quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Vaidade x Amamentação


Amamentação e vaidade são atitudes que levadas ao extremo podem não combinar. Ainda hoje podemos ver mulheres que não amamentam por medo de seus seios ficarem caídos ou “perderem” a cirurgia de aumento de seios que fizeram antes de engravidar.
As mulheres precisam buscar informações sobre o que faz os seios ficarem flácidos e, o mais importante, sobre os benefícios que a amamentação traz para quem amamenta – mamãe- e, principalmente, para quem é amamentado – bebê.
Vamos esclarecer. Primeiramente, a colocação de prótese de silicone não interfere na amamentação. A prótese é colocada abaixo da glândula mamária, não interferindo na produção e descida do leite e nem na pega correta do bebê.
A amamentação não deforma a prótese e nem deixa o seio torto. Como a prótese é colocada abaixo da glândula mamária, não tem como o bebê deformar ou “furar” a prótese com a boca.
Outra informação importante é que a amamentação não deixa o seio flácido e caído, independente de terem prótese ou não.
O fator essencial para que o seio da mulher se modifique é o genético (se sua mãe tem seios flácidos você também tem maior propensão de ter, independente da amamentação). Outro fator é o número de gestações (quanto mais filhos você tem, maior é o risco de seus seios ficarem mais flácidos, independente da amamentação), isso porque os seios crescem durante a gravidez e o “estica e volta” dos seios faz a pele não voltar como antes.
Os benefícios da amamentação para mamãe e bebê são enormes. Além de evitar alguns tipos de câncer, o vínculo entre mãe e filho é evidentemente maior. Já o bebê amamentado tem seu sistema imunológico melhor, ficando bem menos doente. O risco de ter alguma alergia é menor, assim como é menor também o risco de obesidade e de ter doenças cardiovasculares no futuro, entre outros motivos.
O triste é saber que um estudo da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (SACP) indicou que mulheres com implantes mamários são menos propensas a amamentar seus bebês. Isso porque acham que vai prejudicar o seio.
Amamentar e continuar bonita é possível. As mulheres apenas devem estar bem informadas e por isso é sempre bom expor ao médico dúvidas e medos para que mitos sejam derrubados, principalmente aqueles que podem prejudicar a saúde dos filhos. 
Bruno Rodrigues

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Chupar dedo ou chupeta: sucção não-nutritiva

O bebê que chupa o dedo ou a chupeta deve receber atenção dos pais para que o hábito não se prolongue prejudicando a criança

Chupar dedo ou chupeta é chamado de hábito de sucção não-nutritiva. O ato de sugar satisfaz o bebê afetivamente e gera um sentimento de prazer e de segurança. A sucção é um recurso que o bebê dispõe para se acalmar e é fundamental para o amadurecimento psíquico.
Geralmente a criança deixa de chupar dedo naturalmente. Entretanto, é possível que os pais tomem algumas medidas para evitar que esse hábito se prolongue durante a infância. Se o pequeno levar a mão à boca enquanto dorme e os pais estiverem perto, devem retirá-la com cuidado. Se a criança chupa dedo também durante o dia, enquanto está acordada, é essencial que os pais procurem substituir atividades em que ela fica de mãos vazias, por outras mais criativas como desenhar com lápis, giz, tinta, montar objetos, brincar de massinha de modelar. É interessante que os pais observem em quais situações a criança leva a mão à boca, assim poderão impedir mais facilmente, além de compreender quais circunstâncias geram mais ansiedade e medo, e poder conversar sobre isso com elas.
Pai segurando uma chupeta e bebê deitado - Foto: maxriesgo/Shutterstock.com
Brigar ou colocar substâncias com sabor/aroma fortes no dedo são medidas que não funcionam, além de poderem piorar o hábito. Discutir ou reclamar com a criança, expô-la na frente de terceiros, desencadeará mais ansiedade o que culminará no dedo na boca. Os pais devem proporcionar à criança um ambiente seguro e tranquilo, para que aos poucos ela possa substituir o hábito de chupar dedo para outras atividades que use as mãos. Se o pequeno não abandonar esse hábito com o passar do tempo pode ser útil levá-lo a um profissional. Crianças mais velhas devem ser levadas a um fonoaudiólogo, que em sua avaliação verificará a necessidade de um encaminhamento ao psicólogo.
E a chupeta? Até os dois anos a chupeta não deve ser vista somente como vilã, uma vez que ela conforta a criança na ausência do seio materno. Em geral, chupar dedo pode ser mais nocivo que chupar chupeta, uma vez que a chupeta pode ser jogada fora, esquecida, tirada pelos pais, enquanto o dedo está sempre disponível. É importante que os pais criem o hábito de tirar a chupeta da boca da criança depois dela dormir.
Mas, como acabar com o uso da chupeta? O processo pode ser iniciado com a visita a um odontopediatra. Existem alguns recursos que os pais podem lançar mão na hora de eliminar o uso da chupeta: avisar, aos poucos, que está chegando a hora de parar de chupar chupeta, propondo que a criança escolha outro acessório mais adequado para sua idade; evitar que o objeto fique tão disponível como antes (ofereça apenas na hora de dormir, por exemplo); criar histórias (fazer uso da fantasia sem medo!).
O ideal é que esse processo seja gradual e com colaboração da criança, minimizando os traumas,  evitando que se altere seu equilíbrio físico e psicológico. Os pais tem que ser pacientes e carinhosos, compreendendo o papel afetivo da chupeta na vida da criança!
Maria Cecília Schettino

