sexta-feira, 18 de julho de 2014

Tratamentos de cabelo durante a amamentação

Esta é uma das questões que mais gera dúvida entre as gestantes. Saiba o que os médicos dizem sobre os tratamentos nos cabelos — da tintura ao alisamento — durante a amamentação.

A mulher pode pintar o cabelo, alisar e fazer tratamentos enquanto está amamentando?
Na fase da amamentação, a utilização desses produtos é visto com menos alarde. "Mas eles não podem conter amônia, metais pesados, como o chumbo, e hidroquinona", aconselha Fátima Rodrigues Fernandes, pediatra do Hospital Infantil Sabará, em São Paulo. Como há o risco de intoxicação do bebê, o uso deve ser criterioso. Uma sugestão é optar pela hena, que é natural. A pediatra recomenda ainda que os tratamentos para alisar os fios sejam feitos após o período de amamentação.

Quando se fazem tratamentos para alisar os fios, há o risco de contaminação do leite?
O formol deve passar longe das madeixas da mulher que amamenta, pois não se conhecem ao certo a absorção e os efeitos em uma criança pequena, tampouco sua transmissão pelo leite. Como não há a comprovação científica, o ideal é evitar. "Contraindicamos a escova progressiva e outros métodos sempre pelo cuidado de ainda poder ocorrer reações alérgicas. Se isso ocorrer, a mãe precisará fazer o uso de medicamentos e isso também pode interferir na amamentação", avisa o dermatologista Francisco Le Voci.

O uso de tintas e químicas pode interferir na produção do leite?
Não. A produção e a liberação de leite estão relacionadas com outros fatores, como o estresse, a falta de sono e o uso de algumas medicações específicas

As escovas de queratina e outros métodos de hidratação mais profunda estão liberadas?
Sim. Não há diferença no cuidado com os fios nessa fase.

E quanto às escovas tradicionais e chapinhas?
É um ato mecânico e não interfere em nada. No máximo, a prática muito frequente pode acelerar a queda do cabelo, que já é esperada no período da amamentação.

Enquanto estiver amamentando, a mulher pode usar spray, gel e finalizadores?
"O spray não é indicado. Já com o gel, o ideal é que seja sem álcool ou silicone", aconselha a pediatra Fátima Rodrigues Fernandes. De qualquer maneira, na dúvida, vale conversar com o médico.

Maria Luiza Lara

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Tratamentos de cabelo na gravidez

