segunda-feira, 6 de julho de 2015

Quando posso começar a dar água ao bebê? E chá?

Bebês de 0 a 6 meses

Em geral, um bebê pequenininho não precisa tomar água. Até os 6 meses, há um consenso entre os pediatras de que NÃO se deve dar água para bebês que mamam no peito. Pode imprimir esta página, se quiser, para mostrar para todas aquelas tias e parentes preocupados porque você ainda não deu água para a "pobre criança".

O leite materno, além de todas as suas qualidades conhecidas, tem o teor de sais minerais inferior às formulas lácteas, o que o torna suficiente para uma boa hidratação, sem necessidade de água adicional. Nos dias mais quentes, o que ocorre é que aumenta a necessidade de o bebê mamar mais vezes (e, como consequência, a mãe precisa ingerir uma quantidade bem maior de água).

Para os bebês que tomam fórmula, as opiniões dos especialistas são divergentes. Há quem defenda que a água com que se prepara a fórmula já é suficiente. Outros pediatras, porém, lembram que essas fórmulas podem conter sódio (sal), e por isso vale a pena dar um pouco de água na chuquinha, mamadeira ou copinho, especialmente se estiver muito calor.

Antes de dar água ao bebê de menos de 6 meses, converse com o pediatra do seu filho. Lembre-se de que a água precisa ser filtrada, fervida e resfriada.

Bebês de menos de 6 meses têm estômagos pequenos. A água pode acabar saciando a criança e ocupando o lugar do leite. Além disso, o excesso de água (inclusive diluindo demais a fórmula em pó, quando se coloca mais água que o recomendado na embalagem) pode atrapalhar a digestão.

O mesmo vale para a oferta de chás, como erva-doce, camomila e cidreira. Eles são basicamente a mesma coisa que a água comum, podendo interferir na aceitação do leite quando oferecidos em excesso ou com muita frequência.

Em algumas situações -- como quando o bebê fica vomitando sem parar --, o médico pode recomendar que você dê um preparado especial para evitar a desidratação, como o soro caseiro ou soluções reidratantes vendidas em farmácias.

Bebês de 6 meses a 1 ano

Depois dos 6 meses, você pode dar água ao bebê quando ele estiver com sede, mas não exagere. Prefira dar alguns goles depois das refeições, principalmente se ele tiver comido papinha salgada.

Água demais pode acabar ocupando o lugar que deveria ser da comida no estômago.


Crianças de mais de 1 ano

Quando a criança faz 1 ano, você pode liberar a água. Ela já tem a alimentação parecida com a de um adulto, e pode tomar água o quanto quiser.

Dê bastante água nos dias quentes e secos para evitar a desidratação, e também sempre que ela estiver com febre.

Mas, claro, se você notar que seu filho toma um copão de água antes do almoço e depois não come nada, é melhor permitir só um golinho antes da comida e o resto depois.

[brasil.babycenter]

sábado, 4 de julho de 2015

Como cortar as unhas do bebê

Se não estiver muito calor, você pode colocar luvinhas ou até meias nas
mãos do bebê. Com o passar dos dias as unhas ficam um pouco mais rígidas, e será mais fácil apará-las. Mas isso sempre terá de ser feito com muito cuidado. As unhas das mãos crescem tão rápido que você pode ter de cortá-las mais de uma vez por semana. As dos pés exigem menos frequência.

Como cortar a unha do bebê sem levar o dedo junto?

O jeito mais fácil de aparar a unha do bebê é simplesmente tirar o excesso com as mãos. Elas são tão molinhas que o excesso sai sem resistência. Ou você pode usar tesouras ou cortadores de unha especiais para bebê, com pontas arredondadas. 

Pode ser que seja mais fácil executar a operação com a presença de dois adultos: um segura o bebê, para que ele não se mexa demais, e o outro corta a unha. (Você também pode tentar cortar as unhas do seu filho quando ele estiver mamando ou dormindo.) Pressione para baixo a ponta dos dedos dele para diminuir o risco de pegar a pele, e segure firme a mão do seu filho enquanto corta. 

As unhas são tão pequenas que é difícil cortá-las de forma arredondada, para que os bebês não se arranhem com os cantinhos. 

