quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Amamentar é preciso

Peito dolorido, leite vazando e os palpiteiros de plantão dizendo que o bebê está chorando de fome. Isso sem falar no cansaço por ter de acordar de madrugada. Amamentar não é tão natural – ou instintivo – quanto parece. Mas a boa notícia é que os problemas fisiológicos (como o mamilo invertido) que possam atrapalhar o aleitamento são raros, ou seja, a maior parte das mulheres está apta a ao aleitamento. Então, por que apenas 41% das crianças brasileiras, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), são amamentadas nos primeiros seis meses de vida? “A principal dificuldade é a pega (a maneira como a criança abocanha o seio da mãe) de maneira correta”, afirma Luciano Borges, pediatra do Departamento Científico de Aleitamento Materno da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP). Isso porque, de acordo com o especialista, se o bebê não sugar corretamente, pode machucar a mama e/ou mamar pouco. Além de sentir dor (ou até mesmo ter uma inflamação por causa de uma fissura no seio), a mulher começa a achar que seu leite é insuficiente ou, pior, que ele é fraco. Outra consequência da pega incorreta é o bebê engordar menos do que o esperado, por não estar mamando o quanto deveria. E aí, quem é que vai ter coragem de dizer não ao pediatra, se ele sugerir o complemento com fórmula infantil? Calma! Veja, a seguir, dicas para você aprender a amamentar (isso mesmo) e enfrentar as dificuldades que vão surgir.


Como preparar (e cuidar) dos seios

Por causa dos hormônios, a pele dos mamilos sofre mudanças já na gravidez: eles ficam escuros e espessos. Ainda assim, vale a pena tomar sol na região para deixá-los mais resistentes. Passe hidratante apenas em volta das aréolas. Quando você já estiver amamentando, aproveite o efeito bactericida do leite e espalhe um pouco nos bicos, depois de cada mamada. Use absorventes de seio (e troque-os com frequência) para evitar que o sutiã fique úmido. Caso sinta os seios doloridos por causa do excesso de leite, você pode ordenhá-los manualmente ou com a ajuda de uma bomba ou extrator.


A tal da pega correta

Para sugar da maneira certa, o bebê tem de abocanhar toda a aréola (e não apenas o bico do seio). Dessa forma, o mamilo vai ficar próximo ao céu da boquinha dele. Os lábios da criança devem estar bem abertos, sendo que o inferior fica virado para fora, e o queixo encostado na pele da mãe. Se ela insistir em sugar apenas o bico, retire-o (coloque um dedo no canto da boca para “desprendê-la”) e comece de novo. Outra técnica eficaz é segurar a mama com a mão em forma de concha (faça um “C” ao redor da aréola) enquanto o seu filho está mamando.


Se rachar…

Caso note alguma fissura, converse com o médico. Ele pode indicar o uso de pomadas específicas ou apenas orientá-la a mudar de posição, de modo que a boca do bebê não toque na rachadura. “Mas na impossibilidade de amamentar a criança por alguns dias, o leite deve ser dado em um copinho e jamais na mamadeira”, alerta Borges, da SBP. Isso porque ela é mais fácil de sugar e o bebê pode recusar o peito, uma vez que se acostume com o acessório.


Onde amamentar

Já que o lado emocional tem tanta influência, principalmente no início, amamente em um local tranquilo. O ideal é uma cadeira ou poltrona, com apoio para os braços da mãe. A almofada de amamentação também é útil, mas você substituí-la por um travesseiro.


Conselho? Não, obrigada

Cerveja preta, canjica, água para matar a sede do bebê. Todo mundo tem uma dica imbatível sobre amamentação e muitas vezes elas são apenas mitos (como no caso das três que citamos) e só nos deixam mais inseguras. Acontece que o estresse pode influenciar na produção de leite, por isso, tente manter a calma. O apoio do companheiro e da família é fundamental: converse com eles e veja como podem ajudar. Seja trocando a fralda do bebê depois da mamada ou levando-o até você durante a madrugada. Lembre-se de que o primeiro mês de amamentação é crucial. Passado esse período de adaptação, tudo vai ficar mais fácil.