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1. A mulher pode tingir o cabelo na gravidez?Ainda não existe nenhum estudo que mostre a segurança do uso das tinturas durante a gestação. Por causa disso, os médicos recomendam que as grávidas não façam uso desse produto, pelo menos no primeiro trimestre. "Essa é a fase em que o feto está em pleno desenvolvimento inicial", pondera Jonathas Soares, ginecologista e diretor do Projeto Beta de Reprodução Humana, em São Paulo. Boa parte das tinturas contém amônia, uma substância tóxica para o bebê.
2. E o uso de hena, tonalizantes e descolorantes?Tonalizantes e hena não contêm amônia e, por isso, estão liberados desde que seu uso não seja muito frequente. "Se a grávida quiser fazer mudanças que envolvam descolorantes, além de esperar os primeiros três meses, o ideal é usar o produto o mais longe possível da raiz do cabelo, como as mechas californianas, que estão na moda", diz Jonathas Soares.
3. A gestante pode apresentar reações aos produtos usados para tingir os fiosmesmo sem nunca ter tido antes?Sim. O sistema imune feminino fica mais suscetível às reações alérgicas na gestação e quem nunca as teve pode apresentá-las durante os nove meses. "Existe a maior incidência de urticárias nessa fase", atesta Gabriela Casabona, dermatologista do Hospital Samaritano de São Paulo. Mulheres que já são alérgicas, têm sinusite ou asma, por exemplo, podem ter reações ainda mais intensas na gravidez. "Esses processos alérgicos exigem, muitas vezes, um tratamento medicamentoso mais severo. Isso pode trazer desconfortos e até mesmo riscos ao bebê", afirma Francisco Le Voci, membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia - Regional São Paulo e professor de dermatologia e coordenador do Laboratório de Doenças de Cabelo e Couro Cabeludo da Faculdade de Medicina do ABC.
4 . Tudo bem fazer alisamentos como as escovas progressivas e definitivas?Alisamentos entram na categoria de tratamentos perigosos por conterem o tioglicolato, uma substância tóxica e volátil, que, se absorvida ou aspirada, pode fazer mal ao bebê. Alguns desses tratamentos também podem conter o formol. "Esses produtos, além de proibidos pela Anvisa, são totalmente contraindicados. O ideal é que a mãe espere até o bebê nascer para fazer o procedimento", declara o ginecologista Jonathas Soares.
5. É permitido fazer permanente?Os permanentes são vetados assim como os alisamentos. "Esses procedimentos são contraindicados por causa das alterações hormonais da gestação. A sensibilidade da mulher muda e respostas indesejáveis podem ocorrer", frisa o dermatologista Francisco Le Voci.
6. Quando a grávida faz esses tratamentos estéticos nos cabelos, há risco para o feto e para a mãe?Para a dermatologista Gabriela Casabona o risco não é comprovado, mas as grávidas não devem arriscar.
7. É possível fazer hidratação, escova de queratina e outros métodos de hidratação mais profunda?Sim. "As queratinas são produtos seguros, proteínas não tóxicas, assim como outros tipos de hidratação", diz a dermatologista Gabriela Casabona. Mas sempre com a ressalva de que, diante de qualquer sensibilidade alérgica, deve-se interromper o uso e, se necessário, buscar a orientação médica especializada. "Sem contar que experimentações nessa fase da vida não são bem-vindas", avisa o ginecologista Jonathas Soares.
8. E a escova e a chapinha estão liberadas?Sim. Os fios na gestação ficam, inclusive, mais hidratados e, normalmente, o cabelo, mais liso.
9. Tudo bem usar spray fixador e gel para penteados?Sim, sem problema. Com ressalva quanto ao uso exagerado e frequente do spray e do gel com álcool e silicone.

Maria Luiza Lara

quarta-feira, 16 de julho de 2014

O cuidado com as varizes na gravidez

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Elas trazem desconforto, dor e inchaço e estão ainda mais presentes durante a gestação. Especialistas dão dicas para minimizar o problema e garantir tranquilidade ao longo dos nove meses.

Aprendemos na escola que as artérias são responsáveis por levar o sangue do coração aos órgãos, e as veias, por trazê-lo de volta. O problema é quando o transporte é atrapalhado por obstáculos no caminho. "Variz se define como uma dilatação anômala das veias em qualquer parte do corpo", define Ernesto Lentz de Carvalho Monteiro, professor de técnica cirúrgica da Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e especialista em angiologia e cirurgia vascular.

Segundo Marcelo Halfen Grill, cirurgião vascular da Clínica Miyake, de São Paulo, consequências típicas da gravidez, como aumento de peso e alterações hormonais, podem ser responsáveis pelo surgimento das varizes, principalmente se a mulher já tiver episódios familiares da doença. Elas podem surgir em qualquer parte do corpo, mas são mais comuns na pernas, por conta da dificuldade de enfrentar a força da gravidade para trazer o sangue de volta aos orgãos. Além disso, o aumento do volume de sangue circulando pelo corpo pode sobrecarregar as veias. Para completar, o útero fica sobre as veias que drenam o sangue das pernas e são comprimidas todas as estruturas adjacentes, como bexiga, intestino e vasos. "Isso aumenta a pressão nas veias dos membros inferiores", explica o cirurgião vascular.