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Imunidade em alta para o seu bebê

Os bebês nascem com o sistema imunológico cru. Assim como as habilidades de andar e de falar, essas defesas amadurecem com o tempo e à medida que a criança entra em contato com vírus e bactérias. Tanto que muitos pediatras acham comum que, até os 2 ou 3 anos, os pequenos apresentem de sete a oito infecções anuais. Especialmente se freqüentam desde cedo berçários e creches, onde a convivência com outras crianças e com os funcionários da instituição normalmente se encarrega de socializar as viroses. "O recém-nascido já tem o arcabouço de seu sistema de defesas pronto.

Mas é como um livro em branco onde ele irá escrever as receitas de como combater as infecções e outros agentes estranhos a seu organismo", explica Victor Nudelman, pediatra e imunologista do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. "A criança pode preencher as páginas em quatro ou em dez anos. Depende da exposição que terá a microrganismos potencialmente perigosos." Não é possível nem aconselhável manter o bebê numa redoma, evitando que pegue gripes e resfriados, porque são essas experiências que o ajudam a esculpir suas defesas. Mas o ideal é moderar essa exposição, especialmente no primeiro ano de vida, para não sobrecarregar o organismo ainda "inexperiente".Não significa, porém, que você deva ficar de braços cruzados esperando que seu filho escreva sozinho o livro de sua imunidade. Existem várias recomendações que, colocadas em prática já, o ajudarão a fortalecer suas defesas. Vamos a elas:

Valiosas regras de higiene
Lavar as mãos antes de pegar o bebê e esterilizar chupetas, mamadeiras, copinhos e brinquedos que vão à boca são cuidados que evitam a superexposição de seu filho a germes, bactérias e vírus. "Esses conceitos básicos muitas vezes são deixados de lado", observa a neonatologista Alice Deutsch, do Albert Einstein. Da mesma forma, convém evitar que pessoas gripadas fiquem muito perto do bebê nos primeiros meses. São precauções simples que preservam um pouco suas defesas ainda frágeis.

Proteção em cada mamada
Não é de hoje que você ouve dizer que não há nada melhor para o bebê do que o leite materno. Tanto que os especialistas recomendam que a criança seja alimentada exclusivamente com ele até os 6 meses de vida. Pois aí vai outro forte motivo para insistir nessa tecla: além de todos os nutrientes importantíssimos para o crescimento de seu filho, seu leite é fonte de várias substâncias que fortalecem as defesas dele. A começar pelo colostro, aquele líquido ralo dos primeiros dias. Uma das poderosas substâncias que ele contém é a imunoglobulina IgA, um anticorpo que se espalha pela mucosa intestinal infantil formando uma barreira bioquímica que impede a penetração no organismo de bactérias perigosas.Outra substância vital é o oligossacáride, um açúcar que estimula a proliferação de uma flora intestinal também disposta a combater tais bactérias. "Com essas substâncias, a criança amamentada fica mais protegida contra problemas como a diarréia", explica o pediatra Fábio Ancona Lopez, professor de nutrologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp).

O leite materno também injeta no organismo do bebê milhões de glóbulos brancos, a principal célula de defesa do nosso corpo. "Além de tudo isso, é fonte dos chamados fatores inespecíficos, substâncias que potencializam o desempenho dos glóbulos brancos e dos anticorpos produzidos pela criança", completa. Mas não se desespere se não conseguir suprir as necessidades de seu filho até os 6 meses preconizados pelos pediatras - situação bastante comum entre mulheres que voltam ao trabalho depois da licença-maternidade. "Um período de quatro meses de amamentação exclusiva já é considerado satisfatório pela Organização Mundial de Saúde", tranqüiliza Lopez.

Frutas e legumes têm a força
O efeito é indireto, mas igualmente importante. Assim como o corpo, para se fortalecer o sistema imunológico precisa de vitaminas e sais minerais. "Eles ajudam a modular as reações químicas necessárias para a produção de anticorpos. Ou seja, se o organismo dispõe desses nutrientes nas quantidades ideais, consegue produzir uma resposta imunológica mais rápida", explica Nudelman. Uma alimentação balanceada, especialmente rica em frutas e legumes, principais fontes de vitaminas e sais minerais, é, segundo Ancona Lopez, suficiente para dar uma força extra - e preciosa - às defesas do pequeno. A maneira de conseguir isso é engatar um programa esperto de desmame, oferecendo a ele uma boa variedade de alimentos sólidos.