Conteúdo desenvolvido pela área de Projetos Especiais, da Editora Globo, sob encomenda para a Natura Mamãe e Bebê. 21/11/2013

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

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A maternidade é feita de escolhas

Fazer escolhas conscientes e assumir responsabilidades para ser a mãe real, e não a ideal, são formas de tornar a maternidade mais leve e feliz.

1. Como começa o processo emocional de transformação da mulher em mãe e o que ele acarreta?
A gravidez é um processo de crise de desenvolvimento, de rito de passagem – por isso evoca conflitos dentro de nós. É uma fase em que transitamos de algo muito conhecido para algo muito desconhecido. A mulher vive um momento de desorganização emocional, até mesmo corporal, em vários níveis – inclusive do ponto de vista hormonal. É um momento de fragilidade e, ao mesmo tempo, de encontro com forças que ela nem conhecia. Na gravidez, a mulher vai sentindo e evocando sensações físicas diferentes ao longo dos três trimestres. No primeiro trimestre ela ainda não sente os movimentos do bebê – ele é imaginário –, e a visão (mesmo a de ultrassom) é abstrata, se comparada à do último trimestre. Mas, aos poucos, ela vai entrando em contato com o bebê e com suas expectativas em relação à vida como mãe. Começa a construir uma teia de referências a partir da mãe que teve, das mulheres e dos bebês da família. Hoje, é comum a mulher ter pouco ou nenhum contato com bebês antes de se tornar mãe, pois está focada na carreira e não conhece a rotina de crianças em casa. Isso contribui para que ela crie um cenário fantasioso do que pode vir e que se debruce sobre expectativas.

2. As expectativas se quebram com o nascimento da criança?
Sim, as expectativas entram em choque: a mãe ideal conhece a mãe real. Ela enfrenta o desafio de desapegar do que conhecia, das antigas rotinas, e estabelecer novos ritmos. A mãe real, que está ali 24 horas por dia com o bebê, se choca com a que ela idealizou, e ambas são assombradas por um fantasma da mãe que ela teve, pois, seja uma referência positiva ou negativa, traz o peso de um modelo a seguir ou a evitar. É difícil seguir modelos quando não estamos certas do que queremos.

3. Então saber ser mãe não surge naturalmente, mas a partir de referências. Como acontece o processo de transformação e o que ele acarreta?
A tendência é buscar as referências mais concretas, da própria família, que se mistura às vivências do momento de vida atual da mulher. A mulher começa a se questionar e a querer entender o que é viver com um bebê. Tenta se lembrar de como era ser criança: Quem é a criança que fui? Do que eu gostava? Como eu me comunicava? Como era a relação com minha mãe? Para algumas mulheres essa lembrança vem muito forte, e para outras há ainda o surgimento de medos, receios, experiências. É o processo natural de surgimento da figura materna.

4. Como lidar com essa bagagem emocional tão intensa e, ao mesmo tempo, cuidar de um recém-nascido?
É necessário que a mulher se sinta acolhida. Assim como a criança tem necessidades específicas e precisa de espaço para que uma habilidade se desenvolva, a mulher também precisa de apoio e de momentos sozinha, para perceber o que funciona ou não para sua família. A mãe recente precisa de recolhimento, de acolhimento e de ajuda para encontrar as ferramentas internas de reestruturação. Os recursos podem ser desde um trabalho terapêutico individual, para entender melhor sua relação com o mundo e as formas de se conectar com o filho, até a participação em grupos e relacionamentos que podem vir a partir de profissionais de saúde ou de outras mães.