Um truque é fazer esses pequenos aparos "roendo" as pontinhas das unhas do bebê. Sua língua é muito mais sensível que qualquer tesoura, e o bebê não vai reclamar de colocar a mãozinha na sua boca. Pode parecer meio animalesco, mas funciona! Depois de executada a tarefa, lave as mãos do bebê

brasil.babycenter.com

sexta-feira, 3 de julho de 2015

12 motivos por que o bebê chora tanto

Todo bebê chora. Bebês completamente saudáveis são capazes de chorar entre uma e três horas por dia no total, sem que haja nada de anormal. Como não podem fazer nada sozinhos, os bebês precisam dos outros para conseguir a comida, o calor e o conforto de que precisam. 

Chorar é o único jeito que o bebê tem de comunicar essas necessidades. No começo, pode ser desesperador tentar descobrir exatamente qual necessidade é essa: ele está com fome? Com frio? Com sede? Com tédio? Quer colo? Com o tempo, porém, você vai começar a distinguir um pouco melhor cada choro do bebê. 

À medida que vão crescendo, os bebês aprendem outros meios de se comunicar conosco. Aperfeiçoam o contato visual, fazem barulhinhos e até sorriem. Tudo isso reduz a necessidade de choro. Os motivos mais comuns para o chororô dos bebês estão na lista abaixo. Se seu bebê não para de chorar, experimente ir seguindo a lista item a item. 

Mesmo que nada dê certo, você vai ficar com a consciência mais tranquila de saber que fez tudo o que podia para consolar seu filho. 

1. Preciso comer

A fome é o motivo mais comum para um recém-nascido chorar. Quanto mais novo for o bebê, maior é a probabilidade de ele estar chorando de fome. O recém-nascido tem o estômago pequeno, que não aguenta uma quantidade muito grande de leite. 

É bom aprender a identificar os primeiros sinais da fome antes do choro: colocar a mão na boca, ficar "procurando", ficar inquieto. Aí você já oferece o leite e evita que o bebê fique nervoso. 

Se o bebê chorar, tente oferecer leite. Pode ser que ele não pare de chorar na hora, mas deixe-o mamar. Conforme o estômago dele for se enchendo, ele deve se acalmar. Caso o bebê já esteja de barriga cheia e continue chorando, talvez esteja querendo dizer a próxima coisa da lista. 

2. Estou com a fralda suja

Há bebês que não estão nem aí se a fralda está com cocô -- é um quentinho gostoso --, e há outros que querem ser trocados na hora, principalmente se estiverem com a pele irritada. Verifique a fralda do seu filho e troque-a, se necessário. Talvez isso resolva o choro, portanto sempre vale a pena tentar. 

3. Estou com sono

Seria ótimo se os bebês simplesmente fechassem os olhos e dormissem sempre que estivessem cansados, mas muitas vezes eles não conseguem fazer isso. 

Quanto mais cansado fica, mais irritável e agitado o bebê fica, e aí é mais difícil dormir. Procure colocá-lo para dormir aos primeiros sinais de sono: olheiras, irritabilidade, olhar caído, esfregação de olhos ou orelha. 

Saiba mais sobre como colocar o recém-nascido para dormir. 

4. Preciso arrotar

Quando o bebê chora depois de mamar, principalmente se estiver deitado, pode ser que tenha um belo arroto "entalado". 

Leia o artigo sobre por que é importante colocar o bebê para arrotar e veja o vídeo com as melhores posições para arrotar. 

Basta colocar o bebê na vertical e dar uns tapinhas nas costas. Se depois de uns dez minutos não der certo, pode ser o item seguinte. 

5. Estou com dor de barriga

Como o sistema digestivo do bebê ainda é imaturo, ele pode chorar de cólica, devido a gases ou porque está com dificuldade de fazer cocô. 

Em alguns casos, o bebê chora porque sofre de refluxo, ou seja, o leite fica voltando mais do que o normal e provoca dor e desconforto. 

Normalmente os pais conseguem distinguir a causa da dor quando se trata de dor de barriga. O bebê fica vermelho, ou chora logo depois de mamar. 

Consulte o pediatra para ver o que pode fazer para aliviar a dor, como o uso de gotas antigases. Leia mais no artigo sobre a cólica no bebê. 