Diagnóstico
Apesar de, em geral, ficarem visíveis como veias mais escuras na superfície da pele, às vezes os vasos dilatados estão em camadas mais profundas. Se a pele é mais escura, a visualização também é mais difícil. Nesses casos, o diagnóstico é feito com a ajuda de um ultrassom ou um aparelho próprio para isso, chamado fleboscópio.

Na gestação
Não existe um remédio ou uma dieta que ajude na prevenção das varizes. Além das características típicas da gestação, o surgimento delas está intimamente ligado ao histórico familiar. Já que não é possível prevenir, o melhor é procurar diminuir o desconforto, que é ainda maior no terceiro trimestre, por conta da evolução do peso do útero e maior circulação sanguínea. A principal preocupação deve ser com o sobrepeso. Quanto mais a mulher engordar, mais vai sofrer com sobrecarga e inchaço nas pernas. Por isso, o ideal é evitar ganhar muito peso e manter uma rotina com alimentação saudável e atividade física.

Como resolver
O tratamento das varizes consiste em cirurgias para eliminar as veias doentes ou aplicação de espuma nos vasos afetados. Ele é contraindicado em gestantes e lactantes, mas pode ser feito após o período de amamentação. O ideal é esperar alguns meses após o parto para que os vasos voltem a um calibre menor. As varizes adquiridas durante a gestação não regridem totalmente, especialmente da segunda gravidez em diante.

As meias elásticas diminuem a sensação de peso nas pernas e ajudam na circulação. "Usá-las durante o dia é importante, principalmente no terceiro trimestre. Elas fazem uma proteção mecânica das veias por meio de compressão, além de proporcionarem diminuição do edema, peso e cansaço nos membros inferiores", resume Fernando Tavares Saliture Neto, cirurgião vascular e endovascular do Hospital Albert Einstein, em São Paulo.

Mas, atenção: nada de comprar meias elásticas por conta própria. O melhor é que elas sejam prescritas por um médico. "Há vários modelos, tamanhos e compressões. Sua prescrição é uma arte à parte. Meias mal escolhidas são sempre prejudiciais", esclarece Monteiro.

Manter-se ativa também é muito importante. O mais indicado são exercícios leves, como caminhada, natação ou hidroginástica — de 40 minutos a uma hora por dia já é o suficiente. Além disso, é bom evitar ficar em pé ou sentada com as pernas penduradas por muito tempo. A recomendação é mantê-las esticadas e levantar-se para dar uma volta de hora em hora, principalmente se estiver em uma viagem aérea.

Casos mais graves
As varizes não provocam nenhuma sequela no desenvolvimento do bebê. Mas podem trazer para a mãe problemas como a trombose venosa profunda. "A gestação é uma situação que, por si só, aumenta o risco desse tipo de complicação e varizes descompensadas aumentam ainda mais o perigo", informa Grill. No entanto, trombose venosa profunda provocada por varizes é algo raro. "Se a mãe que tiver varizes usar meias elásticas na gravidez, pode se considerar bem protegida deste problema", afirma Saliture Neto. Por isso é importante fazer o acompanhamento com o cirurgião vascular. Caso a trombose se manifeste, o tratamento será decidido por esse especialista e pelo obstetra, já que esse tipo de quadro passa a configurar a gestação como sendo de risco. O tratamento varia de acordo com a idade gestacional.

Paula Montefusco

terça-feira, 15 de julho de 2014

As consequências da obesidade para a fertilidade

Você sente que chegou o momento de realizar o sonho da maternidade?

O médico Mauricio Chehin, do Grupo Huntington Medicina Reprodutiva, um dos mais
conceituados do país, esclarece questões cruciais para auxiliá-la nessa jornada.