O poder restaurador do descanso
Pesquisas neurológicas mais recentes garantem que boas horas de sono são imprescindíveis para fortalecer o sistema imunológico. "Estudos feitos com ratos mostraram que depois de 72 horas sem dormir eles apresentavam alto risco de contrair infecção generalizada", diz o neurologista Mauro Muszkat, coordenador do Núcleo de Atendimento Neuropsicológico Interdisciplinar da Universidade Federal de São Paulo. A explicação é simples. Em primeiro lugar, se não dormimos direito, produzimos mais hormônios do stress, que acabam prejudicando o desempenho das células de defesa do organismo. Segundo, é durante o sono que fabricamos uma quantidade maior de substâncias que estão diretamente ligadas tanto à produção de anticorpos quanto ao desempenho dessas células. Portanto, certifique-se de que seu bebê durma o suficiente: de 16 a 20 horas por dia, no caso dos recém-nascidos; de 14 a 15 horas, incluindo as sonecas diurnas, para os bebês de 6 meses a 2 anos. Cuidar para que a criança tenha um sono de qualidade também é importante. O que significa proporcionar a ela um ambiente tranqüilo, sem barulho, com luz reduzida e que não incida em seu rosto.

Carteirinha de vacinas em dia
Elas são uma maneira de expor a criança ao agente infeccioso de forma controlada e, com isso, dar ao sistema de defesa a oportunidade de fabricar os anticorpos. Dessa forma, quando o bebê for exposto à bactéria ou ao vírus de verdade, seu organismo já terá como combatê-lo ou no mínimo amenizar os efeitos. "A maioria das vacinas utilizadas nos calendários de imunização recomendados pelos médicos e pelo governo tem eficácia próxima a 100%", diz o pediatra Roberto Bittar, da Cliap - Clínica de Imunização Pediátrica, de São Paulo. Para que seu filho se beneficie dessa proteção, porém, é fundamental vaciná-lo nas datas indicadas.O roteiro de prevenção começa com a vacina contra a hepatite B, cuja primeira dose deve ser dada ainda na maternidade. O mesmo vale para a BCG, que imuniza contra a tuberculose. A partir daí, você traça com o pediatra o caminho a seguir. Hoje em dia, quem tem disponibilidade de pagar um pouco mais para imunizar o filho em instituições particulares conta com vacinas de última geração, que apresentam várias vantagens. As combinadas, que reúnem num único produto a proteção contra várias doenças, estão nesse grupo. "A tendência é cada vez mais produzir vacinas com o maior número de combinações possíveis. Dessa forma, diminuímos o número de injeções que a criança toma e a necessidade de visitas freqüentes aos locais de imunização", observa Bittar. Um exemplo disso é a vacina conhecida como pentavalente, que engloba a Salk (contra poliomielite), a tríplice (coqueluche, difteria e tétano) e a Haemophilus influenzae (meningite e infecções generalizadas). Ela é dada em quatro doses: aos 2, 4 e 6 meses, com reforço aos 18 meses. São portanto quatro picadas. Se optar pelas convencionais, seu filho terá que tomar 12 picadas. A Haemophilus influenzae inaugura ainda outra conquista: graças aos avanços tecnológicos que incorporou, pode ser aplicada já a partir dos 2 meses de vida. Antigamente, apenas crianças de 2 anos ou mais receberiam esse tipo de imunização. "Aí ela já não era tão necessária, pois as crianças correm maior risco de contrair as infecções que essa vacina previne justamente nos dois primeiros anos", conclui Bittar.

Como funcionam nossas defesas
Nossa estratégia de defesa começa com a pele, que reveste o corpo e barra os agentes agressores externos. "Mas é em nosso organismo que estão os soldados mais especializados em combater infecções e outras doenças", afirma Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. O exército mais numeroso é composto de glóbulos brancos, células "patrulheiras" que percorrem nosso corpo à procura de vírus, bactérias e outros invasores que possam causar algum dano. Identificando algum deles, elas imediatamente disparam uma ordem para a produção de anticorpos, as imunoglobulinas, cuja missão é eliminar o inimigo. Esses soldados de ataque são altamente especializados: para cada agente infeccioso, o sistema imunológico tem que bolar uma "receita" específica de anticorpos. "Se é a primeira vez que o organismo do bebê identifica o microrganismo, levará algum tempo para preparar a resposta. Mas automaticamente ele irá memorizá-la e, da próxima vez em que o vírus aparecer, será mais prontamente combatido", explica Sáfadi.