Você pode fazer uma massagem, colocar bolsa de água quente na barriguinha do bebê, fazer movimentos de bicicleta com a perninha ou dar alguma coisa para ele sugar (a chupeta ou o seio), pois o movimento de sucção relaxa e alivia a dor. Só atenção para não usar esse expediente o tempo todo, para o bebê não começar a usar seu peito só como chupeta. 

6. Preciso de colo

Há bebês que precisam de mais colo para se sentir seguros. Crianças um pouco mais velhas já se acalmam só de ver você no quarto ou ouvir sua voz, mas os pequenininhos precisam do contato físico. Se seu filho está alimentado, de fralda trocada, e continua chorando, pode ser que só esteja querendo colo mesmo. 

Se seu filho for da turma do colinho, você pode usar outras estratégias, como o canguru ou o sling (uma espécie de rede), que mantêm o bebê perto de você mas liberam suas mãos para fazer outras coisas. 

Recém-nascidos também estranham ficar "soltos" num espaço muito grande. Você pode ter mais sucesso se deixá-lo enrolado numa manta leve. ou colocá-lo num local mais aconchegante que o berço, como um moisés ou o carrinho. 

7. Estou com frio! Estou com calor!

Certos recém-nascidos detestam ficar pelados para a troca ou para o banho. Não estão acostumados a sentir o contato do ar com a pele e preferem ficar de roupa. Se seu bebê for um desses, você logo vai aprender a trocar a fralda em velocidade recorde, para acabar com as reclamações. 

Por outro lado, tome cuidado para não exagerar nas roupas, senão a criança vai ficar com calor. Um bom jeito de verificar a temperatura do bebê é sentir a barriga dele. Se ela estiver quente e suando, tire um pouco de roupa. Se ela estiver fria, agasalhe-o mais. Não vá pelas mãos e pelos pés, porque eles tendem a ficar mais frios que o resto do corpo. 


8. Tem uma coisinha me incomodando

Bebês pequenininhos podem ficar incomodados fácil, com um elástico muito apertado da roupa, uma dobra na fralda ou um fio de cabelo seu que se enrolou no dedo do pé ou da mão. 

Dê uma boa inspecionada no bebê para ver se não tem nada incomodando. Troque a posição dele, tire a meia, olhe dentro da fralda, veja se não há uma etiqueta ou algo áspero na roupinha. 

9. Tem dente nascendo

O nascimento dos dentes é um longo processo que incomoda bastante alguns bebês. Se seu filho está chorando mais do que o normal, experimente sentir a gengiva dele com seus dedos. Você pode se surpreender. 

Os primeiros dentinhos costumam surgir entre os 4 e os 7 meses, mas podem chegar bem antes ou bem depois. Leia mais sobre o nascimento dos dentes. 

10. Preciso de menos estímulo

Pais de bebês maiorzinhos conhecem a situação: o bebê tem um ataque de riso e emenda com um ataque de choro! Os estímulos do mundo às vezes são demais para os bebês. 

Um dia cheio de visitas e atividades pode deixar o recém-nascido muito excitado, e ele tem dificuldade para "desligar". O excesso de estímulo -- luzes, barulho, passar de colo em colo -- pode deixar o recém-nascido inquieto. 

O bebê fica difícil no fim do dia, ou quando a casa está cheia. Talvez o bebê esteja só dizendo: "Chega". Experimente levá-lo para um lugar calmo, reduzindo o nível de estímulo. Pode ser que ele ainda chore mais um pouco, mas que depois finalmente se tranquilize e durma. 

11. Preciso de mais estímulo

Há bebês que não gostam de silêncio. Ficam mais calmos em meio a muita gente, observando a movimentação. Também não gostam de escuro. Experimente ligar música no quarto do bebê, ou levá-lo para um passeio no carrinho, e estacionar num lugar onde ele possa ver as pessoas. 

Para esses bebês, o sling ou canguru é uma boa saída, pois a criança fica exposta ao seu movimento e aos barulhos que cercam você. 

12. Não estou me sentindo nada bem

Se nada deu certo, é inevitável começar a pensar que talvez o bebê esteja com alguma dor. Quando o bebê está com dor, ele chora num tom diferente do choro normal -- pode ser um choro mais desesperado, ou mais gritado. Por outro lado, para um bebê que chora bastante por natureza, o silêncio é que pode ser o sinal de que há algo errado. 

