segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Cuidados com as mamas antes e durante a amamentação

As mamães, principalmente as de primeira viagem, ficam muito ansiosas em relação à amamentação. São tantas dúvidas que surgem. Elas acham que vai machucar o bico do seio, que não vão conseguir amamentar e que o peito pode empedrar. São histórias que normalmente chegam aos seus ouvidos muitas vezes sem clareza.

Vamos falar sobre eventuais dores na mama. Durante a gestação, a aréola do peito já se modifica para receber a boca do bebê. Ela fica mais escura e a pele dessa região um pouco mais grossa e menos sensível. Para ajudar, a mamãe pode tomar sol na região durante 15 minutos por dia, evitando o sol das 10h da manhã até as 16h.
Pode também durante o banho passar uma bucha macia (nada de bucha áspera, tem que ser macia), sem esfregar, ou depois do banho passar a toalha de banho na região, massageando. Isso vai ajudando a região a ficar menos sensível.
Depois que o bebê nascer, não passe nenhum produto para limpar ou hidratar as mamas, principalmente na região das aréolas, que é onde o bebê deve abocanhar. “O leite materno é o melhor produto para hidratar”, informa a fonoaudióloga Jamile Elias.
Não precisa passar álcool para esterilizar o bico antes de o bebê mamar: o próprio leite já faz essa função. As mamas estão um pouco ressecadas ou começando a rachar, leite materno nelas. Passe o leite, espere secar e depois coloque o sutiã. Na hora do banho a mamãe pode lavar as mamas com sabonete e depois enxaguá-las com bastante água.
O sutiã deve sustentar as mamas, com alças mais largas, de preferência de algodão, que são mais confortáveis.
As mamas estão empedrando? Nada de colocar compressa de água quente. No começo pode aliviar, mas logo depois piora. O recomendado é fazer compressa de água fria para aliviar.
Nunca se esquecendo de que rachaduras e empedramento podem ser consequências de uma má pega do bebê no peito. A boca do bebê deve ficar bem aberta e abocanhado praticamente toda a aréola da mamãe. Se abocanhar só o bico pode machucar e o bebê terá dificuldade de retirar o leite.
Anatomia seio para amamentação e a posição correta da pega - Foto: Alila Medical Media/Shutterstock.com
Lembre-se que a amamentação pode ser um período maravilhoso na vida da mãe e do filho. Consulte profissionais da saúde, como médicos pediatras, ginecologistas, fonoaudiólogos e enfermeiros.
Bruno Rodrigues

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

Os 10 poderes da amamentação

Amamentar é bom para o bebê e para a mamãe.

Os benefícios ao pequeno e a mamãe são incalculáveis. Em 10 pontos, vamos dar uma dimensão de como esse ato pode favorecer o desenvolvimento dos dois. A amamentação adequada reforça o vínculo entre mãe e filho. Saiba mais sobre o poder da amamentação:

1 - Amamentar Desenvolve o sistema imunológico do bebê.

- O leite materno contém células anti-infecciosas capazes de proteger o organismo do bebê contra infecções, como as intestinais e otites, evitando assim diarreias.

2 - Amamentar Ajuda no desenvolvimento da fala.

- Veja que interessante. A posição da boca nos mamilos provoca a estimulação de pontos articulados responsáveis pela produção dos fonemas (sons).

3 - Amamentar Estimula o crescimento e desenvolvimento adequado da musculatura oral, ajudando na respiração, deglutição e mastigação.

- Uma criança que tenha problemas na respiração pode ter prejudicado o seu sono, concentração e memória. A musculatura oral adequada remete a um bom desenvolvimento da fala.

4 - Amamentar Fortalece o vínculo mãe e bebê

- O contato com a mãe pelo aleitamento materno faz com que o bebê se sinta mais seguro e tranquilo, evitando choro e ansiedade. Além disso, a mamãe se sente menos estressada.

5 - Amamentar Diminui o risco de alergia

- Crianças alimentadas no peito da mãe têm menos risco de terem asma. Outro estudo revela que crianças que desde cedo tomam o leite de vaca aumentam a probabilidade de se tornarem alérgicas, já que as proteínas desse leite estão associadas à dermatite, rinite, sinusite e amigdalite.