As armas que ele recebe ainda no útero
Nos últimos três meses de gestação, a mãe passa uma provisão de anticorpos para o bebê que o protegerá nos primeiros 6 meses de vida. "São anticorpos contra as doenças que ela já teve ou contra as quais foi vacinada, como o sarampo. Depois eles perdem a validade e caberá ao bebê fabricar as próprias defesas", esclarece Marco Aurélio Sáfadi, pediatra e infectologista do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Esse é mais um dos motivos para que a mãe faça um pré-natal caprichado e se previna contra os riscos de ter o filho prematuramente. "Os bebês prematuros são ainda mais vulneráveis a infecções, porque não contam com essa proteção imunológica adquirida ainda no útero", diz a neonatologista Alice Deutsch, do Hospital Israelita Albert Einstein, também em São Paulo.

A magia do toque
Que a massagem aprofunda o vínculo entre mãe e bebê pouca gente duvida. Mas vários estudos tentam verificar se esses toques teriam a capacidade de fortalecer o sistema imunológico da criança. "Existem indícios de que a massagem desencadeia alterações no sistema nervoso central, que teriam como reflexo a ativação ou modulação das defesas da criança", observa a enfermeira e psicomotricista Maria das Graças Barreto Silva, coordenadora do Grupo de Massagem e Estimulação de Bebês, do departamento de enfermagem da Universidade Federal de São Paulo. Mesmo que os efeitos na imunidade não tenham ainda comprovação científica, não custa tentar: no mínimo, será um momento de prazer compartilhado entre mãe e filho.


[bebe.abril]

quinta-feira, 25 de setembro de 2014

É virose!

É muito comum a criança amanhecer manhosa, com choro, um pouco febril e sem aquela disposição de sempre. E os pais, ao procurarem um pediatra, escutam a frase clássica: “é uma virose.” Afinal, o que é essa tal virose? Segundo especialistas, trata-se de um grupo de doenças causadas por vírus, cujos sintomas mais comuns são justamente a febre, a falta de apetite, o abatimento – ou prostração, como costumam dizer –, irritabilidade, dores de cabeça e no corpo todo, vômitos, espirros, coriza, tosse e, em alguns casos, até mesmo diarreia e feridas na boca e na pele – incômodos que podem aparecer isoladamente ou combinados e que variam conforme os vírus causadores e do órgão ou sistema atingidos.

Os vírus mais comuns são o rinovírus, do resfriado comum; enterovirus, da gastroenterite aguda; sincicial respiratório, causador da bronquiolite viral aguda; os da família Herpes Virus, da varicela ou catapora e gengivoestomatite; e influenza (gripe). Por isso, as viroses mais comuns são aquelas do trato respiratório, principalmente a rinofaringite aguda, mais conhecida como resfriado comum.

“As chamadas viroses banais ou benignas, em que os sintomas são menos intensos e a criança preserva seu bom estado geral, podem durar até sete dias”, explica o pediatra Sergio Eiji Furuta, da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp). “Nesses casos um bom exame clínico dispensa testes complementares, de laboratório, que geralmente são traumatizantes para as crianças.”

Segundo pediatras, a febre não se manifesta com a mesma intensidade em todos os tipos de doença e nem de maneira igual em todas as pessoas. Porém, de maneira geral, é possível afirmar que, nas viroses respiratórias a febre é baixa, em torno de 38 graus, persistente, principalmente nos primeiros três dias da doença. “Um elemento que pode auxiliar a família num julgamento preliminar – mas que não dispensa a avaliação do pediatra – é o estado geral da criança. Em regra, aquelas ativas e bem dispostas durante a enfermidade, principalmente nos intervalos em que está sem febre, tendem a apresentar diagnóstico de menor severidade”, explica Guilherme Sargentelli, pediatra do Prontobaby - Hospital da Criança, do Rio de Janeiro.

A temperatura do pequeno, aliás, é um aspecto importante para os médicos diferenciarem uma virose de doenças bacterianas ou outras mais graves. Em caso de infecção, a febre geralmente é alta e contínua, muitas vezes não cedendo nem com o uso de antitérmicos. “Nas viroses, a febre geralmente é baixa, cede com antitérmicos ou banhos, piora à noite e dura poucos dias. A criança não fica muito abatida. Bem diferente das infecções bacterianas, nas quais a febre costuma ser alta e contínua, com muita prostração, perda de apetite, só melhorando com antibióticos”, explica Furuta.

Nada de pronto-socorro

Segundo os médicos, é preciso ter muita calma nessa hora. Não há necessidade de correr para o pronto atendimento, assim que surgir o primeiro sintoma de virose. O ideal, segundo a pediatra Márcia Martins Marquesan, do Serviço de Controle de Infecção do Hospital da Criança Conceição, de Porto Alegre, é buscar o atendimento pelo pediatra da criança e não correr ao serviço de emergência. “Se a criança fica bem nos períodos sem febre, consegue brincar, alimentar-se, mesmo que em menor quantidade e não apresenta nenhum sinal de gravidade, como falta de ar,  pequenas manchas vermelhas na pele, vômitos, desidratação e irritabilidade excessiva, os pais podem aguardar de 24 a 48 horas por uma consulta com o seu pediatra”, diz. Segundo ela, quando o médico já conhece a criança, sabe como fica seu estado quando adoece e isso facilita o diagnóstico e o tratamento.