O sonho de constituir uma família, alimentado por tantos casais, pode esbarrar em fatores genéticos, biológicos e até comportamentais. Estresse, ansiedade, automedicação, anabolizantes, hábitos alimentares inadequados, tabagismo e consumo de álcool podem levar a um quadro de infertilidade. Entre estes fatores, a obesidade, além de causar déficit de vitaminas no organismo, é uma das principais causas.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o excesso de peso como um dos principais problemas de saúde dos países desenvolvidos. No Brasil, segundo levantamento do Ministério da Saúde, o mal afeta 51% da população. É difícil mensurar, no entanto, o número de pacientes obesos que sofrem com a infertilidade. Dados da OMS mostram que cerca de 60 milhões de brasileiros não conseguem ter filhos, pelos mais variados motivos — o que equivale a um em cada dez casais no país.

Você deve estar se perguntando: como a capacidade reprodutiva é influenciada pela obesidade? Manter hábitos saudáveis — de vida e, principalmente, na alimentação — aumenta a longevidade e a qualidade dos espermatozoides e óvulos, que facilitam a evolução do tratamento para a fertilização.

Nas mulheres, a produção hormonal das células gordurosas pode ocasionar irregularidade do ciclo menstrual e uma ovulação não efetiva. Além disso, a própria obesidade também contribui para a diminuição da qualidade dos óvulos.

Uma pesquisa divulgada na revista Obstetrics and Gynecology Clinics of North Americamostrou que o tecido adiposo trabalha na produção de adipocinas, substâncias que influenciam na comunicação entre as células do corpo. Se esta ‘comunicação’ não é feita adequadamente, pode afetar as regiões do cérebro responsáveis pelo controle do ciclo ovulatório. O tecido adiposo em excesso pode prejudicar a funcionalidade do organismo, pois a gordura é armazenada em diferentes células e tecidos, inclusive nos óvulos, afetando a sua qualidade. No homem, o excesso de gordura causa o aumento da temperatura nos testículos, que leva a uma diminuição da produção e qualidade dos espermatozoides.

Porém, é importante ressaltar que manter um estilo de vida saudável refletirá positivamente em todas as áreas da vida e, claro, ajudará a encontrar o equilíbrio para a tão esperada maternidade. O bem-estar do casal também influencia em uma gestação tranquila e feliz. Uma dica para começar é procurar a ajuda de um profissional que poderá acompanhar a rotina de ambos. Outra dica é caprichar na dieta rica em legumes, frutas e verduras, cálcio e magnésio, que ajudam a regular os hormônios e manter o corpo e a mente em equilíbrio.
Maurício Chehin 

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Doenças durante o outono e o inverno

Crises de rinite, bronquite e outras alergias respiratórias são comuns nesta época do ano. Saiba por que as crianças estão entre as mais afetadas e veja como prevenir o seu filho.

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Chega a temporada mais fria do ano e a agenda dos pediatras começa a ficar apertada. Por causa de uma combinação de fatores, o outono e o inverno são estações particularmente difíceis para quem sofre de alergias respiratórias - e as crianças estão cada vez mais sujeitas a esse mal dos tempos modernos. Quem já convive com o problema pode minimizar seus efeitos. Melhor: a ciência vem trabalhando com armas específicas para combatê-lo com cada vez mais precisão.

De acordo com a Associação Brasileira de Alergia e Imunologia (Asbai), 30% da população mundial sofre de rinite alérgica e 10% de asma ou bronquite, as alergias respiratórias mais comuns em todo o mundo. "Novos estudos apontam na direção da epigenética, que coloca como responsável pela doença não apenas a herança genética mas também os fatores ambientais", afirma a médica alergista Renata Rodrigues Cocco, da Escola Paulista de Medicina (Unifesp) e do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo.