5. Por que ser mãe é um grande desafio?
O lugar que a mãe ocupa é visto como prioritário nos cuidados com o bebê – ela tem uma posição de destaque perante os outros cuidadores, e isso a coloca sob uma responsabilidade e uma grande pressão, para as quais ela nem sempre está preparada. Além disso, há a grande mudança na rotina, com novas demandas a suprir e alterações sociais, familiares, financeiras e no estilo de vida, além de privações que a maternidade traz, por um tempo relativamente longo de dedicação aos cuidados de um filho, que implica obviamente desafios constantes e entrega.

6. Qual a chave para que esse processo fique mais fácil ou mais leve?
Desapegar da idealização gradualmente, olhar para a realidade que está se transformando e procurar fazer dela algo que a mãe reconheça como seu. É preciso lembrar que maternidade é uma construção e desconstrução constante, é um aprendizado. A vida pode ficar mais leve se a mãe se permitir chorar, achar espaço para sentir a dor, o medo e a tristeza e então perguntar a si mesma: O que está pegando? É o medo de perder? É a relação com a profissão ou com o companheiro? É a liberdade perdida? Um mergulho para dentro e a observação, com apoio para suas necessidades, pode ajudar efetivamente a encontrar saídas que façam sentido em sua realidade de vida.

7. A superação das dificuldades da maternidade vem com a experiência?
Sim, pois ela começa a questionar o que está “na cartilha”. Muitas vezes o que ouviu ou entendeu a partir das amigas ou da própria mídia não fará nenhum sentido para ela quando o bebê chegar. O pacote do que é ser mãe inclui uma grande oportunidade de aprendizado e crescimento. Encontrar formas de lidar com o bebê que a agradam e que fazem sentido com o que os dois sentem é um grande desafio que suscita os fantasmas da culpa. Há o medo de não fazer “o certo”, de prejudicar o bebê, de ser uma mãe ruim, de estragar o filho. Quando ela reconhece o que sabe e o que não sabe e começa a reavaliar e investir nas descobertas, flexibilizando, observando o que é seu e o que vem de fora, descobre o que de fato são as necessidades do seu bebê, que é único.

8. A culpa materna pode ficar mais leve?
A culpa inerente à maternidade pode ficar mais leve, sim! Para algumas mulheres a culpa aparece já na gravidez, pois sempre que surgem expectativas há chance para frustração, que é terreno fértil para a culpa. Diminuir o nível de expectativas ou torná-las mais realistas, percebendo limitações, julgando menos, aprendendo a aceitar mais e a se perdoar pelos tropeços são posturas que reduzem a culpa. O caminho envolve reconhecer responsabilidades e escolhas para mudar a realidade, em vez de resignar-se com o peso negativo da culpa. Quando somos responsáveis podemos agir, mas a culpa paralisa! Quando percebemos que temos saídas e aprendemos a flexibilizar, nos perdoando por nossas frustrações e tropeços, buscando apenas reparar, a culpa pode ser dissolvida. Ter um espaço seguro para questionamentos e acesso à informação de qualidade contribui para criar relações mais saudáveis à dupla mãe e bebê, respeitando a autorregulação de ambos.



Josie Zechinelli é mestranda em psicologia da saúde, psicoterapeuta corporal reichiana e formada em Terapias Integradas de Respiração e Renascimento. Trabalha auxiliando mulheres a reconhecerem como a conexão com seus filhos pode ser fortalecida, desde a gestação, para uma maternidade mais consciente.http://www.maternidadeconsciente.com.br


terça-feira, 19 de agosto de 2014

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10 passos para um parto tranquilo

O encontro da mãe com seu bebê depois de nove meses na barriga é um momento de fortes emoções. E fica ainda mais especial se a gestante tiver um parto tranquilo. Para que a mulher tenha uma boa experiência e se sinta segura em suas escolhas, é fundamental que ela se prepare durante a gestação. Veja a seguir dez dicas para conseguir um parto mais calmo e feliz:

1. Conheça suas opções

De início pode parecer que só há o modelo habitual, em que as crianças nascem na tradicional sala hospitalar. Mas, investigando um pouco mais, encontramos hospitais no Brasil que oferecem salas de parto humanizado, com banheira para o parto na água, ambientes mais aconchegantes, equipados com acessórios − como a banqueta que permite à mulher experimentar a posição vertical, em vez de permanecer o tempo todo deitada. Se a ideia do hospital não lhe agrada, considere as casas de parto e mesmo a realização de partos domiciliares com enfermeiras obstétricas, obstetrizes ou parteiras urbanas. O importante é estar confortável com sua decisão.