Embora, para muitos, o mais adequado pareça ser procurar ajuda no pronto socorro numa hora dessas, não é. Como explicam os pediatras, esses serviços de emergência devem ser preservados para o atendimento a casos graves e urgentes. “E como a procura é grande, o pediatra de plantão nem sempre tem tempo para explicar direitinho aos familiares o que é uma virose”, destaca Sergio Furuta. Além disso, segundo eles, as famílias e profissionais devem caminhar em direção ao estreitamento da relação médico-paciente em ambulatórios para o acompanhamento de rotina. “Esse vínculo permite, por exemplo, informação, segurança e tranquilidade suficientes para enfrentar situações como essas”, reforça Guilherme Sargentelli.

Como a virose é geralmente benigna, o tratamento consiste no controle dos sintomas: antitérmicos ou banhos, quando há febre, repouso em vez de maior esforço físico, hidratação adequada e alimentação leve. É necessário ressaltar que a dieta deve ser de fácil digestão, preferencialmente líquida, com leite, laticínios e sucos naturais de frutas. E tudo isso conforme as medidas prescritas pelo pediatra. O importante, como destaca Sergio Furuta, é nunca dar  antibióticos por conta própria à criança, porque esses medicamentos não combatem problemas causados por vírus e, ainda por cima, aumentam a resistência bacteriana.

E apesar de muitos pais fazerem de tudo para proteger seus filhos de todas as doenças, inclusive as de menor gravidade, é impossível evitar doenças virais. “É normal a criança apresentar episódios de doenças virais ao longo da infância. Dentro de uma média geral da população infantil, isso não constitui nenhum comprometimento do sistema imunológico”, ressalta Guilherme Sargentelli.

Para Márcia Marquezan, mais importante que tentar “blindar” a criança contra a troca de vírus no ambiente de convívio com outras crianças, é o incentivo a hábitos de higiene, como lavar as mãos, objetos e brinquedos, e o uso individual de utensílios como mamadeiras, copos, chupetas. Além disso, evitar a ida da criança à escola enquanto estiver doente, principalmente logo no começo dos sintomas, quando a transmissão dos vírus é mais intensa. “O sistema imunológico infantil vai se fortalecendo com o passar do tempo, principalmente depois dos 2 ou 3 anos de idade. Hábitos saudáveis de higiene, alimentação adequada, aleitamento materno, vacinação em dia e não exposição ao tabagismo no ambiente doméstico são essenciais para a saúde das crianças em qualquer faixa etária, principalmente quando o sistema imunológico ainda é imaturo”.

Para Furuta, uma maneira eficaz de prevenir as doenças virais é a vacinação. “Pena que não existem vacinas disponíveis para todas as viroses”, lamenta. Assim, as crianças devem ser mantidas em ambientes arejados, ventilados, sem a troca ou utilização conjunta de copos, talheres, toalhas e lenços. E, se apresentarem uma virose e ainda não tiverem sido avaliadas e liberadas pelo pediatra, não devem ser encaminhadas à escola. Assim, evita-se o contágio da doença pelos coleguinhas – as viroses são transmitidas desde o início dos sintomas – e também de não adquirir outro tipo de infecção, principalmente bacteriana, enquanto o organismo estiver debilitado pela virose.

O desaparecimento dos sintomas também depende do tipo de vírus. Em geral, a febre desaparece depois de três dias. Os demais vão enfraquecendo até que, depois de sete dias, não haja mais vestígios.

Cida de Oliveira.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Banho de ofurô para o bebê

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Thinkstock/Getty Images

A banheira é um dos presentes mais tradicionais para a lista de presentes do bebê, mas o item vem disputando espaço com o baby balde, também conhecido como ofurô de plástico. Criado em 1997 por obstetras e parteiros de maternidades da Holanda, o baldinho oferece ao recém-nascido (e bebês de até 6 meses de idade) uma transição tranquila do útero para o mundo. Segundo especialistas, quando os pequenos entram em contato com a água na hora do banho, logo se lembram do meio aquático do útero, um lugar fechado, escuro, quente e seguro. Como o ofurô remete a essa sensação intrauterina, os banhos sãos mais tranquilos e acalmam os bebês. "Eles ficam em posição fetal, com pernas e braços encolhidos, submersos do pescoço para baixo e relaxam automaticamente", revela Ana Cristina, parteira do Gama - Grupo de Apoio à Maternidade Ativa.

