nasce e, na melhor das hipóteses, acordaremos de três em três horas para amamentar.

O resultado dessa maratona é visível e fica na cara: bolsas, inchaço e olheiras. Além da predisposição genética, fatores externos, como exposição solar, tabagismo, fricção excessiva da região e depressão, agravam o quadro. “A falta de sono piora as coisas, pois o cansaço estimula a flacidez, aumenta a vasodilatação e a produção de melanina e acentua a gordura sob os olhos”, explica a dermatologista e especialista em cosmiatria Thaís Pepe, de São Paulo. Essa região do rosto é mais afetada por suas características. “A pele periorbital é a mais fina do corpo, com 0,5 milímetro. Por isso, é preciso ter cuidado com o uso de cosméticos. Eles devem ser apropriados para essa área, pois a absorção é maior”, orienta Thaís. Segundo Mônica Aribi, dermatologista e clínica cirúrgica, é possível se livrar da aparência cansada com soluções caseiras, como compressas geladas de chá de camomila ou rodelas de pepino na região. “Durante a amamentação, a orientação é evitar os ácidos e despigmentantes potentes. Em vez deles, indico o uso da vitamina C – excelente clareador e hidratante, não muito forte”, completa. Para outros procedimentos, como camuflagem corretiva, laser, preenchimento, drenagem linfática e peeling, é necessário consultar um médico.

Disfarce esperto
A maquiadora Cacá Habeyche, do salão Marcos Proença, em São Paulo, ensina o passo a passo:
Olheiras escuras
1. Hidrate bem a região.
2. Use um corretivo camuflador colorido: amarelo ou pêssego para as olheiras roxas
e lilás para as amarronzadas.
3. Passe uma base da tonalidade da pele.
4. Aplique um corretivo levemente mais claro.
5. Finalize com uma leve camada de pó.

Bolsas e inchaço
1. Aplique compressas geladas, que têm efeito vasoconstritor.
2. Hidrate a região e faça uma massagem facial para ajudar a eliminar líquidos retidos.
3. Aplique base e corretivo da mesma tonalidade da pele.
4. Finalize com uma camada fina de pó. 

9-produtos-para-olhos

Produtos:
1. Derma Complex Vitamina C, Adcos Cosméticos, R$ 138*. Desenvolvido para reduzir bolsas e olheiras.
2. Trio Corretivo Camuflagem, Phebo, R$ 78*. Uniformiza manchas amarronzadas e imperfeições.
3. Epidrat, Mantecorp, R$ 109*. Atenua rugas finas.
4. Pigmentclar, La Roche-Posay, R$ 129,90*. Antiolheiras azuis e castanhas, manchas amarronzadas e imperfeições.
5. Agecare, Mantecorp, R$ 129*.Clareador de olheiras para pele madura.
6. Chronos Emulsão Antissinais Firmadora, Natura, R$ 61,30*. Tem efeito tensor e disfarça bolsas e olheiras.
7. Active Genes 30+, O Boticário, R$ 40,99*. Atua onde começam a aparecer as primeiras linhas de expressão.
8. Corretivo Alta Cobertura, linha Una, Natura, R$ 38,30*. Proporciona efeito aveludado, que disfarça olheiras e pequenas imperfeições.
9. Make B. Flash Iluminador, O Boticário, R$ 59,99*. Ilumina a área escura ao redor dos olhos.
*Preços pesquisados em setembro de 2014.

Maria Flor Calil 

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Mamãe que é cliente da Kasa da Gestante ganha prêmios!

Mamãe que é cliente da Kasa da Gestante ganha prêmios!


Mamãe, esses são os últimos dias. Cadastre-se!

Não perca esta oportunidade!

Clique aqui: http://goo.gl/qSVYWp



Parto cesárea: entenda como é o procedimento e o pós-parto

Como é a cesárea?
Dentro do centro cirúrgico, ocorre a aplicação da anestesia, na região lombar da paciente, entre duas vértebras da coluna. A dor da picada não é intensa, mas é perceptível. Existem três variações de anestesia: a raquidiana (ou raquianestesia), a peridural e o duplo bloqueio. Todas prezam pela possibilidade da mãe permanecer acordada durante o parto, mas sem sentir dor do peito para baixo. Qual (ou quais) será utilizada no parto depende de cada caso. “A aplicação da anestesia é direcionada de acordo com a paciente, seu quadro clínico, a situação do trabalho de parto, entre outros fatores”, afirma o anestesiologista Dr. Oscar César Pires, Diretor do Departamento Científico da Sociedade Brasileira de Anestesiologia (SBA).