Os tais fatores que contribuem para aumentar os casos de alergia têm relação direta com o estilo de vida que levamos hoje. "Passamos de 90% a 98% da nossa vida em ambientes fechados, sendo que quase metade desse tempo no próprio quarto", relata o médico Fábio Morato Castro, presidente da Asbai e professor da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP). Quanto mais permanecemos confinados, mais ajudamos os antígenos (substâncias que provocam reações do sistema imunológico, ou seja, alergias) a se aproximar de nós, se multiplicar e nos atacar. Os ácaros, maiores vilões das alergias respiratórias, se alimentam sobretudo de fragmentos da nossa pele, que se depositam ao montes em colchões, travesseiros, sofás e casacos. Exterminá-los completamente não é possível. "O segredo é tornar o ambiente hostil ao ácaro, o que só se consegue com um lugar fácil de limpar", explica o alergista Fábio Castro.

"Mais da metade da eficácia do tratamento tem a ver com a higiene do ambiente físico; o restante se obtém com o arsenal terapêutico", garante a médica alergista Danielle Kierstman Harari, preceptora dos residentes de alergia e imunologia pediátrica na Escola Paulista de Medicina (Unifesp). O tratamento com medicamento passa por diferentes fases: para a crise, usam-se medicações de alívio, como anti-histamínico (antialérgico) e broncodilatador de curta ação. O tratamento anti-inflamatório, com os corticoides tópicos nasais e inalatórios, corre paralelamente e muitas vezes permanece fora dos períodos de crise, como prevenção. Aos que sofrem de dermatite atópica - a "asma" na pele -, hidratantes emolientes indicados pelos médicos e pomadas específicas são as armas mais eficazes.

As vacinas (imunoterapia) funcionam como tratamento coadjuvante em muitos casos de rinite alérgica persistente e, às vezes, de asma. Elas são preparadas em laboratórios que produzem extratos padronizados e somente devem ser prescritas se o paciente possuir o teste alérgico positivo. "Além de acompanhamento médico, o ambiente adequado, alimentação balanceada e a prática regular de exercícios físicos melhora a capacidade pulmonar e fortalece a parte muscular, o que também ajuda a manter a alergia sob controle", afirma Danielle.

Para a empresária Renata Belem Marchetti Moraes, de São Paulo, a batalha contra a alergia vai melhorando ano a ano, mas está longe de ser vencida. O filho dela, André, começou a manifestar sinais na pele nos primeiros meses de vida, e a bronquite veio no primeiro ano. Foram anos de remédios, idas ao hospital e inalação. "Aos 6 anos, André começou a melhorar e hoje, com 10 anos, quase não sofre com crises respiratórias", conta Renata. "Mas alergias de pele e a irritação no nariz continuam e chegam com força junto com o frio." Para a dona de casa paulistana Cristiane Midory Esteves, a mudança na rotina doméstica foi total com as crises severas do caçula, Gabriel, hoje com 5 anos. "Lavo os cobertores quinzenalmente, e a casa toda é limpa sempre com produtos neutros", diz ela. A qualquer sinal de crise, Cristiane coloca Gabriel em repouso e parte para o arsenal de emergência. Muitas vezes, um resfriado de fim de verão, outra "praga" que é complicadora para os alérgicos, acaba levando as crianças ao médico antes do tratamento preventivo, levando os consultórios dos pediatras a bater recordes de lotação todo ano no outono.

Estações do perigo
Por que os alérgicos sofrem durante o outono e o inverno:
1. Inversões térmicas, que aumentam a concentração de poluentes na atmosfera, e variações climáticas em um mesmo dia afetam o sistema respiratório.
2. A queda de folhas de árvores no outono traz mais partículas para os ambientes.
3. Roupas guardadas por muito tempo, gavetas e armários que ficaram fechados... Onde há mofo, há irritação.
4. Uma frente fria súbita faz todo mundo tirar casacos e cobertores que estavam guardados e usá-los sem lavar antes. Crise na certa.
5. Ficar muito tempo em ambientes fechados ajuda na proliferação de ácaros, que se alimentam de fragmentos de pele.
6. A permanência prolongada em locais com menor ventilação facilita o contágio por vírus e agentes alérgenos. A criança que apresenta secreção de rinite, inócua, ao entrar em contato com gotículas de espirro ou tosse de alguém com infecção, tem mais risco de se contaminar.