O mais importante é lembrar que você conhece o seu filho melhor que qualquer outra pessoa. Se você sentir que há alguma coisa errada, verifique a temperatura para ver se ele não está com febre e observe-o bem. Se não passar, converse com o médico. 

Profissionais de saúde podem tranquilizar você sobre o choro, para que você tenha certeza de que a causa não é física. Para mais orientações, consulte nosso texto sobre quando procurar o médico. 
O choro parece não ter motivo. E agora?

Existem crianças que simplesmente choram muito (assim como há as que dormem muito, falam muito, se movimentam muito). Também é questão de temperamento. 

Um bebê que passa o tempo todo chorando não está se prejudicando, mas com certeza está descabelando a família inteira (e os vizinhos também). Se seu filho continua infeliz, mesmo com todos os esforços para entender o porquê do choro, não deixe de ler nossa matéria o que fazer quando o bebê chora sem motivo. 

brasil.babycenter.com

quarta-feira, 1 de julho de 2015

Como saber se o leite de quem amamenta é suficiente


Como seria bom se o peito fosse transparente, com os risquinhos indicando quantos mililitros de leite já foram tomados! Nas primeiras semanas, é difícil não se perguntar se o bebê está obtendo todo o leite de que precisa. A dúvida fica maior ainda se ele quer mamar o tempo todo ou se não se acalma depois.

Depois do primeiro ou segundo dia de vida, em que o bebê está mais sonolento, é normal ele parecer que está sempre com fome. Isso porque ele provavelmente está sempre com fome, já que o leite materno é digerido bem rápido.

A maioria dos recém-nascidos quer mamar entre 8 e 15 vezes ao dia depois do quarto dia de vida, e no fim da primeira semana esse número costuma se estabilizar em entre seis a oito mamadas (ou seja, mais ou menos de três em três ou de quatro em quatro horas).

Saiba também que o intervalo entre as mamadas, o tempo que o bebê fica no peito e a quantidade de choro não são indicadores suficientes para medir se ele está mamando bem ou não, porque variam muito de criança para criança.

Entre outros, alguns sinais de que ele está mamando direitinho são:

  • O bebê mama no mínimo de seis a oito vezes por dia nas primeiras três semanas.
  • As mamas esvaziam e ficam mais macias depois que o bebê suga.
  • Após a mamada, ele se mostra relaxado e satisfeito.
  • O número de fraldas molhadas começa a aumentar a partir do quinto dia. Num período de 24 horas, o bebê deve ter molhado entre seis e oito fraldas. 
  • (Nas fraldas descartáveis, para saber se ela está bem "xixizada", compare o peso da fralda usada ao de uma fralda seca. Ela deve estar mais pesada.) A urina do bebê deve ser clara e sem cheiro.
  • Você percebe que o bebê engole o leite, quando o observa mamando.
  • O bebê faz cocô amarelo-mostarda ou mais escuro. A partir do quinto dia depois do nascimento, as fezes devem começar a clarear.



Meu bebê acabou de nascer e não tenho leite. E agora?

É importante saber que o leite de verdade só começa a ser produzido depois do segundo ou terceiro dia após o parto, independentemente de o bebê ter nascido por cesariana ou parto vaginal. Os bebês nascem com uma reserva de energia, já prevendo essa "demora".

Todos os recém-nascidos perdem, nos primeiros três dias, entre 5 e 10 por cento do peso com que nascem. Isso é normal.

Na primeira semana, não adianta forçar muito a barra para estabelecer horários para as mamadas. Você e o bebê ainda estarão se acostumando, por isso seja flexível e dê o seio quando ele pedir.

Depois que o leite desce, entretanto, o bebê deve começar a engordar. Uma pesagem no consultório do pediatra, ao fim da primeira semana, por exemplo, já pode ser comparada ao peso com que o bebê saiu da maternidade para ver se ele está começando a ganhar peso.

Existem indícios que mostram que talvez ele não esteja recebendo o tanto de leite de que precisa. A desidratação é bem rara nos recém-nascidos, mas é importante conhecer os sinais de que o bebê está mamando bem para alertar o médico se alguma coisa parecer errada.