A diferença básica entre os tipos de anestesia é o local onde o anestésico é aplicado. “A ráqui é administrada muito próxima aos nervos da medula espinhal”, explica o Dr. Ricardo Goldstein, anestesiologista do Hospital Israelita Albert Einstein. “Já a peridural é colocada em um espaço mais distante e com uma membrana separando-a dos nervos. O duplo bloqueio nada mais é que a combinação entre as duas técnicas: um cateter é colocado dentro do espaço peridural para posterior administração do anestésico durante o trabalho de parto”. Além disso, existe uma diferença de intensidade dos medicamentos e tempo do efeito de cada um: a raquidiana é administrada em menor volume (2 ou 3 ml) e tem efeito total em, no máximo, 2 minutos, enquanto a peridural, que  leva de 7 a 10 minutos para anestesiar a paciente, pode chegar a um volume de até 30 ml.

Assim que a anestesia faz efeito, é realizada uma incisão transversal de aproximadamente 10 cm na pele, por cima do osso púbico (naquela região conhecida como “linha do biquíni”), e outra menor no útero, cortando oito camadas de tecido no caminho. Rompida a parede uterina e a bolsa das águas, o médico tem acesso ao bebê, que é puxado. Fora da barriga, ele é avaliado por um médico, que verificará sua oxigenação, cortará o cordão umbilical e o entregará para o neonatologista, para uma avaliação mais completa. Tudo correndo bem, ele será mostrado à mãe e entregue ao acompanhante, enquanto a placenta é retirada e os pontos são dados em cada uma das camadas de tecido cortadas.

Caso não haja maiores complicações, a cesárea dura cerca de uma hora.

Pós-parto da cesárea
Como toda cirurgia, a cesariana tem uma etapa inevitável: o pós-operatório. A intensidade e duração das dores, desconfortos e limitações da paciente variam para cada pessoa, mas, mesmo nos casos mais simples, o pós da cesárea tende a ser pior que o do parto normal.

O que acontece após a finalização dos pontos varia de hospital para hospital. “Em alguns hospitais, já é uma prática comum permitir que a mãe fique na sala de cirurgia por um tempo maior”, afirma a Dra. Alessandra Bedin. “Dessa forma, assim que ela se recupera da anestesia, já pode segurar o bebê e tentar amamentar em um ambiente mais protegido”. Outras instituições normalmente levam a mãe para uma sala para se recuperar dos medicamentos. Após cerca de uma hora e meia, o efeito passa e a mãe pode segurar seu filho.

Independente dos procedimentos da instituição, a recomendação é que a paciente fique de 6 a 12 horas mais quieta, sem fazer esforço. É necessário ficar, no mínimo, 48 horas internada antes de receber alta, mas esse período pode se estender por até 60 horas ou até mais, em casos em que tenha havido algum tipo de complicação durante o parto.

Desse ponto em diante, o desenvolvimento varia de caso a caso. Segundo a Dra. Lucila Nagata, a dor mais intensa deve passar entre 5 e 7 dias, mas dores menores e desconfortos podem chegar a durar semanas ou até meses. Muitas mulheres que optam pela cesárea por medo da dor do parto normal se alarmam ao saber que não conseguirão evitá-la na cesariana também. “A dor é uma defesa”, explica a Dra. Bedin, “e, a não ser que seja acompanhada por sangramento, é perfeitamente natural”. É necessário lembrar sempre que, ao optar por realizar uma cesariana, você está se submetendo a uma cirurgia e a recuperação, por mais tranquila que seja, terá suas dificuldades.

A Dra. Bedin destaca o uso de medicamentos para ajudar na manutenção desse período: “Com o uso de analgésicos e anti-inflamatórios, o pós da cesárea não é mais o monstro que já foi”, diz ela. No entanto, reconhece que o parto normal apresenta muito menos desconfortos para a paciente, que se sente mais à vontade para se movimentar e cuidar do bebê desde cedo. Ambas as médicas aconselham a utilização da cinta modeladora para amenizar a dor, mas alertam sobre a necessidade de discutir esse uso com o médico antes. Exercícios leves, como yoga, caminhadas e alongamentos, só após 30 dias e apenas com autorização médica.

Camila Lafratta 

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Mamãe que é cliente da Kasa da Gestante ganha prêmios!

Mamãe que é cliente da Kasa da Gestante ganha prêmios!


Mamãe, esses são os últimos dias. Cadastre-se!

Não perca esta oportunidade!

Clique aqui: http://goo.gl/qSVYWp



Beleza em casa na gravidez

cuidados-beleza-gravidez
Getty Images

O período de gestação de um bebê é cheio de ambiguidades: se por um lado nos sentimos poderosas por abrigar uma nova vida, por outro ficamos mais cansadas e sensíveis. No nosso corpo, muitas mudanças acontecem ao mesmo tempo, e pode ser difícil lidar com todas elas. Consulte seu médico para saber que cosméticos você pode continuar usando e o que deve deixar de lado e siga investindo no seu bem-estar. “Nesta fase da vida, cuidar da aparência e da autoestima faz muito bem. Os cuidados devem ser de dentro para fora”, orienta a dermatologista Adriana Vilarinho, de São Paulo. Apesar da correria, do trabalho e dos compromissos sociais, que tal firmar um combinado com você mesma de, sempre que possível, tirar uns minutinhos do seu dia para um ritual de beleza e relaxamento? Todos os tratamentos que propomos a seguir podem ser feitos sem contraindicação e, o melhor, no conforto do seu lar. A ideia é que você utilize esse tempo – que pode ser de apenas 15 minutos – para descansar, conversar com seu bebê e, de quebra, ficar mais bonita. Prepare o ambiente com a luz certa, seu som preferido e aproveite.