6 - O Leite Materno É o alimento mais completo para o bebê

- A mamãe não precisa se preocupar em complementar a alimentação. Nem ao menos se preocupar em oferecer água. O leite materno é completo. Não precisa de mais nada. Apenas a amamentação de forma errada faz com que o bebê não consiga todo o leite, tornando-se incompleta.

7 - Amamentar Evita doenças futuras

- Um bebê amamentado no peito pode evitar durante sua vida algumas doenças como obesidade, diabetes e hipertensão. 

8 - Bebê que Amamenta Dificilmente o bebê terá anemia

- as concentrações de ferro no leite materno é bem maior que em qualquer outro tipo de leite e seu filho não precisará de complemento de ferro para evitar anemia.

9 - Amamentação Evita cólicas

- o leite materno tem proteínas que são facilmente digeridas pelo organismo do bebê. Isso não acontece com o leite de vaca que tem proteínas de difícil digestão.

10 - Amamentar diminui risco de câncer de mama

- Pesquisadores da Espanha descobriram que as mulheres que amamentam seus filhos por mais de seis meses têm menos chances de desenvolver câncer de mama.
Bruno Rodrigues

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Quatro grandes dúvidas sobre amamentação

1- O peito vai "cair"

Um dos primeiros fatores que levam uma mulher a não querer amamentar mesmo antes de querer ter um filho é a afirmativa que os peitos caem depois de amamentar - Não é a amamentação que faz os peitos caírem. Tem o fator genético, se sua mãe tem o peito caído a sua chance é maior de ter também. E o outro fator é que a pele da região dos seios quando cheios de leite estica e isso pode fazer com que os peitos cedam um pouco depois que o leite seca, amamentando ou não o seu filho.
Bebê sendo amamentado - Cardaf / ShutterStock

2- Amamentar dói

Outro inimigo é a dor - Muitas mamães têm medo de sentir dor porque já escutaram amigas relatando dor ao amamentar e outras passam por isso e desistem de amamentar. A dor só aparece quando a posição e a pega do bebê no seu peito estão incorretas e por isso machuca o bico do peito. As informações sobre aleitamento adquiridas antes do nascimento e na maternidade são importantíssimas para que isso não ocorra. Com uma boa pega e posição correta não há dor, mesmo que o bico já esteja machucado. Sempre tem a sogra, a mãe da nova mamãe ou a tia que sempre tem uma dica, uma superstição e até opinião distinta sobre como amamentar seu filho. Aí a mamãe fica no dilema de qual regra seguir ou segue todas e nada dá certo. Mamãe e bebê ficam nervosos e não há amamentação que funcione. Fique calma, agradeça as dicas, siga o que acha importante, mas sempre adote as orientações que aprendeu com os profissionais especializados.

3- O leite da mãe é fraco e por isso o bebê chora de fome

Nem sempre quando o bebê chora é fome e NÃO EXISTE LEITE FRACO - Muitas mulheres acham que isso existe. Cada mulher produz o leite adequado para o seu filho. O bom é que o leite materno é digerido quase que totalmente pelo organismo do bebê e depois de duas a quatro horas ele vai querer novamente. Diferentemente do leite em pó ou de caixinha que têm componentes mais pesados. A digestão fica lenta e o bebê consequentemente dormirá mais depois da ingestão do leite artificial. Podemos comparar quando comemos uma feijoada, dá uma preguiça depois.

4- A mamadeira é mais prática e alimenta mais

LEITE MATERNO É MUITO MELHOR do que o leite de vaca - A geração anterior, das nossas mães, apresentava resistência à amamentação, já que prendia a mulher em casa e estavam numa época de liberdade da mulher. Para quê amamentar se existe a mamadeira. Os benefícios do leite materno não eram tão divulgados e a liberdade era mais importante. Tanto a TV como o cinema incentivavam a mamadeira. Criou-se essa imagem de que a mamadeira com o leite artificial é melhor e que se propaga até hoje por falta de informações.
O sucesso da amamentação depende de força de vontade, determinação e informação. Não é fácil amamentar, mas com ajuda e bons profissionais amamentar exclusivamente até os seis meses da criança vira fichinha.
Bruno Rodrigues

quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Xixi na cama, de novo!