Quais são os sinais de alerta de que meu filho não está mamando o suficiente?

Há motivo de preocupação se:

  • O bebê não começar a repor o peso que perdeu após o parto. Ao fim da primeira semana, ele já deve estar começando a ganhar algum peso (não em relação ao peso com que nasceu, mas em relação ao peso com que saiu da maternidade).
  • Seu seio não parecer ter "esvaziado" depois que ele mama.
  • O bebê ficar letárgico, muito paradinho, na maior parte do tempo, e você tiver dificuldade em acordá-lo para mamar. 
  • O bebê apresentar covinhas ou fizer barulhinhos com a língua enquanto mama. Esses são sinais de que ele não está abocanhando o seio direito (a chamada pega). Tire-o do seio e tente de novo. Se continuar com dificuldade, procure ajuda.
  • O bebê não chegar a molhar seis fraldas num período de 24 horas a partir do quinto dia.
  • A partir de cinco dias depois do parto, o bebê não fizer cocô todos os dias ou só fizer bolinhas pequenas e escuras. Saiba o que é normal e o que não é no cocô do bebê
  • A pele e os olhos do bebê forem ficando mais amarelos, em vez de menos, depois da primeira semana. É um sintoma de que a icterícia não está melhorando.
  • O rostinho dele não tiver ficado arredondado quando ele estiver com cerca de 3 semanas.
  • A pele do bebê continuar enrugada depois do fim da primeira semana.

E se o leite materno não estiver alimentando?

Se o pediatra, ao acompanhar o ganho de peso do bebê, achar que ele não está mamando o suficiente, vocês poderão avaliar se a amamentação está ocorrendo direitinho e se o bebê está pegando o seio corretamente.

Você também pode procurar a maternidade em que teve o bebê, postos de saúde, bancos de leite ou a ajuda de um profissional de enfermagem ou uma obstetriz para orientá-la melhor sobre a amamentação.

Procure deixar a complementação com fórmula como última alternativa, e sempre com a aprovação do pediatra, já que o leite materno traz mais benefícios e proteção do que a fórmula. E lembre-se de que crianças menores que 1 ano não devem tomar leite de vaca.

brasil.babycenter.com

terça-feira, 30 de junho de 2015

Como ensiná-lo a pegar no sono sozinho?

Existe um método infalível?


É mais ou menos como aprender a engatinhar: se você nunca colocar seu filho no chão, ele não terá a chance de descobrir o que fazer. Se você sempre fizer seu bebê dormir dando de mamar ou ninando-o no colo, ele nunca vai saber o que fazer para adormecer sem esses "luxos".




Por que não niná-lo todo dia?

Pode ser que você não se importe em niná-lo todo dia, na hora de dormir, afinal é um momento gostoso, e seu filho não vai ser pequenininho assim para sempre. A questão é que, se ele aprender a pegar no sono por si só, sem mamar e ser embalado, não vai precisar de você toda vez que acordar durante a noite -- todo mundo tem pequenos despertares. E se tornará uma criança mais independente e segura.

Como ensiná-lo a pegar no sono sozinho?

Duas coisas são essenciais: horário regular para ir para a cama e um ritual para a hora de dormir. Se seu filho for para a cama todo dia à mesma hora, o relógio biológico dele vai se ajustar e ele ficará naturalmente sonolento numa hora previsível.

O ritual do sono deve terminar no lugar em que o bebê vai dormir, e o ideal é que envolva três ou quatro atividades calmas (como banho, história e um momento de chamego). A rotina da hora de dormir tem de ser igual todo dia, e ter sempre a mesma duração. Quando ela acabar, coloque o bebê no berço, ainda acordado. É bem capaz que ele a surpreenda e adormeça sem reclamar muito. Alguns bebês, especialmente se tiverem sido acostumados a dormir mamando ou sendo ninados no colo, podem dar mais trabalho.

Uma opção é fazer o treinamento de uma vez só, um belo dia, explicando ao bebê exatamente o que vai mudar. Depois do ritual e de dizer boa noite, deixe-o no berço e volte periodicamente, com a frequência que você quiser, para ver como ele está e tranquilizá-lo, mas sem tirá-lo da cama (mesmo que ele chore).