Esfoliação
Você pode começar seu ritual com uma esfoliação da pele do corpo, que, além de remover as células mortas, ativa a circulação. Os produtos esfoliantes estão liberados, exceto os que contenham ácidos. No rosto, uma vez por semana é a frequência indicada. No corpo, faça a cada 15 dias ou até mensalmente. “apenas evite esfoliar os seios, para não aumentar a sensibilidade da região”, recomenda Adriana Vilarinho. Outra dica bacana para melhorar a circulação é escovar o corpo. “Dá para usar uma escova dessas de sapateiro, com cerdas macias, e fazer movimentos vigorosos, de baixo para cima e das extremidades para o centro do corpo, caprichando nos locais com mais gordura. Deixe a barriga de fora das escovadas”, ensina Kinha Del Mar, terapeuta ayurvédica e professora de ioga para gestantes, do Espaço Paramita, em São Paulo.

Hidratação e automassagem
Nesta fase da sua vida, a hidratação merece bastante atenção. Depois de um banho com água morna, capriche no uso de cremes e óleos hidratantes e umectantes que contenham na fórmula amêndoa, argan, macadâmia, vitamina E e aloe vera. Nos seios, na barriga, nos quadris, nos flancos e na região lombar, passe o produto mais de uma vez ao dia. "A hidratação não previne 100% o surgimento de estrias, mas uma pele bem hidratada tolera mais a distensão", esclarece Adriana. Você também pode aproveitar o momento de passar o creme para fazer uma gostosa automassagem. A terapeuta corporal Mari Maruyama, da clínica Luiza Sato, em São Paulo, diz que a gestante deve priorizar a região lombar, geralmente bastante sobrecarregada e dolorida. Com a ajuda do creme, deslize as mãos cerradas em movimentos de vai e vem aliviando a tensão. Ao passar o hidratante nas pernas, faça de baixo para cima, com suavidade, proporcionando uma drenagem linfática. "Na barriga, deve ser mais um carinho do que uma massagem", recomenda.

Cuidados com os cabelos
Suas madeixas provavelmente estão fortes e brilhantes por causa dos hormônios da gravidez, mas não deixe de hidratá-los. A cosmetóloga e hair stylist Cris Dios, de São Paulo, ensina o passo a passo de um tratamento para ser feito em casa a cada 15 dias.

1. Lave os cabelos com xampu neutro, mas sem aplicar o produto diretamente no couro cabeludo. Dilua-o em água, na proporção de um para dois. Faça espuma usando a ponta dos dedos, enxágue e repita a operação.

2. Em seguida, esfolie o couro cabeludo para melhorar a oleosidade e retirar os resíduos. Triture no liquidificador sementes de maracujá ou linhaça e coloque em um condicionador bem leve, com 5 gotas de óleo essencial de capim-limão, que é adstringente. Faça uma massagem suave no couro cabeludo e enxágue muito bem.

3. Retire o excesso de água dos cabelos e aplique sua máscara hidratante preferida, acrescida de 5 gotas de óleo essencial de lavanda ou argan. Passe a mistura mecha por mecha, começando pelas pontas, que são mais ressecadas, mas sem ir até o couro cabeludo. Desembarace os fios e massageie-os até o creme penetrar. Deixe agir por pelo menos cinco minutos.

4. Para aumentar o brilho dos cabelos e tirar o cloro, use água mineral para o último enxágue.

Escalda-pés
Ótima maneira de finalizar o seu ritual de beleza, o escalda-pés ajuda a relaxar e diminui o inchaço e as dores que podem surgir nos pés e nas pernas durante a gestação. A base do escalda-pés é água quente, mais ou menos a 37 ºC, em uma bacia ou balde, e um pouco de sal grosso. Mas, para tornar ainda mais relaxante esse momento, a terapeuta ayurvédica Kinha Del Mar dá algumas dicas:

- Inclua algumas gotinhas de óleo essencial de lavanda, que, entre outras propriedades, ajuda a equilibrar o sistema nervoso, aliviar dores de cabeça e diminuir a insônia. Em contato com a água quente, ele vai liberar um perfume delicioso no ambiente.

- Use, de preferência, um balde, para que você possa mergulhar a perna até os joelhos. No fundo do recipiente, coloque pequenos seixos ou bolinhas de gude para massagear a sola dos pés.

- Você também pode preparar um chá de camomila usando as flores, ou mesmo o saquinho, e mergulhar as pernas na infusão.

- Fique no escalda-pés no máximo por 20 minutos. Seque bem os pés e aproveite para hidratá-los. Por fim, evite andar descalça depois para não sentir frio.

Maria Flor Calil