O problema do xixi na cama sempre despertou preocupação aos pais, mais pelo desconforto do que propriamente pela gravidade. Imaginava-se que era um problema que passava sozinho. Porém, o pipi na hora errada pode ser um sinal de que a criança está com problemas de auto-estima e precisando de ajuda.
A enurese noturna é o “principal vilão” dos lençóis. Trata-se de um problema no qual a criança não consegue controlar a urina durante a noite enquanto dorme. “E isto pode ser um problema na medida em que inibe e impossibilita uma autonomia social por parte da criança”, afirma a psicóloga Patrícia Camargo.
A enurese é caracterizada quando a criança faz xixi na cama pelo menos duas vezes por semana, durante três meses seguidos, após ter completado cinco anos de idade. E pode ser primária, onde a criança ainda não consegue o controle urinário, ou, secundária, quando consegue o controle urinário após um período aproximado de seis meses, mas perde novamente, estando ligado a fatores emocionais ou orgânicos.
O fator hereditário é um dado importante, pois crianças com um dos pais enuréticos (que tiveram esse problema na infância) têm 40% de chance de serem enuréticas. Se ambos forem enuréticos, as chances aumentam. A torneirinha aberta de noite também está relacionada a outros fatores estressantes, tais como mudança de lar, separação dos pais, nascimento de irmão, etc.
Fazer pipi antes de nanar! - Outros aspectos comportamentais são muito bem recebidos pela enurese. Pense duas mil vezes antes de oferecer bastante líquido à noite ao seu filho, pois é um prato cheio ao xixi, assim como a falta de hábito de ir ao banheiro antes de dormir pode ser refletida de madrugada, com a cama encharcada de pipi. Acompanhe-o até o banheiro antes de dormir, adotando esse ritual por muito tempo.
“Os pais precisam ter consciência de que a criança não faz xixi na cama porque quer e certamente está precisando de ajuda psicológica e médica. Eles têm um papel importante na recuperação da auto-estima dos filhos e devem saber que as cobranças e humilhações só irão agravar o problema”, relata Patrícia.
Tem como evitar? - Existem várias maneiras de suavizar e de curar a enurese, começando pelo modo como a criança é tratada, com respeito e sem assumir a culpa pela falta de controle urinário. No entanto, a criança deve estar ciente de que é a única responsável pelos progressos no tratamento, devendo se sentir compreendida e apoiada.
O apoio psicológico é fundamental para ajudar no tratamento, pois está ligado à auto-estima, a resolução de conflitos pessoais e familiares. Não é válido brigar com o filho por ter feito xixi fora de hora (até porque já é tarde). É muito melhor incentivá-lo a não repetir a mesma cena no dia seguinte. Isso auxilia na motivação da criança.
“Os fatores que influenciam a manter ou cessar o sintoma de enurese dependerá da estrutura emocional da criança, da maneira com a qual os pais tratam a questão e do tempo de duração. Pois a ansiedade, a angústia e o sentimento de culpa podem agravar o problema”, alerta a psicóloga.
Para evitar o quadro da enurese na criança, no que se refere a fatores psicológicos, é importante que a auto-estima seja trabalhada antes mesmo que ela comece a dar os primeiros passos. É na forma como a mãe se relaciona com a criança, quando ela ainda está em seu colo, que começa a se desenvolver a auto-estima.
Nunca perca o controle na hora de discutir a questão. Xixi na cama não é um bicho de sete cabeças. A criança precisa ser protegida, cuidada, ensinada e compreendida. Jamais ser repreendida por tal problema.
Bruno Rodrigues

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

10 conselhos valiosos sobre vacinação

A importância de cada dose, quando vacinar prematuros e mais oito dicas preciosas para manter a imunização do seu filho em dia.
1. Seu filho deve estar saudável na hora de ser vacinado. Porém, doenças leves, não febris, não devem ser causas de atrasos vacinais.

2. Se na aplicação da primeira dose de qualquer uma das vacinas a criança manifestou uma reação alérgica grave, é preciso pedir orientação ao pediatra antes de administrar as próximas doses.