Outra alternativa é fazer a mudança gradativamente. Você pode começar só mudando o fato de colocá-lo acordado no berço, depois de um período de colo, em vez de deitá-lo somente quando já estiver dormindo. Fique perto do berço até ele adormecer, mas avise-o de que vai ficar em silêncio. Aos poucos, a cada noite, vá aumentando a distância em que espera, na direção da porta do quarto. Depois passe a ficar embaixo do batente da porta, em seguida um pouco do lado de fora e assim por diante.

Meu filho sempre adormece mamando

Caso o bebê esteja acostumado a dormir no peito ou tomando mamadeira, é aconselhável acordá-lo, sem fazer muito alarde, antes de colocá-lo no berço. Ou, se ele estiver caindo no sono durante a mamada, interrompa a refeição e conclua a rotina da hora de dormir.

Você tem razão de achar que acordar um bebê que acabou de finalmente dormir é coisa de maluco, mas é preciso pensar no objetivo de longo prazo: ensinar seu filho a se acalmar e pegar no sono sozinho.

Nada funciona. E agora?

E o que fazer quando você já deu milhões de oportunidades ao bebê para aprender a adormecer sozinho e ele simplesmente não consegue? Pare tudo e tente descobrir a causa. Talvez ele ainda seja muito pequenininho e não tenha desenvolvido a capacidade de adormecer sozinho (assim como um bebê de 3 meses pode passar horas no chão e nunca aprender a engatinhar).

Se parecer ser esse o caso, espere alguns dias, semanas ou até meses e tente de novo.

Pode ser também que seu filho esteja cansado demais e tenha "passado do ponto" para conseguir adormecer sozinho. Experimente colocá-lo na cama mais cedo, pois assim talvez ele fique mais calmo e seja mais fácil aprender a dormir.

Faça uma auto-avaliação: você está mesmo dando a ele a chance de aprender sozinho? Se você correr para o quarto a cada barulhinho que ele fizer, ele não vai descobrir como se acalmar sem a sua ajuda. Encontre o equilíbrio ideal para você, e tente segurar a ansiedade pelo menos no começo da tentativa.

Pode ser que seu filho a surpreenda e aprenda mais rápido do que você imagina. E, quando conseguir, vai se tornar uma criança mais segura e poderá descansar tudo o que precisa para crescer e se desenvolver com saúde.

brasil.babycenter.com/

segunda-feira, 29 de junho de 2015

Meu bebê está com febre. O que fazer?


Tradicionalmente, considera-se febre uma temperatura acima dos 37 graus centígrados, observada num termômetro colocado embaixo do braço. Mas algumas crianças podem ter a temperatura mais alta, até 37,5 graus, mesmo que não haja nada errado. 

Por isso, os médicos consideram febre mesmo temperaturas acima de 37,5 graus (para alguns médicos, pode ser acima de 37,8). Entre 37 e 37,5 graus, a criança está febril, ou com uma febrícula.


Como faço para distinguir uma febre sem gravidade de uma mais grave?

Mais importante que a temperatura em si é o comportamento e a idade da criança. Se ela estiver com febre de até 38 graus, mas estiver comendo bem, brincando e tranquila, há menos razão de preocupação que no caso de uma criança com febre de 37,8 graus junto com choro inconsolável ou prostração. 

Procure o médico se seu bebê estiver agindo estranho, se começar a chorar muito mais do que chora normalmente ou se estiver muito parado, sem interesse em mamar ou comer. 

Atenção: Se seu filho tem menos de 3 meses e está com a temperatura acima de 37,8 graus, desagasalhe-o um pouco, espere meia hora e meça de novo a febre. Se a temperatura continuar acima de 37,8 graus, procure o médico ou um serviço de saúde o quanto antes. No caso de bebês de menos de 1 mês, qualquer febre deve ser avaliada imediatamente pelo pediatra, que provavelmente pedirá exames de laboratórios para descartar a possibilidade de uma infecção bacteriana. 

Para bebês acima de 3 meses, observe seu filho por 48 horas se ele tiver febre, e procure o médico depois disso. Mas busque ajuda imediatamente se ele estiver prostrado demais, ou com dificuldade de respirar. No caso de febres acima de 39 graus, é melhor falar com o pediatra mesmo antes das 48 horas. 