As diferenças em relação a uma bacia comum aparecem na sua base interna bem arredondada, nas alças e nas bordas reforçadas — adaptações realizadas para aguentar o peso da criança. Alguns pediatras notaram esses benefícios e chegaram a adotar o banho de balde até nas maternidades.

Como dar banho em recém-nascidos
Nas primeiras semanas, você pode envolver o corpo do seu bebê com uma manta fina de algodão e banhá-lo enroladinho, para promover ainda mais a sensação de aconchego. Na hora da higiene, retire a manta e passe o xampu e o sabonete. Nas primeiras vezes, o banho pode ser dado por dois adultos. Enquanto um segura o bebê pelas axilas, o outro se encarrega de lavar a criança com suavidade. Quando o bebê começa a ficar mais "durinho", torna-se mais fácil para a mamãe dar o banho de balde sozinha.

Dica
A mãe também pode optar por dar o banho de higiene na banheira e destinar o ofurô apenas para ocasiões em que o bebê esteja mais agitado, com aquele chororô, para acalmar o pequeno. Mas nada impede que você dê o banho no ofurô todos os dias até o bebê completar seis meses de vida ou mais — hoje já existem opções para crianças de até 4 ano de idade!

Márcia Bindo

terça-feira, 23 de setembro de 2014

Dentro do útero, o bebê em ação

É gostoso saber que o seu filhote, conforme vai crescendo dentro da barriga, exercita-se, esticando as pernas e braços, abrindo e fechando as mãos, pegando e soltando o cordão umbilical. Ele gira em torno dele mesmo, muda de posição o tempo todo e gosta de ouvir seu coração. Pois é, mamãe, quando ele escuta o bate-bate, fica calminho, calminho. “Isso só acontece depois da 10ª semana, quando ele se torna um feto. Antes disso, é considerado embrião e fica apenas flutuando naquela piscina chamada útero”, explica o médico Breno José Filho, chefe de serviço da Obstetrícia do Hospital São Lucas da PUCRS, no Rio Grande do Sul. “Antes das oito semanas, tudo é muito lento”, reitera  a médica Rita Sanchez, da equipe da Medicina Fetal do Hospital Israelita Albert Einstein, na capital paulista.

Por esse motivo, apenas 8% dos movimentos do bebê, desde a sua formação até a hora do parto, são notados pelos pais. Os demais 92% passam despercebidos. E quanto mais o pequeno se mexer, mais saudável ele estará. “A diminuição dos movimentos é um sinal de alerta, pois pode significar carência de glicose ou oxigênio. Nessa condição adversa, o feto tentará economizar energia e ficará quieto”, avisa. Mas, para se assegurar de que tudo está em ordem, basta manter os exames em dia e curtir essa animação toda do seu bebê.

Bate, bate, coração
O coraçãozinho é um dos primeiros órgãos a aparecer no corpo do embrião, mas, pera lá, é difícil de ouvir seus batimentos. “Por meio de exames realizados com ultrassons de última geração, é possível escutá-los a partir de seis semanas. Sem tanta tecnologia, somente a partir da 12ª semana”, estima Rita.

Dedinhos na boca
Não raro, o feto chupa o dedo do pé, da mão, às vezes o braço todo e coça as genitálias. Nada fora do comum! “Quanto mais ações ele fizer dentro do útero, maiores serão os indícios de que ele está saudável. A primeira pergunta que faço às mamães que chegam ao meu consultório é: como está o movimento do bebê”, afirma José Filho. E se você pensar: mas ele não vai engasgar? Não! Segundo a médica Rita Sanches, o reflexo de sucção está sendo treinado gradativamente. “Mesmo que ele não coloque o dedo na boca, podemos ver o movimento de sucção da língua e a deglutição do líquido amniótico. Não há problema quanto a isso. É como se fosse um treinamento para mamar e não significa, necessariamente, que a criança vai chupar dedo depois de nascer”, tranquiliza.

De olhinhos bem abertos!
O que você faz quando abre os olhos dentro de uma piscina? Fecha rapidamente, pois a água incomoda, certo? O feto também! A partir de 23 semanas, o bebê pode piscar lá dentro do útero, mas conseguimos ver esse movimento geralmente no final da gestação, com piscadas bem mais rápidas que no mundo aqui fora. “É tudo muito escuro ali. Eles abrem e fecham repetidamente, mas não dói, não coça e nem faz mal”, garante Breno.