3. Siga à risca as recomendações médicas após determinadas vacinas. Um dos efeitos possíveis da vacina tríplice viral, por exemplo, é diminuir temporariamente o número de plaquetas no sangue. Nessa circunstância, medicamentos à base de ácido acetil-salicílico, de efeito analgésico, são contra-indicados, pois podem estimular sangramentos.

4. Os pais de bebês prematuros devem tomar cuidados adicionais em relação à vacinação dos pequenos. Não se dá aos prematuros vacinas feitas com vírus vivos. “O objetivo é não dar margem às reações”, afirma a pediatra Soraya Malafaia Colares, supervisora técnica da Clínica de Vacinas do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A vacina BCG não é feita em crianças com menos de dois quilos. No caso da vacina contra a Hepatite B, ela é aplicada, mas não se considera como feita e é repetida mais tarde.

5. Não atrase o dia da vacinação. Esta é a única maneira de garantir que a criança esteja sempre protegida. No caso da vacina do rotavírus, o prazo precisa ser especialmente respeitado: a segunda dose só pode ser aplicada até os 5 meses e 1 semana. Nesse caso, a recomendação se deve porque a vacina só foi testada e aprovada para essa faixa etária. Além disso, a vacinação é a melhor maneira de evitar as doenças infecciosas mais comuns e graves da infância. Antigamente, muitas dessas doenças matavam de forma corriqueira, e foi a vacinação em massa que fez com que a ameaça diminuísse. Com as vacinas, tornou-se possível prevenir, se antecipar aos microorganismos e, assim, dar uma vida mais tranquila aos pequenos.

6. É importantíssimo que a mãe esteja com a criança durante a vacinação por, pelo menos, dois motivos: para dar segurança ao pequeno e para ser orientada sobre as possíveis reações da vacina e como proceder nesse caso.

7. Recomenda-se que a criança esteja vestida com uma roupa confortável e fácil de ser tirada, para facilitar na hora da picada.

8. Depois de tomar as vacinas, as crianças podem voltar normalmente para a escolinha ou berçário, mas é importante que os cuidadores sejam avisados de que a criança foi vacinada.

9. Se a família está saindo de viagem, deixe a vacina para a volta ou se programe para fazê-la uns dias antes. Não é recomendado viajar com a criança recém-vacinada.

10. As vacinas que são feitas em mais de uma dose devem ser dadas com o intervalo mínimo de dois meses. A razão disso está no funcionamento do nosso sistema imunológico. A cada dose da vacina (que é feita justamente com pedaços dos microorganismos que causam as doenças), o nosso sistema imunológico identifica esses pedaços do potencial agressor e produz anticorpos contra eles. Dois meses é o prazo para se ter essa “resposta” do organismo. Com uma dose, alcança-se um determinado nível de proteção. Com a segunda dose, a proteção aumenta ainda mais, pois os níveis de anticorpos vão ficando mais altos. Com a terceira dose, em muitos casos, chega-se à proteção completa.

[Suzana Dias - bebe.abril]

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Amamentar é preciso.

Calma e persistência, além da pega correta, são fundamentais para o sucesso da amamentação

Peito dolorido, leite vazando e os palpiteiros de plantão dizendo que o bebê está chorando de fome. Isso sem falar no cansaço por ter de acordar de madrugada. Amamentar não é tão natural – ou instintivo – quanto parece. Mas a boa notícia é que os problemas fisiológicos (como o mamilo invertido) que possam atrapalhar o aleitamento são raros, ou seja, a maior parte das mulheres está apta a ao aleitamento. Então, por que apenas 41% das crianças brasileiras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são amamentadas nos primeiros seis meses de vida? “A principal dificuldade é a pega (a maneira como a criança abocanha o seio da mãe) de maneira correta”, afirma Luciano Borges, pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Isso porque, de acordo com o especialista, se o bebê não sugar corretamente, pode machucar a mama e/ou mamar pouco. Além de sentir dor (ou até mesmo ter uma inflamação por causa de uma fissura no seio), a mulher começa a achar que seu leite é insuficiente ou, pior, que ele é fraco. Outra consequência da pega incorreta é o bebê engordar menos do que o esperado, por não estar mamando o quanto deveria. E aí, quem é que vai ter coragem de dizer não ao pediatra, se ele sugerir o complemento com fórmula infantil? Calma! Veja, a seguir, dicas para você aprender a amamentar (isso mesmo) e enfrentar as dificuldades que vão surgir.