Se for a primeira febre do seu bebê e você estiver preocupada, vale a pena telefonar para o pediatra para se tranquilizar. Só evite levar a criança sem necessidade ao pronto-socorro, para não expô-la a outros vírus e bactérias num momento em que o organismo dela já está um pouco fragilizado. 

Que tipo de termômetro devo usar?

O termômetro tradicional é o de vidro com uma coluna de mercúrio dentro. Ele é o usado como padrão pelos médicos, inclusive para comparação com o resultado de outros tipos de termômetro. 

Por questões ambientais, porém, há campanhas contra o uso do termômetro de mercúrio, pois a substância é um metal pesado contaminante. Seu uso foi proibido em 2007 na União Européia (UE). Se você tiver um, pode continuar usando, mas tome cuidado para ele não quebrar e, caso quebre, coloque-o num posto de reciclagem para pilhas e baterias, não no lixo comum. 

Os termômetros digitais são baratos e eficientes, e são usados como o termômetro de mercúrio, tirando a temperatura embaixo do braço (axila).  

Para medir a temperatura, coloque a pontinha metálica do termômetro embaixo do braço do bebê, prestando atenção para que esteja em contato direto com a pele. Espere cerca de quatro minutos, segurando o braço da criança para o termômetro não escapar. 

No caso de termômetros digitais, leia as instruções (há alguns que bipam quando terminam, outros que bipam enquanto medem). Aproveite um momento em que o bebê está calmo, dormindo ou mamando, ou então tente entretê-lo com uma música ou uma história. 

É interessante saber que um termômetro nunca ultrapassa a temperatura real. Por isso, a leitura não será incorreta se o termômetro ficar tempo demais embaixo do braço -- só o contrário. Se ele ficar tempo de menos, a temperatura indicada será menor que a verdadeira. 

Existem também termômetros digitais que fazem a medição imediata pelo canal auditivo, no ouvido, ou através da pele da testa. Há até termômetros em forma de chupeta. A rapidez e a praticidade deles é um ponto positivo, mas a temperatura tende a ser mais elevada que a axilar, o que pode confundir os pais, e as medições podem variar bastante dependendo da situação.

Além disso, eles custam até dez vezes o preço de um termômetro comum. 

Se você quiser utilizar algum desses termômetros inovadores, uma boa dica é levá-lo numa consulta com o pediatra e pedir a ele que mostre a você como usar, e qual temperatura é considerada febre com aquele equipamento. Outra dica é "treinar" o uso quando a criança não está com febre, comparando com o resultado do termômetro tradicional. 

Como baixar a febre do bebê?

Você só precisa baixar a febre do seu filho se ele estiver se sentindo desconfortável demais (chorando o tempo todo, reclamando, vomitando), ou se ele já tiver tido uma convulsão febril alguma vez (leia abaixo sobre as convulsões). 

Sempre fale com o pediatra antes de dar qualquer remédio pela primeira vez. O melhor é, na consulta de rotina, já perguntar o que fazer no caso de febre. Há vários tipos de antitérmicos, mas o recomendado para bebês acima de 3 meses costuma ser o paracetamol. 

Nunca dê aspirina ao bebê nem a crianças de menos de 16 anos, porque o ácido acetilsalicílico já foi ligado a uma síndrome rara, que pode ser fatal, a síndrome de Reye. Além disso, esse tipo de medicamento pode causar problemas estomacais e hemorragias, porque afeta a coagulação do sangue. 

Durante a febre, mantenha seu filho vestido com as roupas adequadas para a temperatura ambiente, nem agasalhado demais nem de menos. Capriche na ingestão de líquidos -- seja leite materno, fórmula de leite em pó ou, para bebês mais velhos, sopas leves e suco de fruta. 

Uma criança com febre pode ficar desidratada só pela transpiração, mesmo que não esteja com diarreia ou vômitos. Quando a criança está desidratada, o uso de antitérmicos é menos eficaz e pode ser até mais tóxico. Portanto use e abuse dos líquidos, nem que precise dar de colherinha. 

Você também pode dar um banho morno. Se tiver dado um antitérmico, pode dar o banho cerca de 40 minutos depois. Mas o banho não é imprescindível -- só dê se você achar que seu filho vai se sentir melhor. 