E de ouvidos aguçados!
Pois é, mamãe: o feto começa a escutar a partir da 33a semana e não para mais. Ele escuta tudo lá dentro do seu corpo: o intestino, seu coração, respiração,estômago... “E também os sons externos, que chegam alterados, abafados. Experimente ouvir algo dentro de uma piscina: deve ser assim que o feto escuta”, compara Rita. Por outro lado, pesquisas feitas em hospitais e universidades mostram que o feto consegue reconhecer o timbre desses sons, após o nascimento. “O que eles mais ouvem é o batimento cardíaco da mãe, durante os 9 meses, portanto, é o que vai acalmá-lo, pois ele lembrará desse som e se sentirá seguro. É por isso que eles ficam quietos quanto os seguramos no colo e encostamos no peito”, esclarece a médica. E não é só isso: de acordo com Breno, eles podem se acostumar com sons que relaxam, como uma música, por exemplo. “Sempre oriento as mamães que coloquem, próximo à hora de dormir, uma música leve”.

Falando em hora de dormir...
“O feto dorme tranquilo na barriga da mamãe. Mas, nem sempre a soneca coincide com a dela. É um soninho leve e de curta duração”, explica Breno. Como flagrar o descanso? Com exames da frequência cardíaca do feto, que podem ser feitos a partir da 20ª  semana. Eles conseguem mostrar em que momento do dia seu bebê gosta de tirar um cochilo.

Estica daqui, estica dali, boceja e soluça!
De acordo com a ginecologista e obstetra Flávia Fairbanks, do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo, a partir da 10ª semana gestacional, o feto pode se exercitar, esticando pernas e braços, abrindo e fechando as mãos, segurando o cordão umbilical... O bocejo e soluço também são comuns durante a gestação. “Eles aparecem mais acelerados do que os de uma criança ou adulto. Estudos apontam que existem dois tipos de movimentos: os grosseiros, como o pontapé e as cabeçadas, que são os mais fortes que a mamãe sente. E os movimentos mais finos, que são a maioria e, muitas vezes, nem são perceptíveis”, distingue o professor.

Muita conversa e massagem
Quando alguém toca na barriga, ele sente. Quando fazem um exame de ultrassom, ele sente. Quando a mãe conversa com o feto, nossa, ele sente muito mais! “Se a posição não permite que o médico veja alguma parte do corpo, é possível balançar o transdutor (dispositivo utilizado para realizar o ultrassom) e o feto responde mexendo e, muitas vezes, “chutando o ultrassonografista”. Se a mãe deita de lado e comprime a barriga, encostando nele, irá reagir chutando. O bebê não está obrigatoriamente incomodado, apenas percebe que mexeram com ele”, explica Rita. A movimentação diária da mãe, levantando, sentando, deitando, faz com que a parde uterina toque o feto várias vezes e isso proporciona a ele uma ideia de que há algo “ massageando-o” . Já quando escutam a mamãe conversando, sente-se protegido. “Por isso é tão importante massageá-lo quando bebê. O gesto transmite segurança. Quando são gêmeos, sabem que há algo do lado deles chutando, e a membrana que os separa funciona apenas como um “ lençol” entre eles. Quando nascem e ficam no berço sozinhos, devem pensar: cadê aquele que me chutava a toda hora? Por isso, é importante colocar os gêmeos pelo menos algumas horas por dia no mesmo berço, encostadinhos”, aconselha a médica.

Antes de ficar nervosa, pense nele!
“Quando a mãe fica tensa, provoca uma descarga de adrenalina, o hormônio do estresse, no sangue, que pode passar para a placenta e acelerar o batimento cardíaco do feto. Ela pode ter contrações também, o que não seria bom ocorrer precocemente”, avisa Rita.

Alessandra Bedin.

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Cuidados na segunda gravidez

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Getty Images

Ter um segundo filho envolve muitas questões emocionais, financeiras e, principalmente, físicas. Portanto, mesmo que o casal ainda não tenha decidido se aumentará a família no futuro, a mulher deve começar a preparar o corpo para uma possível segunda gestação logo depois do parto. Manter o peso ideal depois da primeira gestação e deixar controladas as doenças prévias, como diabetes ou hipertensão, é fundamental para engravidar novamente sem problemas. “Estar com a saúde estabilizada é a chave do sucesso para uma gravidez tranquila”, afirma Sérgio Floriano de Toledo, professor mestre de Obstetrícia da Faculdade de Santos e diretor da Sociedade de Ginecologia e Obstetrícia do Estado de São Paulo.

Depois de ter gestado um bebê por nove meses, o organismo da mulher sofre algumas alterações que podem interferir na próxima gestação. Ela geralmente fica com as mamas e a musculatura abdominal mais flácidas (é por isso que a barriga da segunda gestação aparece mais rápido), tem maior acúmulo de gordura na região da bacia e pode sofrer com as varizes nas pernas. Além disso, os tecidos do períneo (em caso de parto normal da primeira gestação) e a parede abdominal (no caso de cesárea) precisam de um tempo para se recuperar do parto, segundo o ginecologista e obstetra Carlos Dale, da Federação Brasileira de Ginecologia e Obstetrícia. A mulher deve respeitar o puerpério, período de repouso após o parto, para que esses tecidos completem a cicatrização de maneira adequada. Isso deixará seu corpo mais preparado para a próxima gestação e poderá influenciar no tipo de parto que terá.