Quarto saudável
Como ajudar seu filho a sofrer menos com as crises:
1. Nada de tapetes ou carpetes. Limpe o chão sempre com pano úmido, nunca com vassouras.
2. Tire as cortinas. Lembre-se de tirar o pó com um pano levemente úmido.
3. Casacos e roupas de inverno devem ser lavados antes do início do frio, assim como edredons (melhores do que cobertores).
4. Quanto menos objetos expostos houver no quarto, melhor para a criança. Evite sobretudo os bichos de pelúcia.
5. O colchão deve ser coberto com um capa impermeável, evitando que os ácaros se instalem em seu interior.
6. Deixe a luz do sol e o ar entrarem no quarto o maior tempo possível. Um ditado já diz: "Onde entra o sol, não entra o médico".

Denise Bobadilha


segunda-feira, 7 de julho de 2014

Pesquisa revela sobrepeso em crianças abaixo de 3 anos

Também foi revelado que parte das mães não admitem o sobrepeso. Algumas crianças ainda apresentaram anemia e atraso no desenvolvimento

Uma avaliação nutricional de 358 crianças menores de 3 anos no município de Itupeva, no interior de São Paulo, revelou que quase um terço delas já apresenta excesso de peso, mas apenas 20% das mães têm a percepção do problema. Os dados ainda apontam evidências de atraso no desenvolvimento em 28% e anemia por deficiência de ferro em 38% das crianças avaliadas.
O levantamento foi realizado entre fevereiro e abril de 2013 por pesquisadores da Escola de Enfermagem da Universidade de São Paulo (USP), coordenados pela professora Elizabeth Fujimori. A pesquisa, intitulada “Efeito do aconselhamento nutricional da estratégia Aidpi sobre práticas alimentares, estado nutricional e desenvolvimento infantil”, teve resultados apresentados em março durante o I Seminário de Pesquisas sobre Desenvolvimento Infantil.
“Quando os pais não reconhecem o problema [de sobrepeso], levam muito tempo para buscar ajuda. Qualquer alteração na nutrição nessa fase de intenso crescimento pode afetar a criança de forma muitas vezes irreversível. A chance de crescer com excesso de peso e se tornar um adolescente e um adulto obeso e com riscos cardiovasculares aumenta muito”, afirmou Fujimori.
De acordo com a pesquisadora, o estudo tinha o objetivo de avaliar os efeitos do aconselhamento nutricional – por meio da estratégia de Ação Integrada às Doenças Prevalentes na Infância (Aidpi) – sobre a prática alimentar, o crescimento, o desenvolvimento infantil e ainda sobre a capacidade das mães de reconhecerem o estado nutricional das crianças.
“A estratégia Aidpi foi proposta pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) na década de 1990 e implementada em todos os países latino-americanos, mas parcialmente no Brasil. Temos trabalhado com essa estratégia na formação em enfermagem porque ela é muito importante na atenção integral à saúde da crianças”, disse Fujimori.
A pesquisa foi estruturada em três fases. O primeiro passo foi avaliar condições de saúde, nutrição e desenvolvimento infantil, além da prática materna relacionada à alimentação de crianças menores de 3 anos atendidas nas Unidades Básicas de Saúde (UBS) de Itupeva.
Em uma segunda etapa, os profissionais de saúde foram convidados a participar da capacitação para aconselhamento nutricional por meio da Aidpi adaptada, que incorporou orientações da Estratégia Nacional para Alimentação Complementar Saudável (Enpacs), uma iniciativa governamental que se propõe a qualificar os profissionais da atenção básica a fim de fortalecer as ações de promoção à alimentação complementar no Sistema Único de Saúde.
Um treinamento com carga horária de 24 horas foi realizado com um grupo de enfermeiros. Outros três grupos de auxiliares, técnicos de enfermagem e agentes comunitários de saúde receberam treinamento de 16 horas. Não houve adesão dos médicos convidados.
A capacitação foi realizada entre os meses de setembro de 2013 e janeiro de 2014, com dramatizações e exercícios práticos sobre a temática abordada.
A terceira fase, prevista para ocorrer entre abril e junho de 2014, pretende avaliar o efeito da capacitação em amostra de pares mãe-criança atendidos nas UBS.
Segundo Fujimori, o índice de anemia encontrado no levantamento inicial é muito similar ao de um estudo anterior, de 2001. “Foi uma surpresa ver que os índices continuam altos mais de dez anos depois, apesar de políticas públicas como a da fortificação de farinhas com ferro e a suplementação medicamentosa profilática”, afirmou.
Os resultados preliminares apontam que apenas 45% das crianças na faixa dos 6 a 18 meses recebem a suplementação medicamentosa profilática de ferro como preconizado pelo Ministério da Saúde. Apenas 40% recebem regularmente o medicamento Aditil, que combina as vitaminas A e D. Ambos os suplementos são fornecidos gratuitamente na rede pública. Mesmo com a prescrição desses suplementos, há crianças que podem não usá-los rotineiramente, informou a pesquisadora.
As questões embasaram as capacitações na perspectiva de contribuir para que os profissionais atuem nos serviços de saúde buscando mudanças efetivas nos níveis de saúde infantil no município, disse Fujimori.
Fernando Cunha
Agência FAPESP
Karina Toledo
Agência FAPESP