2. Leia

Os livros e a internet ajudam a mãe de primeira viagem a entender o que a espera: como reconhecer uma contração, o que são pródromos (falso trabalho de parto), o papel do companheiro, os cuidados com o bebê recém-nascido, etc. A literatura sobre o assunto é ampla e pode deixar a mulher mais confiante.


3. Encontre apoio

Agora que você já sabe como quer que seja seu parto, é preciso se cercar de pessoas que possam verdadeiramente ajudar quando seu bebê estiver chegando: o marido, uma doula (ajudante de parto) que cuide de você antes e durante o trabalho de parto, futuras avós que topem fazer a comida ou ficar com os filhos mais velhos. É hora de formar uma rede de apoio para estar bem tranquila durante o parto.

4. Faça um Plano de Parto

Durante o trabalho de parto, a gestante deve ser minimamente incomodada, pois precisa de tranquilidade para a chegada do bebê acontecer sem dificuldades. O Plano de Parto é uma opção de documento que a futura mãe pode fazer, muitas vezes em parceria com seu obstetra, em que ficam anotadas suas preferências de conduta, como gostaria de ser tratada, medicações que prefere e outros detalhes para que nada precise ser discutido na hora.

5. Converse

Ficar em casa sozinha, imaginando como será o parto, pode gerar ansiedade e até alimentar alguns medos. Por isso, é boa pedida frequentar rodas de conversa sobre o assunto e grupos de gestantes, ou marcar encontros com amigas que tiveram boas experiências de parto.

6. Mexa-se

A atividade física é altamente benéfica durante a gravidez. Hidroginástica, caminhada ou yoga − o importante é manter-se ativa para liberar endorfina. A prática constante aumenta a intimidade com o corpo grávido, e alguns exercícios, como os agachamentos, ajudam a soltar a musculatura pélvica. Massagear o períneo com óleo também é ótimo para preparar a região para o parto.

7. Alimente-se bem

A boa alimentação durante os nove meses aumenta as chances de uma gestação saudável e de um parto sem complicações. Quando sentir as primeiras contrações, aproveite para comer algo leve e beber líquidos como água de coco. Isso vai garantir uma reserva de energia na hora da chegada do bebê.

8. Desprenda-se de datas

Toda mãe imagina o exato dia em que o filho vai nascer, e, às vezes, há a torcida da família por um ou outro dia do mês. No entanto, é bom lembrar que a DPP (data provável de parto), informada às grávidas nas ultrassonagrafias, é apenas uma estimativa. A gravidez dura aproximadamente 40 semanas, podendo se estender por mais duas semanas (na chamada gestação prolongada) ou acabar antes da data esperada, se o bebê for apressado. Para não ficar ansiosa, procure não dar atenção ao calendário, pois o que vale é o tempo do seu bebê.

9. Entregue-se

Em um mundo altamente tecnológico e de mil tarefas, pode ser difícil abandonar o controle racional para vivenciar um processo como o trabalho de parto. Mas você já se preparou, estudou, planejou e cercou-se das pessoas certas. Então chegou a hora de esquecer a bagunça da casa, o relógio, as obrigações e os e-mails para relaxar e se entregar à natureza do nascimento.

10. Confie

Muitas mulheres relatam sentir medos relacionados ao parto. Algumas temem a prematuridade; outras, o risco de não ter dilatação. Há ainda a influência negativa de mitos em relação ao perigo do parto, como o bebê se enrolar no cordão umbilical ou não querer nascer. Esses pensamentos podem minar a autoconfiança da mulher. O segredo é desligar-se das interferências e acreditar na sua capacidade de parir. Se bater alguma dúvida, por mais absurda que possa parecer, não hesite em conversar com seu médico. Sem medos, o parto tem tudo para ser uma experiência linda para mãe e bebê.