Como preparar (e cuidar) dos seios

Por causa dos hormônios, a pele dos mamilos sofre mudanças já na gravidez: eles ficam escuros e espessos. Ainda assim, vale a pena tomar sol na região para deixá-los mais resistentes. Passe hidratante apenas em volta das aréolas. Quando você já estiver amamentando, aproveite o efeito bactericida do leite e espalhe um pouco nos bicos, depois de cada mamada. Use absorventes de seio (e troque-os com frequência) para evitar que o sutiã fique úmido. Caso sinta os seios doloridos por causa do excesso de leite, você pode ordenhá-los manualmente ou com a ajuda de uma bomba ou extrator.


A tal da pega correta

Para sugar da maneira certa, o bebê tem de abocanhar toda a aréola (e não apenas o bico do seio). Dessa forma, o mamilo vai ficar próximo ao céu da boquinha dele. Os lábios da criança devem estar bem abertos, sendo que o inferior fica virado para fora, e o queixo encostado na pele da mãe. Se ela insistir em sugar apenas o bico, retire-o (coloque um dedo no canto da boca para “desprendê-la”) e comece de novo. Outra técnica eficaz é segurar a mama com a mão em forma de concha (faça um “C” ao redor da aréola) enquanto o seu filho está mamando.


Se rachar…

Caso note alguma fissura, converse com o médico. Ele pode indicar o uso de pomadas específicas ou apenas orientá-la a mudar de posição, de modo que a boca do bebê não toque na rachadura. “Mas na impossibilidade de amamentar a criança por alguns dias, o leite deve ser dado em um copinho e jamais na mamadeira”, alerta Borges, da SBP. Isso porque ela é mais fácil de sugar e o bebê pode recusar o peito, uma vez que se acostume com o acessório.


Onde amamentar

Já que o lado emocional tem tanta influência, principalmente no início, amamente em um local tranquilo. O ideal é uma cadeira ou poltrona, com apoio para os braços da mãe. A almofada de amamentação também é útil, mas você substituí-la por um travesseiro.


Conselho? Não, obrigada

Cerveja preta, canjica, água para matar a sede do bebê. Todo mundo tem uma dica imbatível sobre amamentação e muitas vezes elas são apenas mitos (como no caso das três que citamos) e só nos deixam mais inseguras. Acontece que o estresse pode influenciar na produção de leite, por isso, tente manter a calma. O apoio do companheiro e da família é fundamental: converse com eles e veja como podem ajudar. Seja trocando a fralda do bebê depois da mamada ou levando-o até você durante a madrugada. Lembre-se de que o primeiro mês de amamentação é crucial. Passado esse período de adaptação, tudo vai ficar mais fácil.



[Natura Mamãe e Bebê]

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Como combater uma febre alta e persistente

A febre não é uma doença e, sim, um sintoma que mostra que devemos ficar alertas. Ela vive cercada de mitos e às vezes são usados métodos poucos ortodoxos para combatê-la. A seguir, esclarecemos as principais dúvidas para que não só as crianças mas também os adultos possam dormir em paz.

O que é
Segundo a chefe de neonatologia do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre, Desirée de Freitas Valle Volkmer, a febre é uma reação do organismo. "O processo acelera a produção de glóbulos brancos e de substâncias que combatem infecções. A elevação da temperatura faz parte do processo natural de combate." A temperatura corpórea considerada ideal varia de 36°C a 36,7°C. "Geralmente, ela é mais baixa pela manhã e mais alta no fim da tarde ou à noite. Alterações de até 1 grau podem ser absolutamente aceitáveis em condições normais", esclarece. É por isso que, quando a temperatura está entre 37°C e 37,5°C, a criança está subfebril ou com febrícula. A febre é caracterizada por temperaturas acima de 37,5°C a 37,8°C.

Por que aparece
O sintoma pode estar associado a uma série de doenças, mais comumente infecções bacterianas ou virais. De acordo com Sergio Eiji Furuta, especialista em pediatria e homeopatia e diretor da Associação Paulista de Homeopatia e da Associação Médica Homeopática Brasileira, o aumento da temperatura pode ser decorrente também de episódios corriqueiros, como excesso de roupas ou até exposição solar. "Como o sistema imunológico da criança é mais imaturo, ela tende a apresentar primeiro sintomas inespecíficos, como febre, perda de apetite, dores no corpo, mal-estar, para depois apresentar o quadro mais específico de localização da infecção", afirma Anna Julia Sapienza, pediatra do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo.