segunda-feira, 9 de junho de 2014

Vaidade x Amamentação


Amamentação e vaidade são atitudes que levadas ao extremo podem não combinar. Ainda hoje podemos ver mulheres que não amamentam por medo de seus seios ficarem caídos ou “perderem” a cirurgia de aumento de seios que fizeram antes de engravidar.

As mulheres precisam buscar informações sobre o que faz os seios ficarem flácidos e, o mais importante, sobre os benefícios que a amamentação traz para quem amamenta – mamãe- e, principalmente, para quem é amamentado – bebê.
Vamos esclarecer. Primeiramente, a colocação de prótese de silicone não interfere na amamentação. A prótese é colocada abaixo da glândula mamária, não interferindo na produção e descida do leite e nem na pega correta do bebê.
A amamentação não deforma a prótese e nem deixa o seio torto. Como a prótese é colocada abaixo da glândula mamária, não tem como o bebê deformar ou “furar” a prótese com a boca.
Outra informação importante é que a amamentação não deixa o seio flácido e caído, independente de terem prótese ou não.
O fator essencial para que o seio da mulher se modifique é o genético (se sua mãe tem seios flácidos você também tem maior propensão de ter, independente da amamentação). Outro fator é o número de gestações (quanto mais filhos você tem, maior é o risco de seus seios ficarem mais flácidos, independente da amamentação), isso porque os seios crescem durante a gravidez e o “estica e volta” dos seios faz a pele não voltar como antes.
Os benefícios da amamentação para mamãe e bebê são enormes. Além de evitar alguns tipos de câncer, o vínculo entre mãe e filho é evidentemente maior. Já o bebê amamentado tem seu sistema imunológico melhor, ficando bem menos doente. O risco de ter alguma alergia é menor, assim como é menor também o risco de obesidade e de ter doenças cardiovasculares no futuro, entre outros motivos.
O triste é saber que um estudo da Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (SACP) indicou que mulheres com implantes mamários são menos propensas a amamentar seus bebês. Isso porque acham que vai prejudicar o seio.
Amamentar e continuar bonita é possível. As mulheres apenas devem estar bem informadas e por isso é sempre bom expor ao médico dúvidas e medos para que mitos sejam derrubados, principalmente aqueles que podem prejudicar a saúde dos filhos. 
Bruno Rodrigues