É melhor baixar a temperatura aos poucos que muito rápido. O banho precisa ser confortável para a criança, e nunca coloque nada na água da banheira. Não use álcool para baixar a febre. 

Por que a febre aparece?

A febre é uma indicação de que o organismo está combatendo algum tipo de infecção. Os macrófagos, células que patrulham o corpo, estão sempre em alerta. Quando encontram algo estranho -- como vírus, bactérias ou fungos --, eliminam o maior número que conseguem, e ao mesmo tempo pedem ajuda, mandando sinais para o cérebro elevar a temperatura do corpo. 

Só essa elevação já é capaz de matar alguns tipos de bactéria. O processo também parece acelerar a produção de glóbulos brancos e de substâncias que matam os intrusos. Por isso, antes de se apavorar, é preciso lembrar que a elevação da temperatura faz parte do processo natural de combate à infecção, e ela em si não é necessariamente prejudicial ao bebê. 

É frequente que bebês tenham febre depois de tomar vacina; a febre também pode acompanhar um resfriado mais intenso, a gripe, a dor de garganta, a dor de ouvido, doenças respiratórias (como pneumonia), infecções virais e infecções urinárias. 

O que é a convulsão febril?

Quando a temperatura da criança sobe muito rápido, pode acontecer de ela ter uma convulsão: fica pálida, os músculos ficam rígidos ou ela faz movimentos estranhos, e às vezes perde a consciência. A convulsão assusta muito, mas não costuma deixar nenhuma sequela. 

Se por acaso seu filho tiver uma convulsão, você não precisa segurar a língua dele. Ele não vai engoli-la. Apenas tire alguma coisa que esteja em sua boca, como a chupeta ou alimentos. Não o segure, mas tente mantê-lo com a cabeça de lado, para evitar o risco de ele engasgar com a saliva ou secreções. 

Um dado que ajuda bastante o médico é saber quanto tempo a convulsão durou, portanto, se conseguir, olhe no relógio. Normalmente essas crises só duram 20 segundos, e é raro passarem de dois minutos. Se quatro minutos passarem e a convulsão não acabar, a criança deve ser levada para o pronto-socorro. 

Se a convulsão tiver passado e a criança estiver agindo normalmente, não é preciso correr para o hospital. Mas telefone para o médico imediatamente e procure orientações se seu filho convulsionou. Ele pode querer fazer algum exame complementar. 

Os episódios de convulsão normalmente acontecem entre os 6 meses e os 6 anos de idade, mas são mais comuns antes dos 2 anos. A criança tende a ter convulsão uma vez só (felizmente!), e há indícios de componente familiar: se o pai ou a mãe tiveram convulsão febril quando crianças, a probabilidade de o filho ter é maior. 

Convulsões que acontecerem antes dos 6 meses de idade devem ser avaliadas pelo pediatra, porque talvez não se trate de convulsão febril. 

brasil.babycenter.com

sábado, 27 de junho de 2015

Chupetas, mamadeiras e seus problemas



     As chupetas e as mamadeiras podem interferir na saúde e na qualidade de vida dos bebês. Tanto uma como a outra são acusadas de provocar dificuldades de fala e a chamada mordida aberta. "O hábito da chupeta, por exemplo, deve ser interrompido aos 3 anos, quando a criança já tem consciência de suas vontades e não requer mais a compensação que o ato de sugar proporciona", diz a odontopediatra Telma Landsberger Brandes, de São Paulo. Vale lembrar que os bicos ortodônticos minimizam o risco de problemas, mas não completamente.


Mordida aberta

     No momento em que os dentes anteriores e laterais se juntam aos posteriores numa mordida, é possível notar um espaço entre eles. Essa abertura é um dos problemas ortodônticos de correção mais difícil.

Problemas de fala


      Com o tempo, o uso das chupetas e das mamadeiras pode deixar os músculos faciais, os lábios e a língua flácidos. Além disso, chega a provocar deformidades faciais, insuficiência respiratória, má oclusão dentária, cansaço frequente, falta de apetite e sono irregular. O processo de mastigação também sofre danos, assim como a fala. Devido à posição de lábios, língua e dentes, a criança tem dificuldade em articular os fonemas de maneira correta.

[bebe.abril.com]