Primeiro episódio
Se for a primeira febre do bebê, vale a pena telefonar para o pediatra para se tranquilizar e receber orientações, não apenas a respeito de remédios mas do que precisa ser supervisionado na criança: ânimo, apetite e sede, por exemplo. Enquanto não é detectada a causa da febre, é possível tentar diminuí-la com um antitérmico indicado pelo médico com base no peso da criança. Aumentar a ingestão de líquidos também é recomendado.

Como agir
Se a criança apresentara temperatura acima de 37,5°C, afrouxe as roupinhas e tire o excesso de casacos e mantas. Espere 30 minutos para medir a temperatura novamente. Se continuar mais alta que o normal, entre em contato com o pediatra, que vai orientar sobre o que deve ser feito, especialmente no caso de bebês de menos de 3 meses. Dependendo dos sintomas associados e do estado da criança, ele pode recomendar um antitérmico ou solicitar que ela seja levada para uma consulta de emergência.
No caso de criança com mais de 1 ano, Furuta orienta observar a evolução da febre e o comportamento dela nos primeiros dois dias. "As doenças infantis febris geralmente melhoram em alguns dias, mesmo sem tratamento. Deve-se procurar atendimento médico se o pequeno ficar abatido, na cama, sem querer brincar e, principalmente, se ele se queixar de dor de cabeça intensa, insuportável." A febre deve ser sinal de alerta quando, além da indisposição, a criança apresentar dificuldade para ingestão de líquidos, dor de cabeça, vômitos ou convulsão, manchas na pele, desconforto respiratório e extremidades frias. Se após 48 horas a febre persistir em intervalos menores que seis horas mesmo com a administração de antitérmicos, convém levá-la ao pediatra. "O melhor é que ela seja avaliada no consultório, e não no pronto-socorro, onde entrará em contato com outros pacientes, podendo contaminá-los ou ser contaminada por outra infecção", alerta Anna Julia.

Soluções caseiras
Segundo Anna Julia, o famoso banho frio deve ser substituído por um morno. "Banhos frios ou com álcool fazem com que a sensação de frio nos sensores de temperatura da pele mande uma mensagem ao cérebro para que eleve ainda mais a temperatura corporal." O banho pode até ajudar a trazer alívio, mas deve estar associado ao antitérmico. "No caso de persistência da febre após uma hora e meia do uso do antitérmico, pode ser utilizado outro de tipo diferente." Mas é sempre bom ligar pedindo ao pediatra que indique o melhor substituto.

Associação com doença mais graves
Na maior parte dos casos, a febre é sintoma de infecção não muito grave, que, se tratada de forma correta e rápida, é curada em alguns dias. Mas existem algumas doenças que, se não forem detectadas a tempo, podem trazer riscos à vida da criança, como broncopneumonia e meningite bacteriana.
A febre pode vir associada ainda à alta de temperatura abrupta seguida de convulsão, com palidez, enrijecimento dos músculos e perda da consciência. "Nesse caso, retire objetos que estejam na boca da criança, como chupeta ou alimentos. Não a segure, mas tente mantê-la com a cabeça de lado para evitar que se engasgue com a saliva", orienta Desirée. "Tente marcar quanto tempo a convulsão durou, pois é uma informação importante para o médico."

Febre persistente
Caso a febre persista por mais de 48 horas, o pediatra deve ser consultado. Se houver episódios recorrentes, como várias vezes por mês, o médico precisa investigar outras causas associadas ao sintoma, como doenças ligadas a reumatologia, oncologia, hematologia ou quadros infecciosos atípicos que, se não tratados, podem se generalizar. A partir daí, o diagnóstico dessa criança deve ser feito também por um especialista da área em que se encaixa o quadro clínico. Assim, é possível delimitar a causa da febre mais precisamente e prosseguir com o tratamento imediato

[Paula Montefusco/Revista CLAUDIA Filhos]