Natura Mamãe e Bebê

segunda-feira, 18 de agosto de 2014

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10 conselhos valiosos sobre vacinação

A importância de cada dose, quando vacinar prematuros e mais oito dicas preciosas para manter a imunização do seu filho em dia.

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Getty Images

1. Seu filho deve estar saudável na hora de ser vacinado. Porém, doenças leves, não febris, não devem ser causas de atrasos vacinais.

2. Se na aplicação da primeira dose de qualquer uma das vacinas a criança manifestou uma reação alérgica grave, é preciso pedir orientação ao pediatra antes de administrar as próximas doses.

3. Siga à risca as recomendações médicas após determinadas vacinas. Um dos efeitos possíveis da vacina tríplice viral, por exemplo, é diminuir temporariamente o número de plaquetas no sangue. Nessa circunstância, medicamentos à base de ácido acetil-salicílico, de efeito analgésico, são contra-indicados, pois podem estimular sangramentos.

4. Os pais de bebês prematuros devem tomar cuidados adicionais em relação à vacinação dos pequenos. Não se dá aos prematuros vacinas feitas com vírus vivos. “O objetivo é não dar margem às reações”, afirma a pediatra Soraya Malafaia Colares, supervisora técnica da Clínica de Vacinas do Hospital Moinhos de Vento, em Porto Alegre. A vacina BCG não é feita em crianças com menos de dois quilos. No caso da vacina contra a Hepatite B, ela é aplicada, mas não se considera como feita e é repetida mais tarde.

5. Não atrase o dia da vacinação. Esta é a única maneira de garantir que a criança esteja sempre protegida. No caso da vacina do rotavírus, o prazo precisa ser especialmente respeitado: a segunda dose só pode ser aplicada até os 5 meses e 1 semana. Nesse caso, a recomendação se deve porque a vacina só foi testada e aprovada para essa faixa etária. Além disso, a vacinação é a melhor maneira de evitar as doenças infecciosas mais comuns e graves da infância. Antigamente, muitas dessas doenças matavam de forma corriqueira, e foi a vacinação em massa que fez com que a ameaça diminuísse. Com as vacinas, tornou-se possível prevenir, se antecipar aos microorganismos e, assim, dar uma vida mais tranquila aos pequenos.

6. É importantíssimo que a mãe esteja com a criança durante a vacinação por, pelo menos, dois motivos: para dar segurança ao pequeno e para ser orientada sobre as possíveis reações da vacina e como proceder nesse caso.

7. Recomenda-se que a criança esteja vestida com uma roupa confortável e fácil de ser tirada, para facilitar na hora da picada.

8. Depois de tomar as vacinas, as crianças podem voltar normalmente para a escolinha ou berçário, mas é importante que os cuidadores sejam avisados de que a criança foi vacinada.

9. Se a família está saindo de viagem, deixe a vacina para a volta ou se programe para fazê-la uns dias antes. Não é recomendado viajar com a criança recém-vacinada.

10. As vacinas que são feitas em mais de uma dose devem ser dadas com o intervalo mínimo de dois meses. A razão disso está no funcionamento do nosso sistema imunológico. A cada dose da vacina (que é feita justamente com pedaços dos microorganismos que causam as doenças), o nosso sistema imunológico identifica esses pedaços do potencial agressor e produz anticorpos contra eles. Dois meses é o prazo para se ter essa “resposta” do organismo. Com uma dose, alcança-se um determinado nível de proteção. Com a segunda dose, a proteção aumenta ainda mais, pois os níveis de anticorpos vão ficando mais altos. Com a terceira dose, em muitos casos, chega-se à proteção completa.

Suzana Dias