Sem surpresas
O intervalo entre uma gestação e outra deve ser levado em consideração, e ele deve ser de pelo menos um ano. “Quando esse tempo é curto demais, o organismo materno pode não estar pronto, do ponto de vista anatômico, hormonal e emocional, para gerar uma nova vida, podendo causar até aborto”, alerta o Sérgio Toledo. Mesmo que, na segunda vez, a mulher não sofra tanto com as alterações emocionais e a ansiedade, é preciso preparar bem o corpo. Assim como foi feito na primeira gravidez, isso evitará surpresas e problemas ao longo dos nove meses. Fora os exames básicos de rotina, existem alguns cuidados que as mulheres precisam tomar exatamente por se tratar da segunda gestação. A seguir, mostramos o checklist completo de tudo o que deve ser feito cerca de três meses antes de engravidar:

Exame ginecológico
O Papanicolau (coleta de células) e a colposcopia (que vê o colo do útero através de um aparelho) devem ser feitos para verificar se a mulher já está preparada para uma nova gestação e também para prevenir o câncer ginecológico. Esses exames devem ser feitos anualmente por todas as mulheres.

Ultrassom mamário e mamografia
Nas mulheres com menos de 35 anos, o ultrassom nas mamas identifica possíveis nódulos e alterações no tecido mamário. O exame é indicado para as jovens, pois o tecido dos seios é mais denso. Nas mais velhas, a mamografia cumpre essa função. O exame usa a radiação e a compressão moderada dos seios para analisar o tecido, que terá mais gordura com o passar dos anos.

Hemograma
Fazer um exame de sangue completo é essencial para a mulher que quer engravidar, principalmente para identificar a anemia. Os níveis de ferro no sangue da futura mãe devem estar normalizados, já que no início da gestação a produção de sangue da mulher aumenta de 20% a 40%.

Sorologia
O exame de sangue também deve analisar as sorologias de praxe, como toxoplasmose, hepatites, Aids, sífilis e rubéola. Caso a sorologia dê negativa (ou seja, a mulher não tem anticorpos contra essas doenças), deve-se procurar um posto de vacinação, atualizar as vacinas e realizar novamente o exame.

Tipagem sanguínea
Analisar a tipagem sanguínea da mãe depois da primeira gestação é muito importante para descobrir se a mulher produziu o fator Rh. É ele que causa a eritroblastose fetal, quando o corpo da mãe destrói as hemoglobinas do bebê e pode levar à morte. Se na primeira gestação a mulher gerou um feto com Rh diferente do dela, deverá tomar, logo após dar à luz, uma injeção de gamaglobulina, que acaba com os anticorpos produzidos contra o fator Rh do feto.

Urocultura
A coleta da urina deve ser feita para eliminar a possibilidade de a mulher ter alguma infecção urinária antes da gestação. A urocultura analisa também qual o antibiótico indicado para o tratamento, se necessário.

Ácido Fólico antes e durante
Mesmo com todas as indicações para o consumo do ácido fólico antes e durante a gestação, uma pesquisa realizada pelo professor de obstetrícia e especialista em medicina fetal Eduardo Borges da Fonseca mostrou que apenas 13,8% das mulheres tomaram a vitamina antes de engravidar. Deve-se ingerir ácido fólico de 30 dias antes da fecundação até o fim da 12ª semana de gestação. Essa medida simples previne a malformação do tubo neural do feto, evitando a anencefalia e a espinha bífida (quando os nervos da medula espinhal ficam expostos). Hoje, um a cada mil bebês nasce com um desses problemas no Brasil. O uso do ácido fólico diminui os riscos em até 75%.

Preparo mental
Ter o segundo filho exige muito do corpo da mulher, mas as mudanças emocionais serão mais suaves do que na primeira gravidez. O medo do parto é menor, você sabe que o enjoo vai passar e que ver o barrigão crescer é indescritível. Mas, assim como a primeira gravidez é cheia de novidades, a segunda também trará situações inéditas para você.

Amor de mãe
Aquela história de que sempre cabe mais um é verdade. Você não amará menos o seu segundo filho. A relação de vocês pode ser diferente da que você tem com o primeiro, mas isso não significa menos amor ou uma situação ruim.

Ciúme
O primeiro filho terá de se adaptar a um bebê, que exige cuidados e atenção. A família pode enfrentar um período difícil enquanto o primogênito descobre o irmão. Mas, com algumas técnicas simples, tudo entrará nos eixos: permita que o irmão mais velho participe da escolha do nome e deixe-o brincar com outros bebês.

Tempo
Do mesmo jeito que você se organizou com a chegada do primeiro filho, conseguirá se adaptar ao segundo. Lembre que agora você já não é mais inexperiente, e saberá lidar melhor com as situações.

Mari Sivelli.